
A Força Nacional vai reforçar a segurança na Terra Indígena Ituna-Itatá, entre Altamira e Senador José Porfírio. A atuação será por 180 dias, em apoio à Funai, com foco na proteção da área e dos povos indígenas isolados.
A presença de agentes da Força Nacional de Segurança Pública na região do Xingu foi autorizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A medida prevê 180 dias de atuação na Terra Indígena Ituna-Itatá, em apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas, a Funai. O trabalho deve ser realizado em conjunto com as forças de segurança do Pará e órgãos federais.
Localizada entre Altamira e Senador José Porfírio, a Terra Indígena Ituna-Itatá tem aproximadamente 142 mil hectares e é considerada estratégica para a proteção de povos indígenas isolados. Por isso, a área possui restrições de acesso, que proíbem a entrada e a permanência de pessoas não autorizadas. A medida busca preservar o território e garantir a segurança dos grupos indígenas que vivem sem contato com a sociedade.
Mas a proteção desse território tem sido um desafio para os órgãos de fiscalização. Nos últimos meses, a região voltou a registrar invasões e avanço de ocupações irregulares. A situação acendeu um alerta sobre os riscos à floresta e, principalmente, à sobrevivência dos povos indígenas isolados.
Em agosto deste ano, o Ministério Público Federal solicitou reforço policial para a região após denúncias de invasão. Segundo o órgão, cerca de 200 pessoas teriam entrado ilegalmente no território. O MPF também cobrou providências para impedir novas ocupações e reforçar a fiscalização.
A atuação da Força Nacional está prevista no Plano Amazônia: Segurança e Soberania, conhecido como Plano Amas. A estratégia envolve a articulação entre órgãos federais e estaduais para fortalecer a segurança na Amazônia. Na Ituna-Itatá, o desafio é conter as invasões, preservar a floresta e garantir a proteção de um território onde a presença de povos indígenas isolados exige cuidados especiais.
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