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Lula consegue virada histórica, conquista quarto mandato e supera recorde de votação no Brasil

Petista recebeu 64,2 milhões de votos, bateu recorde histórico e reverteu vantagem de Flávio Bolsonaro no primeiro turno

Por: Irla Farias Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
26/10/2026 às 11h16 Atualizada em 26/10/2026 às 11h38
Lula consegue virada histórica, conquista quarto mandato e supera recorde de votação no Brasil
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno das eleições neste domingo (25) e garantiu um quarto mandato à frente do Brasil. Com 51,79% dos votos válidos, o petista recebeu 64.256.232 votos, contra 59.826.041 de Flávio Bolsonaro (PL), que somou 48,21%. A diferença foi de aproximadamente 4,43 milhões de votos.

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Presidente Luiz Inácio Lula da silva é reeleito
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Virada de 6,6 milhões de votos

No primeiro turno, Lula havia terminado atrás do adversário por cerca de 2,2 milhões de votos. Na etapa decisiva, conseguiu inverter o resultado, mudando a diferença entre os candidatos em aproximadamente 6,6 milhões de votos.

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Entre os dois turnos, Lula ampliou sua votação em cerca de 10,3 milhões de votos, quase três vezes o crescimento registrado por Flávio Bolsonaro, que recebeu aproximadamente 3,7 milhões de votos adicionais.

TSE ELEIÇÃO 2026
TSE ELEIÇÃO 2026

 

Menos abstenções e mais participação

A abstenção caiu de 21,08% no primeiro turno para 19,21% no segundo, o menor índice em duas décadas. Cerca de 2,83 milhões de eleitores a mais compareceram às urnas.

Os votos brancos e nulos também diminuíram, passando de aproximadamente 5,98 milhões para 4,15 milhões. A combinação desses fatores contribuiu para ampliar o número de votos válidos na disputa.

Como foi a participação do Norte da decisão final

No Norte, eleição termina praticamente empatada

A Região Norte apresentou uma das disputas mais apertadas do segundo turno. Lula obteve 50,01% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro ficou com 49,99%. A diferença entre os candidatos foi de apenas 1.079 votos, apesar de o senador ter vencido em quatro dos sete estados da região.

O petista conquistou a maioria no Pará, Amazonas e Amapá. Já Flávio Bolsonaro venceu no Acre, em Rondônia, em Roraima e no Tocantins. O resultado evidencia como a distribuição dos votos por estado pode ser bastante diferente do resultado regional consolidado.

O levantamento do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 mostra que a Região Norte teve uma das disputas mais equilibradas do país. Lula (PT) venceu regionalmente por uma diferença de apenas 1.079 votos sobre Flávio Bolsonaro (PL).

Índice de votação no Norte
Índice de votação no Norte

Principais destaques

Pará: Lula venceu com 55,02% dos votos válidos, contra 44,98% de Flávio Bolsonaro.

Amazonas: o petista recebeu 54,02%, mantendo vantagem sobre o adversário.

Amapá: Lula também venceu, com 52,88%.

Roraima: Flávio Bolsonaro registrou seu maior percentual entre os estados brasileiros, com 72,46%.

A disputa regional: Lula venceu em três dos sete estados do Norte, enquanto Flávio foi o mais votado nos outros quatro. Mesmo assim, a soma dos votos regionais terminou praticamente empatada.

Nordeste foi decisivo

O Nordeste concentrou a maior vantagem de Lula, com 69,37% dos votos válidos na região. O petista também venceu no Norte, enquanto Flávio Bolsonaro teve maioria no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste.

Minas Gerais foi destaque por ser o único estado em que Lula reverteu a desvantagem do primeiro turno, vencendo por 50,43% a 49,57%.

Dados das eleições 2026
Dados das eleições 2026

 

Marco na história política

Com o resultado, Lula se torna o primeiro brasileiro eleito quatro vezes presidente da República pelo voto direto. A vitória também estabelece um novo recorde de votação absoluta para um candidato presidencial no país.

A virada histórica que garantiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um quarto mandato inédito foi resultado de uma combinação de fatores: mais eleitores nas urnas, menos votos brancos e nulos, crescimento da votação do petista em todos os estados e perda de votos de Flávio Bolsonaro (PL) em parte do país.

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