
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno das eleições neste domingo (25) e garantiu um quarto mandato à frente do Brasil. Com 51,79% dos votos válidos, o petista recebeu 64.256.232 votos, contra 59.826.041 de Flávio Bolsonaro (PL), que somou 48,21%. A diferença foi de aproximadamente 4,43 milhões de votos.
No primeiro turno, Lula havia terminado atrás do adversário por cerca de 2,2 milhões de votos. Na etapa decisiva, conseguiu inverter o resultado, mudando a diferença entre os candidatos em aproximadamente 6,6 milhões de votos.
Entre os dois turnos, Lula ampliou sua votação em cerca de 10,3 milhões de votos, quase três vezes o crescimento registrado por Flávio Bolsonaro, que recebeu aproximadamente 3,7 milhões de votos adicionais.
A abstenção caiu de 21,08% no primeiro turno para 19,21% no segundo, o menor índice em duas décadas. Cerca de 2,83 milhões de eleitores a mais compareceram às urnas.
Os votos brancos e nulos também diminuíram, passando de aproximadamente 5,98 milhões para 4,15 milhões. A combinação desses fatores contribuiu para ampliar o número de votos válidos na disputa.
No Norte, eleição termina praticamente empatada
A Região Norte apresentou uma das disputas mais apertadas do segundo turno. Lula obteve 50,01% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro ficou com 49,99%. A diferença entre os candidatos foi de apenas 1.079 votos, apesar de o senador ter vencido em quatro dos sete estados da região.
O petista conquistou a maioria no Pará, Amazonas e Amapá. Já Flávio Bolsonaro venceu no Acre, em Rondônia, em Roraima e no Tocantins. O resultado evidencia como a distribuição dos votos por estado pode ser bastante diferente do resultado regional consolidado.
O levantamento do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 mostra que a Região Norte teve uma das disputas mais equilibradas do país. Lula (PT) venceu regionalmente por uma diferença de apenas 1.079 votos sobre Flávio Bolsonaro (PL).
Pará: Lula venceu com 55,02% dos votos válidos, contra 44,98% de Flávio Bolsonaro.
Amazonas: o petista recebeu 54,02%, mantendo vantagem sobre o adversário.
Amapá: Lula também venceu, com 52,88%.
Roraima: Flávio Bolsonaro registrou seu maior percentual entre os estados brasileiros, com 72,46%.
A disputa regional: Lula venceu em três dos sete estados do Norte, enquanto Flávio foi o mais votado nos outros quatro. Mesmo assim, a soma dos votos regionais terminou praticamente empatada.
O Nordeste concentrou a maior vantagem de Lula, com 69,37% dos votos válidos na região. O petista também venceu no Norte, enquanto Flávio Bolsonaro teve maioria no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste.
Minas Gerais foi destaque por ser o único estado em que Lula reverteu a desvantagem do primeiro turno, vencendo por 50,43% a 49,57%.
Com o resultado, Lula se torna o primeiro brasileiro eleito quatro vezes presidente da República pelo voto direto. A vitória também estabelece um novo recorde de votação absoluta para um candidato presidencial no país.
A virada histórica que garantiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um quarto mandato inédito foi resultado de uma combinação de fatores: mais eleitores nas urnas, menos votos brancos e nulos, crescimento da votação do petista em todos os estados e perda de votos de Flávio Bolsonaro (PL) em parte do país.