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Parlamentares dos EUA cobram explicações de Zuckerberg sobre interferências da Meta na eleição brasileira

O texto ressalta que, em eleições democráticas, cabe às big techs garantir que os candidatos recebam tratamento igual em relação à distribuição e recomendação de conteúdos em suas plataformas

Flávia Souza
Por: Flávia Souza Fonte: G1
22/10/2026 às 18h02
Parlamentares dos EUA cobram explicações de Zuckerberg sobre interferências da Meta na eleição brasileira
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Um grupo de 13 parlamentares dos Estados Unidos enviaram uma carta nesta quinta-feira (22) ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, cobrando explicações sobre denúncias de tratamento desigual às campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas plataformas da empresa durante as eleições brasileiras.

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O texto ressalta que, em eleições democráticas, cabe às big techs garantir que os candidatos recebam tratamento igual em relação à distribuição e recomendação de conteúdos em suas plataformas.

O documento, assinado por senadores e deputados, também cita a desativação da conta de anúncios de Lula no Facebook em 23 de setembro, 11 dias antes do primeiro turno, e restrições que impediram a campanha de impulsionar publicações no Instagram por quase 24 horas, entre 9 e 10 de outubro.

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Segundo a campanha petista, cerca de 1,3 milhão de pessoas deixaram de ver os anúncios durante o segundo episódio. 

Congressistas pressionam por moderação

Os parlamentares solicitaram uma reunião com a Meta para a próxima sexta-feira (23) e deram à empresa até 4 de novembro para responder a perguntas por escrito. Eles querem saber quais regras orientam a moderação de conteúdo em eleições estrangeiras e se houve comunicação entre a empresa e integrantes do governo Donald Trump sobre o Judiciário brasileiro, a regulação das plataformas ou as eleições de 2026.

A carta também questiona quando a Meta identificou diferenças de tratamento entre as campanhas e quais medidas adotou para corrigir o problema. Os congressistas pedem detalhes sobre o sistema de revisão humana, que prevê a análise, em até duas horas, de restrições automatizadas às contas de anúncios dos candidatos.

Na carta, o grupo questiona se a empresa permitirá que auditores independentes acessem dados internos de moderação e distribuição de conteúdo político para verificar se houve tratamento igual nas eleições brasileiras.

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