
A falta de leitos no Hospital Regional Público da Transamazônica preocupa moradores de Altamira e de outros municípios da região. Enquanto a ampliação da unidade segue em andamento, pacientes e familiares enfrentam a angústia da espera por atendimento especializado. Nesta semana, uma mulher vítima de agressão em Uruará morreu após passar quatro dias aguardando uma vaga na UTI.
Dona Maria e seu José Jurandir sofreram um AVC e Geidson está com uma laceração no pâncreas. Os três aguardam liberação de leito Hospital Regional Público da Transamazônica. Os familiares desesperados não sabem mais a quem recorrer.
Dona Maria, por exemplo, é monitora em uma escola da área rural de Altamira no sudoeste do Pará, ela sofreu um AVC e está internada no HGA esperando transferência. Os filhos temem que a espera seja fatal.
O aumento da capacidade de atendimento do Hospital Regional Público da Transamazônica foi anunciado em 2026. Em setembro, a governadora Hana Ghassan esteve em Altamira e visitou as obras. Segundo a assessoria, cerca de 90 trabalhadores atuavam no local, que naquele período se preparava para receber as estruturas metálicas e avançar para uma nova etapa da construção.
O projeto prevê acrescentar mais de 100 leitos ao hospital, incluindo vagas de internação e UTIs para adultos, crianças e recém-nascidos. O projeto também prevê atendimento pelo método Canguru, voltado especialmente aos bebês prematuros. Mesmo após a visita, o governo ainda não divulgou uma data para a conclusão dos trabalhos.
Enquanto isso, quem mora no eixo Transamazônica e Xingu denuncia atraso e corre contra o tempo para oferecer tratamento especializado para os familiares. Nesta semana uma mulher que foi espancada pelo marido em Uruará, morreu após esperar por 4 dias uma vaga na UTI do HRPT.
Ver esse post no Instagram