
Um incêndio de grandes proporções atingiu comunidades da Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, em Altamira. Casas, plantações e uma escola foram destruídas. Pelo menos cinco famílias foram afetadas.
Uma das moradoras chegava à comunidade quando viu a fumaça de longe. Ao se aproximar, percebeu que o fogo vinha de uma das casas. Era a própria casa. No local, encontrou a filha, que acompanhava a destruição sem que a família tivesse tempo de retirar os pertences.
A família perdeu roupas, redes e outros objetos pessoais. A criança também conta que o material escolar foi destruído e que o cachorro quase foi atingido pelas chamas.
Na Comunidade Boa Saúde, o incêndio também atingiu a escola. O prédio e materiais utilizados pelos alunos foram destruídos. O fogo avançou ainda sobre áreas de plantio, incluindo roças de cacau. Em outro registro feito pelos moradores, uma casa de palha aparece cercada pelas chamas.
Segundo os moradores, o vento ajudou a espalhar as chamas. Como muitas casas são construídas de madeira e outros materiais inflamáveis, o fogo avançou rapidamente. Ainda não há informação precisa sobre onde o incêndio começou.
Também não foram registrados, até o momento, moradores feridos ou animais mortos. O professor Gustavo Galdelha chama atenção para os riscos das queimadas durante o período de estiagem, principalmente em uma região onde o fogo pode avançar rapidamente entre as áreas de mata e as comunidades.
A dimensão do incêndio preocupa também pelas características da região. A Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio tem cerca de 737 mil hectares e reúne 26 localidades, segundo o plano de manejo do ICMBio. Em ações recentes de assistência, a Prefeitura de Altamira identificou e atendeu 120 famílias distribuídas por diferentes comunidades da reserva.
O acesso difícil às comunidades levou a Prefeitura de Altamira a acionar o Grupamento Aéreo de Segurança Pública, o GRAESP, para reforçar o atendimento às famílias atingidas. Segundo o prefeito Loredan Mello, cerca de cinco famílias tiveram as casas destruídas pelo incêndio. A Prefeitura também informou o envio de cestas e outros insumos para os moradores.
Enquanto as equipes de apoio são mobilizadas, os moradores começam a reorganizar a vida depois do incêndio. Para as famílias que perderam as casas, o próximo passo é garantir abrigo, recuperar o que for possível e reconstruir a rotina. Em uma região marcada pelo isolamento e pelas longas distâncias, esse recomeço também depende da chegada da assistência às comunidades atingidas.
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