
O Pará definiu, neste domingo (4), os dois novos representantes do estado no Senado Federal. Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União Brasil) foram os candidatos mais votados na disputa e conquistaram as duas vagas que estavam em jogo nas Eleições 2026.
Com 100% das urnas apuradas, Helder terminou na primeira colocação, com 26,10% dos votos válidos, enquanto Chicão alcançou 22,45%. A disputa pela segunda vaga foi bastante apertada: Delegado Éder Mauro (PL) terminou em terceiro, com 22,26%, apenas 0,19 ponto percentual atrás de Chicão.
O resultado marca uma mudança importante na representação do Pará no Congresso Nacional. Os dois eleitos assumirão os mandatos em 1º de fevereiro de 2027 e terão oito anos de atuação no Senado, até janeiro de 2035.
Ex-governador do Pará, Helder Barbalho foi o candidato mais votado para o Senado no estado. Ele obteve 2.342.070 votos, segundo os dados consolidados da eleição, correspondentes a 26,10% dos votos válidos.
Helder deixou o cargo de governador em abril de 2026 para disputar uma vaga no Senado. Ele foi sucedido no governo estadual pela então vice-governadora Hana Ghassan.
A trajetória política de Helder inclui passagens pela Prefeitura de Ananindeua, Câmara dos Deputados e Ministério da Pesca e Aquicultura. Também ocupou o Ministério da Integração Nacional e governou o Pará por dois mandatos.
Agora, com a eleição para o Senado, ele retorna ao Congresso Nacional para um mandato de oito anos.
A segunda cadeira ficou com Chicão (União Brasil), que recebeu 2.014.409 votos, alcançando 22,45% dos votos válidos.
Atual presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Chicão possui uma longa trajetória política no estado. Natural de Ananindeua, ele já exerceu mandato de vereador e foi vice-prefeito do município antes de chegar à Assembleia Legislativa.
Na Alepa, construiu uma carreira marcada por sucessivas eleições para deputado estadual e, nos últimos dois anos, ocupou a presidência da Casa.
A vitória nas urnas agora leva Chicão ao cenário nacional, onde deverá atuar diretamente nas discussões e votações do Senado Federal a partir de 2027.
A eleição para o Senado no Pará chamou atenção pela pequena diferença entre o segundo e o terceiro colocado.
Chicão terminou com 22,45%, enquanto Delegado Éder Mauro (PL) alcançou 22,26%. A diferença foi de apenas 0,19 ponto percentual.
Na sequência apareceu Zequinha Marinho (Podemos), com 21,06%. O resultado mostra o nível de competitividade da disputa, que envolveu nomes conhecidos da política paraense.
Também participaram da corrida ao Senado Celso Sabino (PDT), Gizelle Freitas (PSOL), Lívia Noronha (Solidariedade), Conti (PSOL), Fernanda Lopes (UP), Coronel Jonildo (DC), Edlaine Rodrigues (Democrata) e Breno Guimarães (Mobiliza).
Com a apuração concluída, o resultado entre os principais candidatos ficou da seguinte forma:
Os números mostram que a maior parte dos votos válidos ficou concentrada nos quatro primeiros colocados, especialmente entre Helder, Chicão, Éder Mauro e Zequinha.
Com a eleição de Helder e Chicão, duas das três cadeiras destinadas ao Pará no Senado serão renovadas.
A bancada paraense continuará contando com Beto Faro (PT), que possui mandato até 2031. Já Jader Barbalho (MDB) deixa a cadeira que ocupava e passa a integrar a chapa de Helder como primeiro suplente. Zequinha Marinho, que também estava no Senado, não conseguiu a reeleição.
A nova composição terá, portanto, Helder Barbalho, Chicão e Beto Faro como representantes do Pará na Casa.
Os dois novos senadores tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027. O mandato no Senado tem duração de oito anos, e os eleitos permanecerão no cargo até 31 de janeiro de 2035.
Diferentemente da Câmara dos Deputados e das assembleias legislativas, o Senado possui três representantes por estado, independentemente do tamanho da população. Nas eleições de 2026, duas das três cadeiras de cada unidade da Federação estavam em disputa.
A votação para senador ocorre pelo sistema majoritário. Dessa forma, os dois candidatos que obtêm o maior número de votos no estado conquistam as vagas disponíveis.
A chegada de Helder e Chicão ao Senado acontece em um momento de renovação significativa do Congresso Nacional. Ao todo, 54 das 81 cadeiras do Senado foram disputadas nas Eleições 2026, o equivalente a dois terços da Casa.
Os novos representantes do Pará terão pela frente discussões sobre temas nacionais que também possuem impacto direto no estado, como infraestrutura, meio ambiente, desenvolvimento regional, mineração, agronegócio, saúde, educação e investimentos públicos.
Além de participar da elaboração e votação de leis, os senadores possuem atribuições específicas, como analisar indicações para determinados cargos públicos e participar de processos de fiscalização e julgamento previstos pela Constituição.
Para o Pará, a mudança na representação significa também uma nova configuração política em Brasília, com dois nomes que possuem experiência em diferentes níveis da administração pública.
A eleição de Helder Barbalho e Chicão encerra uma das disputas mais movimentadas das Eleições 2026 no Pará. O resultado também representa uma mudança significativa na composição da bancada paraense no Senado e abre uma nova etapa na trajetória política dos dois vencedores.
Helder chega à Casa Alta após dois mandatos à frente do Governo do Pará, enquanto Chicão deixa a presidência da Assembleia Legislativa para assumir um mandato no Congresso Nacional.
A partir de fevereiro de 2027, os dois terão a missão de representar os interesses do Pará no Senado e participar das principais decisões políticas do país.