
O governador eleito do Pará, Dr. Daniel (Podemos), afirmou que pretende iniciar sua gestão, em 2027, com uma mudança significativa na política de saneamento do estado. Durante a comemoração da vitória nas urnas, na noite deste domingo (4), ele declarou que seu primeiro ato à frente do Governo do Pará será rescindir o contrato de concessão da Águas do Pará e direcionar investimentos para a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa).
A declaração foi feita poucas horas depois de Daniel ser confirmado como vencedor das Eleições 2026 para o Governo do Estado. O candidato do Podemos conquistou a vitória ainda no primeiro turno, superando a então governadora e candidata à reeleição, Hana Ghassan (MDB). Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Daniel recebeu 2.345.670 votos, equivalentes a 51,37% dos votos válidos, com praticamente todas as urnas totalizadas.
A proposta de revisão do modelo de saneamento foi uma das principais bandeiras apresentadas por Daniel durante a campanha. O tema ganhou espaço nos debates eleitorais, principalmente diante das discussões sobre abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e os investimentos necessários para ampliar a cobertura dos serviços no Pará.
Na noite da eleição, já como governador eleito, Dr. Daniel voltou a mencionar a proposta e afirmou que pretende cumprir o compromisso apresentado durante a campanha.
A intenção anunciada é encerrar a concessão atualmente administrada pela Águas do Pará e fortalecer a estrutura da Cosanpa. Segundo o governador eleito, a companhia estadual deverá receber investimentos para assumir um papel central na prestação dos serviços e garantir, na visão dele, água de melhor qualidade à população.
A declaração coloca o saneamento entre as primeiras grandes decisões que deverão ser analisadas pela nova administração estadual a partir da transição de governo.
A concessão dos serviços de água e esgoto à Águas do Pará ocorreu em 2025 e passou a representar uma mudança no modelo de prestação desses serviços no estado. Agora, a promessa de rescindir o contrato abre um novo cenário para o setor e deverá exigir análises jurídicas, administrativas e financeiras antes de qualquer mudança efetiva.
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Apesar de ter apresentado o rompimento do contrato como uma das primeiras medidas de sua administração, a efetivação da proposta dependerá dos procedimentos legais relacionados à concessão.
A futura gestão terá de avaliar as cláusulas contratuais, eventuais obrigações, investimentos realizados, responsabilidades da concessionária e as condições para uma eventual retomada dos serviços pelo Estado.
Outro ponto considerado fundamental será evitar que qualquer mudança administrativa provoque prejuízos ao atendimento da população. A transição precisará garantir a continuidade do abastecimento de água e dos serviços de esgotamento sanitário nos municípios atendidos pela concessionária.
A própria discussão sobre a mudança de modelo coloca a Cosanpa diante de um possível desafio de grande dimensão, já que a companhia poderá precisar ampliar sua capacidade operacional e financeira para assumir novas responsabilidades.
A discussão sobre água e esgoto esteve entre os assuntos mais importantes da campanha eleitoral para o Governo do Pará. Dr. Daniel criticou a concessão dos serviços e defendeu a retomada de investimentos na estrutura pública de saneamento.
Durante a disputa, sua adversária Hana Ghassan apresentou uma posição diferente e defendeu a manutenção da concessão, argumentando que o modelo deveria ser acompanhado e fiscalizado para garantir o cumprimento das obrigações assumidas pela empresa.
Com a vitória de Daniel, a proposta de mudança passa agora do campo eleitoral para a esfera administrativa.
A nova gestão deverá analisar como realizar a transição, quais investimentos serão necessários e de que maneira os serviços poderão ser mantidos durante eventual alteração no modelo de gestão.
Dr. Daniel foi eleito governador do Pará no primeiro turno das eleições deste domingo (4). O candidato do Podemos alcançou mais da metade dos votos válidos e, por isso, não haverá segundo turno para a disputa estadual.
De acordo com o TSE, Daniel obteve 51,37% dos votos válidos, enquanto Hana Ghassan terminou a disputa com 46,53%. A vitória encerrou a eleição para o Governo do Pará já na primeira votação.
Daniel assumirá o comando do estado em 1º de janeiro de 2027, sucedendo Hana Ghassan. Antes de disputar o Governo do Pará, ele construiu carreira política em Ananindeua, onde foi vereador e prefeito por dois mandatos. Também ocupou uma cadeira na Assembleia Legislativa do Pará.
O saneamento não foi a única área em que Dr. Daniel apresentou propostas de mudanças durante a campanha. Entre os compromissos anunciados estão a ampliação e descentralização dos serviços de saúde, investimentos em infraestrutura, revisão da cobrança de pedágios em rodovias estaduais e medidas voltadas à segurança pública.
Na saúde, o governador eleito prometeu ampliar o atendimento fora da Região Metropolitana de Belém e criar estruturas hospitalares e policlínicas em diferentes regiões do estado. Também defendeu parcerias com prefeituras para reforçar o atendimento especializado e a realização de mutirões para reduzir filas de exames, consultas e cirurgias.
Na infraestrutura, outra promessa de destaque é o fim dos pedágios nas rodovias estaduais, acompanhado do compromisso de melhorar a conservação e a pavimentação das estradas.
A nova administração também deverá enfrentar o desafio de organizar as prioridades do orçamento estadual e definir quais propostas poderão ser executadas nos primeiros meses de governo.
A declaração sobre a Águas do Pará coloca o futuro do saneamento como uma das primeiras grandes questões da administração de Dr. Daniel. A partir da posse, a equipe de governo terá de transformar a promessa eleitoral em um processo administrativo capaz de garantir segurança jurídica, continuidade dos serviços e investimentos.
O desafio será ainda maior diante da dimensão territorial do Pará e das diferenças existentes entre os municípios em relação ao acesso à água tratada e ao saneamento básico.
Enquanto a nova equipe começa a estruturar a transição, a população acompanha quais serão os próximos passos para a eventual rescisão do contrato e para o fortalecimento da Cosanpa.
A decisão poderá representar uma mudança significativa na forma como os serviços de água e esgoto são administrados no estado e deverá estar entre os assuntos de maior repercussão no início do novo governo.