Mandante da morte de adolescente em Anapu é preso em Altamira

Daywes da Costa Lima, 22 anos, e Letícia Hortência foram presos durante o cumprimento de três mandados de busca e apreensão em residências a pessoas ligadas a grupos criminosos. Na operação denominada “Paradoxo” a Polícia Civil apreendeu celulares, anotações e drogas.

A prisão foi feita bairro Bonanza, em Altamira. Daywes estava com a esposa em casa onde cumpria prisão domiciliar. Uma arma fogo de calibre 38 foi encontrada na bolsa de Letícia, que segundo a polícia também teria envolvimento com grupos criminosos.

Daywes é suspeito de ser o mandante da morte do adolescente de 16 anos, Gilberto De Souza, em julho deste ano em Anapu. O crime foi gravado por um celular, em um trecho do vídeo o adolescente aparece minutos antes de ser assassinado, sendo questionado pelos executores se fazia parte de um grupo criminoso.

O menor foi morto a facadas dentro de uma casa por três homens e duas mulheres. Vídeos com cenas fortes foram divulgados nas redes sociais.

As investigações apontam que o jovem também é suspeito de outros homicídios em Altamira. Daywes e Letícia estão presos e serão transferidos para o presidio. Diligências continuam para localizar e prender demais integrantes de grupos criminosos que atuam na cidade.

Homem é flagrado se masturbando próxima de escola

Era por volta de 7h30 quando um dos funcionários da escola Ester de Figueiredo, no bairro Sudam II se deparou com um homem se masturbando em cima de uma arvore, próximo a instituição de ensino.

Imediatamente os funcionários acionaram a Guarda Municipal que esteve no local, mas o homem já havia fugido.

Como o episódio ocorreu antes do início das aulas, as crianças estavam na escola e não viram a cena. Mas, o fato causou espanto e medo nos pais dos estudantes.

A diretora da escola, Elisama Campelo, garante que todas as providências já foram tomadas e tudo está sendo feito para que essa situação não se repita e que a segurança dos alunos seja garantida.

Assista ao vídeo

Prolar Home Center inaugura floricultura em AltamiraPatrocínio 

Com poucas horas de inaugurada algumas espécies de plantas já haviam acabado. A floricultura da Prolar Home Center já estava sendo planejada há um bom tempo com o intuito de trazer variedades de plantas e preços em conta para a população. Segundo a supervisora da loja, Iandala Santos, o objetivo é oferecer um serviço de qualidade, com várias opções.

Maria do Carmo Moraes, que é apaixonada por plantas, ficou encantada com a beleza das plantas ornamentais e aproveitou para compra algumas. “Planta é tudo pra mim”, contou a dona de casa.

O espaço, que fica atrás do novo prédio da Pro-lar, conta ainda com vasos, adubos e todo material necessário para os cuidados com cada planta. É possível encontrar mais de 100 espécies, dentre elas as frutíferas e ornamentais.

Para os clientes que não tem a mínima ideia de como cuidar das mudas a Iandala é responsável por orientá-los a cuidar das plantas da melhor forma possível. Ela chegou a fazer um curso em São Paulo, antes da abertura do local, para melhor atender os clientes.

Assista; susipe divulga vídeos do dia do massacre em presídio de Altamira

A Operação Eclusa, executada pela Polícia Civil com apoio da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) resultou na prisão de dois agentes penitenciários, supostamente envolvidos no massacre ocorrido no Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRALT), em 29 de julho de 2019. Diego Leonel Baía e William Costa da Silva estão sendo investigados sob acusação de facilitação das ações devido quebra de procedimento. A investigação tem como base as imagens capturadas no dia do ocorrido pelo sistema de monitoramento e foram cedidas pela Polícia Civil do Estado do Pará (PCPA).

A Susipe esclarece que as estruturas das unidades prisionais garantem a segurança e o controle no cárcere, por isso, as investigações levam à influência dos agentes, de forma culposa ou dolosa, no acontecimento do massacre. No Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRALT) essa segurança não é diferente. A entrada para o bloco carcerário é de difícil acesso e o procedimento de destranca é rigoroso, sendo realizado por dois agentes prisionais.

Na estrutura física do bloco A da unidade existem três eclusas (portas de ferro), uma a mais que no bloco B. Elas dividem o corredor, impedindo acesso ao bloco B e anexo. Para entrada nos blocos, os agentes, que serão identificados como A e B, devem seguir regras de segurança: Cada eclusa é aberta por vez, ou seja, o agente A passa pela primeira eclusa enquanto o agente B aguarda no local; o agente A tranca a primeira eclusa e joga a chave para o agente B, que a guarda consigo enquanto aguarda o servidor retornar. O processo é repetido nas demais eclusas, enquanto o agente B recebe as chaves das portas que foram trancadas. Por fim, sem as chaves das eclusas, o agente A abre uma cela por vez para liberação dos presos para atividades específicas conforme demandadas pela Susipe ou justiça, conforme a Lei de Execução Penal (LEP).

O agente B não fica exposto aos presos e, em caso de qualquer movimentação suspeita dentro do bloco carcerário com o agente A, o procedimento é buscar apoio com a Polícia Militar e direção da unidade. Tal ação é possível porque as eclusas ficam trancadas e as chaves ficam sob posse do agente B, mantendo os internos contidos para tomada de providências. O procedimento padrão não ocorreu no dia do massacre. As imagens gravadas pelo sistema de monitoramento mostram que as eclusas não foram trancadas, por isso, os presos passaram e se aproximaram do agente B que, por não se afastar e se manter próximo a grade, foi feito de refém, permitindo que todos do bloco carcerário fosse libertados rapidamente sem alertar a casa penal e demais presos do bloco B e anexo.

O inquérito policial que está sendo conduzido pela Polícia Civil destaca que houve quebra ou falha no procedimento de entrada nos blocos carcerários, o que resultou no ataque de uma organização criminosa contra o grupo rival e a morte de 58 internos. Os procedimentos eram de conhecimento e prática dos dois internos que trabalhavam há anos na Susipe. William trabalhava no sistema prisional há 15 anos e Diego há 1 ano e 2 meses.

(Susipe)

Detentos morrem em transferência e sobe para 62 vítimas de massacre

A equipe do Confirma Notícias apurou que quatro detentos foram mortos durante viagem do caminhão cela que conduzia 30 presos de Altamira para Belém, capital do Estado. As mortes foram percebidas na cidade de Marabá.

Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) as mortes aconteceram durante o transporte, entre Novo Repartimento e Marabá. Os presos eram da mesma facção e viviam juntos nas mesmas celas. Foram comparsas na execução da rebelião. Durante o transporte, estavam algemados, divididos em quatro celas. A capacidade das celas era para até 40 presos, 30 eram transportados. O Estado não possui caminhão com celas individuais.

A ação criminosa ocorreu entre 19 horas e 1 hora da manhã. Ao chegar a Marabá, os agentes encontraram quatro presos mortos por sufocamento em duas celas. Todos os 26 presos remanescentes serão colocados em isolamento. As razões deste fato lamentável estão sendo investigadas.

Os detentos começaram a ser transferidos na tarde de terça-feira (30), do Centro de Recuperação Regional de Altamira para outros presídios do Pará. Com isso o número de mortos subiu de 58 para 62.

O comboio deve permanecer em Marabá até que todos sejam ouvidos.

De 57 para 58

O Instituto Médico Legal (IML) confirmou ontem o aumento do número de mortos de 57 para 58 detentos. Um corpo foi encontrado carbonizado no início da noite por peritos sob os escombros do presídio e ainda não foi identificado.

Entenda o caso

Um grupo de detentos ateou fogo na penitenciária de Altamira, nesta segunda-feira (29). A ação foi provocada pela briga entre organizações criminosas. A rebelião teve início por volta das 7 horas, quando internos do bloco A, onde estão custodiados presos de uma organização criminal, invadiram o anexo onde estão internos de um grupo rival. Alguns destes foram mortos.

No início da tarde desta segunda-feira (29) Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) havia confirmado a morte de 52 detentos. Durante a tarde o número passou pra 57, e na terça-feira chegou a 58 confirmados. Desses, 16 foram decapitados e os outros teriam morrido por asfixia, em um incêndio iniciado pelos internos. As únicas armas encontradas, até o momento, foram “estoques”, que são facas artesanais.

Nome das vítimas

  1. Adriano Moreira de Lima
  2. Bruno Wesley de Assis Lima
  3. Carlos Reis Araújo
  4. Deiwson Mendes Corrêa
  5. DeusIvan da Silva Soares
  6. Efrain Mota Ferreira
  7. Eliésio da Silva Souza
  8. Ismael Souza Veiga
  9. Jelvane de Sousa Lima
  10. João Pedro Pereira dos Santos
  11. Josivan Irineu Gomes
  12. Nathan Nael Furtado
  13. Natanael Silva do Nascimento
  14. Rivaldo Lobo dos Santos
  15. Evair Oliveira Brito
  16. Gilmar Pereira de Sousa
  17. Ademilson Bezerra dos Santos
  18. Ailton Saraiva paixão
  19. Alan kart Rodrigues
  20. Alan Patrick dos Santos Pereira
  21. Alessandro Silva Lima
  22. Amilton Oliveira Camera
  23. Anderson dos Santos Oliveira
  24. Anderson Nascimento Sousa
  25. André Carlos Sousa Patrício
  26. Bruno Rogério Andrade
  27. Cleomar Silva Henrique
  28. Clevacio Soares Queiroz
  29. Diego Aguiar Figueiredo
  30. Diego Walison Souza Reis
  31. Diogo Xavier da Silva
  32. Domingos Fernandes Castro da Silva
  33. Douglas Gonçalves Viana
  34. Édson Costa de Macedo
  35. DeliMarques Teixeira pontes
  36. Francisco Claudizio da Silva Ferreira
  37. Geidson da Silva Monteiro
  38. Hugo Vinicius Carvalho
  39. Itamar Anselmo Pinheiro
  40. Jeová Assunção da Silva
  41. João Nilson Felicidade Farias
  42. José Brandão Barbosa Filho
  43. José Francisco Gomes Filho
  44. Josivan Jesus Lima
  45. Josiclay Barth Portugal
  46. Josué Ferreira da Silva
  47. Júnior da Silva Santos
  48. Kawe Reis Barbosa
  49. Leonardo Dias Oliveira
  50. Luilson da Silva Sena
  51. Marcos Sabóia de Lima
  52. Renan da Silva Souza
  53. Rogério Pereira de Sousa
  54. Sandro Alves Gonçalves
  55. ValDécio Santos Viana
  56. Vanildo de Souza Guedes
  57. Wesley Marques Bezerra

(Leonardo Barros/ Mayara Freire)

Familiares de detentos reclamam de demora para divulgação de informações

Após a rebelião ser contida o movimento de familiares de detentos aumentou. Todos em busca de uma única informação, saber se o ente querido está bem. O esposo dessa dona de casa está preso a três anos. A falta de informação causa uma angústia. “Tava trabalhando quando vi na televisão, eu tô angustiada e preocupada. Quero saber se está vivo ou morto. Tem três anos que ele está preso. Ninguém dá explicação”, contou Rosângela Santos.

A todo momento viaturas da Polícia Militar e do Instituto médico legal chegam para dar apoio. Equipes do IML da capital chegaram para ajudar na identificação e remoção dos corpos. Um helicóptero da Susipe sobrevoou a área para observar a situação do presídio. Do lado de fora os familiares gritavam desesperando pedindo informações. Nervosa uma das mães chorava e pedia notícias “eles não são bichos, pelo amor de Deus”, falava muito abalada.

Por volta das 16h, a assistente social chegou com a lista dos detentos mortos, 57 vítimas no total. A cada nome confirmado, o desespero de familiares. Um caminhão com Câmara de refrigeração foi alugado para remoção e conservação dos corpos. No final da tarde o veículo chegou ao presídio. A medida não agradou os familiares que se revoltaram. “Custa pegar pelo menos a mãe de cada preso pra reconhecer o corpo? Chegaram, não falou com a gente, nem pra dizer que estão organizando a lista. A gente recebe vídeo de pessoas sem cabeça, e ninguém fala nada”, desabafou Vanuzia Santana de Lima. Ela é irmã de André Carlos Patrício, de 20 anos, que estava preso há dois anos. O nome dele estava na lista.

Após os cadáveres serem armazenados no caminhão. O veículo seguiu rumo ao IML de Altamira. A rua foi interditada por agentes de trânsito que davam apoio na força tarefa.

(Paulo Henrique Oliveira)

15 detentos que comandaram chacina em presídio são ouvidos pela polícia

Algumas salas da seccional urbana de Altamira serviram para separar os quinze detentos apontados pela polícia como organizadores da ação que matou pelo menos 57 pessoas dentro do Centro Regional de Recuperação.

Nessa etapa, a polícia tenta descobrir o motivo que gerou as mortes. Muitas delas por asfixia, já que os presos inalaram muita fumaça produzida pela queima de colchões nas celas. “Sabemos que foi um ataque de uma facção contra outra”, disse em coletiva o Secretário Extraordinário para Assuntos Penitenciários da Susipe, Jarbas Vasconcelos.

Seis delegados de municípios da região sudoeste do Pará estão na cidade para ajudar nas investigações. Eles passaram a noite ouvindo alguns detentos.

A Susipe determinou a transferência de 46 detentos, que segundo as investigações, tem envolvimento no massacre. Os apontados como líderes da ação serão encaminhados ao presídio federal de Catanduvas no estado do Paraná.

O governador Hélder Barbalho se pronunciou sobre a briga de grupos rivais que acabou nas mortes dos detentos. Através de um vídeo divulgado nas redes sociais ele lamentou o massacre, mas informou quais serão os próximos passos. “Desde o início do governo temos feito todas ações para conter o crime fora e dentro do sistema carcerário[…] Falei com ministro Sérgio Moro para a transferência e vamos prosseguir com intuito de resgatar nossa estrutura carcerária”, declarou Hélder.

(Denilton Resque)

Aumenta para 57 número de mortes confirmadas em presídio de Altamira

No início da tarde desta segunda-feira (29) Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) havia confirmado a morte de 52 detentos. Durante a tarde o número passou pra 57. Desses, 16 foram decapitados e os outros teriam morrido por asfixia, em um incêndio iniciado pelos internos. As únicas armas encontradas, até o momento, foram “estoques”, que são facas artesanais.

O superintendente do sistema penitenciário e uma equipe da segurança pública, desembarcam em Altamira para auxiliar a equipe local. Serão enviados ainda, carros com câmaras frias para transportes dos corpos até Centro de Perícia Renato Chaves na capital. Um caminhão frigorífico também teria sido contratado para dar apoio na retiradas dos corpos. Em nota a prefeitura disse que está acompanhando a situação.

Em um comunicado, a Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção Altamira-Pará, informou que “acompanha de perto os últimos acontecimentos relacionados à rebelião de detentos, no Centro de Recuperação Regional de Altamira. Desse modo, aguarda que o Estado tome as soluções mais adequadas e equilibradas para controlar a revolta, preservando a integridade física, tanto daqueles que estão custodiados, como a dos integrantes do sistema de segurança que estejam atuando nessa operação.”

Caminhão para retirada dos corpos (Foto: Paulo Henrique Oliveira)

(Mayara Freire)

Presos ateiam fogo em Centro de Recuperação de Altamira; veja vídeo

Matéria atualizada às 11h58.

O Grupo Tático Operacional – GTO, já está dentro do presídio de Altamira. A rebelião foi controlada. Segundo informações extraoficiais, vários internos foram degolados. A Susipe anunciou uma coletiva, em Belém, ás 12h para dar mais detalhes do ocorrido no local.

Um grupo de detentos ateou fogo na penitenciária de Altamira, nesta segunda-feira (29). Em nota a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) informou que atua para controlar a rebelião. Segundo o órgão, a ação provocada pela briga entre organizações criminosas. A rebelião teve início por volta das 7 horas, quando internos do bloco A, onde estão custodiados presos de uma organização criminal, invadiram o anexo onde estão internos de um grupo rival. Alguns destes foram mortos.

Após a primeira ação, o anexo foi trancado e os presos atearam fogo no espaço. De acordo com a Susipe, a fumaça invadiu o anexo e há presos mortos por asfixia. Não há dimensão do total de mortos até o momento. O Grupo Tático Operacional da Polícia Militar está no local. A Polícia Civil, a Promotoria e o Juizado de Altamira também estão na unidade participando das negociações para liberação dos reféns.

Dois agentes prisionais foram feitos reféns, mas já foram liberados. Eles estavam com algumas escoriações e foram levados até a Unidade de Pronto Atendimento – UPA.

Confira as imagens divulgadas pelas redes sociais.

(Mayara Freire)

Homem é morto e duas mulheres são baleadas no RUC Laranjeiras, em Altamira

Edson de Souza Raposo, 26 anos, foi assassinado neste domingo (16) no Reassentamento Urbano Coletivo Laranjeiras. Ele comemorava o aniversário de uma amiga quando, segundo testemunhas, uma pessoa a pé chegou e atirou no jovem pelas costas. Os tiros foram na cabeça e Edson morreu no local.

Duas mulheres também foram atingidas, uma delas com um tiro de raspão no braço e outra com um tiro na nádega. A primeira foi atendida no local, a segunda foi socorrida por um vizinho e levada a Unidade de Pronto Atendimento – UPA. As duas estão bem.

O crime aconteceu na Rua Pirarara por volta de 17h. Segundo um dos vizinhos, foram vários tiros. A vítima era proprietária de um restaurante no Mercado Municipal. A polícia civil esteve no local e investiga o caso.

(Mayara Freire)

Assista ao vídeo