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Pará Incentivo

Professora da UFPA ganha prêmio “Para Mulheres na Ciência”

Ela e outras 6 pesquisadoras foram premiadas pela Unesco, Academia Brasileira de Ciências (ABC) e pela empresa L’Oréal

11/10/2021 08h40 Atualizada há 4 dias
Por: confirmanoticia Fonte: Mayara Freire
 Entre as ganhadoras está Thaísa Michelan, ecóloga e professora da UFPA (Foto: arquivo pessoal)
Entre as ganhadoras está Thaísa Michelan, ecóloga e professora da UFPA (Foto: arquivo pessoal)

Na terça-feira (05), o prêmio “Para Mulheres na Ciência” anunciou as vencedoras da edição de 2021. Entre as ganhadoras está Thaísa Michelan,  ecóloga e professora da Universidade Federal do Pará (UFPA), campus de Belém. 

Filha de professora de biologia e com o pai agrônomo, plantas e meio ambiente estava sempre presente na vida da cientista que atua no Pará. “A minha escolha não tem uma história empolgante, daquelas que já sabia o que gostaria de fazer desde criança. Mas fico muito feliz em dizer que encontrei na Universidade a chance de fazer o que amo e abrir caminhos diferentes para o futuro de muitos alunos”, conta Thaísa. 

A premiação do concurso é concedida anualmente desde 2005 pela Unesco, pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e pela empresa L’Oréal. São selecionadas as pesquisas mais importantes realizadas por mulheres nas áreas de Matemática, Física, Química e Ciências da Vida. 

Cada uma das 7 ganhadoras recebeu uma bolsa de R$ 50 mil, que será usada para investimento na própria pesquisa. Uma conquista que representa muito para Thaísa. “É um reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo dos anos e das parcerias que vamos estabelecendo na vida científica - "fazer ciência" é também trabalhar em grupo. Esse prêmio não é só a mim ou ao meu grupo de pesquisa, mas para todas as pesquisadoras e futuras cientistas maravilhosas que temos”, comemora. 

O prêmio significa ainda retorno para toda sociedade. “Nosso objetivo é fazer pesquisa e ensino de qualidade, com resultados que possam ser revertidos para melhorar a qualidade e as condições de vida das pessoas – é isso que me move como cientista e professora. Ainda não encontrei palavras para expressar minha felicidade. Receber o prêmio é conseguir mostrar para as alunas que estamos no caminho certo, que estudar conservação é importante sim”. 

Thaísa foi reconhecida pelo estudo das plantas aquáticas da Amazônia, em especial as presentes no Pará. Ela se prepara para percorrer riachos, brejos e lagos do estado para identificar as espécies e entender como as atividades humanas, como a agricultura e a pecuária, impactam a ocorrência dessas plantas.

“As plantas aquáticas dão estrutura e abrigo para diferentes espécies. Por exemplo, servem de refúgio para insetos aquáticos e de berçário para alevinos (filhotes de peixes), inclusive alguns que usamos na nossa alimentação”, explica.

Em toda América Latina as mulheres ocupam apenas 2% dos cargos de liderança em ciência e tecnologia. Colocadas muitas vezes à margem, elas enfrentam as mais variadas barreiras. Em meio a falta de incentivo, é na união que Thaísa acredita. “A luta é diária - eu sei - mas tenho orgulho de dizer que somos resilientes! Mesmo quando tudo parecer muito difícil e cansativo, mesmo quando você se sentir dividida ou culpada por não dar atenção suficiente para família e aos filhos, saiba que estamos todas juntas! Somos fortes, mas juntas, se ajudando e defendendo, somos melhores ainda”, garante. 

Muitas vezes as mulheres precisam trabalhar dobrado para conquistar o reconhecimento. “Apesar de sermos maioria nos cursos de graduação, poucas mulheres conseguem concluí-los ou continuar estudando depois. Precisamos de oportunidades e respeito a todas, não só na ciência”, pontua. 

Incentivo aos alunos

Segundo a professora, a iniciação científica foi fundamental para ela seguir na pesquisa.

“Fazer parte de laboratório ao longo da graduação foi muito importante na minha formação e isso é uma dica que dou para os alunos que estou começando. É frequentando o laboratório que começamos a entender como os projetos são elaborados e as pesquisas são realizadas”, dá a dica. 

Por fim, ela garante que o valor recebido para desenvolver o projeto auxiliará os alunos de graduação, mestrado e doutorado que orienta. “Poderemos fomentar as pesquisas e melhorar as estruturas do laboratório”, finaliza.

 

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