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Pará Trechos perigosos

BR-230: outro trecho ameaça desmoronar

Km 23 da Rodovia Transamazônica espera por recuperação há vários anos

04/04/2021 16h36 Atualizada há 1 semana
Por: Jornalismo Fonte: Por Karina Pinto
Foto: Confirma Notícia
Foto: Confirma Notícia

Com 4.260km de extensão, a BR230, a Rodovia Transamazônica é uma das maiores e mais importantes rotas que cortam o país. A rodovia que nasce na cidade de Cabedelo, na Paraíba e segue até o município de Lábrea, no Amazonas, cortando sete estados, incluindo o Pará, e mais de 50 anos depois, ainda não está concluída.

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O incidente mais recente interditou a região por algumas horas, e segue assim, sem previsão de recuperação. Quem vive próximo ao local do acidente conta que os trechos que precisam de reparos se multiplicam.

O deslizamento de terra aconteceu em um trecho da rodovia, há poucos quilômetros da usina hidrelétrica Belo Monte. Uma equipe do DNIT esteve no local avaliando a situação. Algumas horas após o acidente, um desvio já estava identificado, e o fluxo de veículos foi redirecionado.

Com a rodovia interditada os motoristas estão sendo orientados a desviar pelo km 27 e seguir até o km 55, em uma estrada construída pela empresa Norte Energia para dar suporte à obra da usina.

Segundo o DNIT são 75km de estrada, com 17km sem pavimentação, mas em boas condições. Os motoristas seguem pelo desvio enquanto o departamento estuda o que fazer para recuperar o trecho interditado. Perto dali, outros pontos apresentam problemas, e preocupam os motoristas. A 23 km de Altamira, um trecho chama atenção. Metade da pista já desmoronou.

Para conter a erosão um trabalho de contenção chegou a ser realizado em meados de 2012, e os motoristas passaram a utilizar uma só faixa. Lombadas e sinalização reflexiva foram instaladas para evitar que os motoristas passassem por esse trecho em alta velocidade.

Quem precisa passar pelo trecho, reclama que é muito perigoso passar por ali já que só uma faixa da via é trafegável.

Durante a construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, 60 km de rodovia foram asfaltados para garantir trafegabilidade até o canteiro de obras. Os trechos de Belo Monte até Pacajá foram licitados durante o governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva, e concluídos no governo Dilma Roussef. Cabeceiras de pontes entre Anapu e Pacajá ficaram inacabadas e só tiveram os projetos retomados no governo Bolsonaro.

No sentido contrário a usina hidrelétrica, a história é bem diferente. Após ser iniciado em meados de 2011, o asfaltamento entre Brasil Novo e Uruará foi paralisado, e há pouco mais de um ano foi novamente licitado. Hoje, quem trafega pela rodovia em direção a Santarém, precisa enfrentar buracos, poeira, e durante o inverno, muitos atoleiros.

 

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