Eunice Gutzeit é da segunda geração que não só cultiva cacau, mas que sonha em ver mais gente migrando para a cultura responsável por gerar emprego e renda, e ainda, contribuir com o meio ambiente. A fazenda da família é referência no sistema cabruca, que faz o sombreamento das plantas com árvores nativas da floresta. O Momento Agro é um oferecimento do Auto Posto Maverick - Sempre perto de você.
A Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC) foi criada em 2022 visando ganhar força para uma pauta que vai desde a conscientização e busca por parcerias para ampliação de sistemas agroflorestais como também informações técnicas sobre pragas e doenças.
A Associação pede anulação à Normativa nº 125 do Ministério da Agricultura, que permite que as amêndoas da África entrem em território brasileiro sem receberem o tratamento com Brometo de Metila, o que segundo os associados, seria capaz de combater pragas quarentenárias. Atualmente já são mais de mil associados em diferentes municípios do Brasil. A sede fica em Ilhéus, na Bahia.
"A missão da ANPC é tornar o segmento mais forte, já que ficou abandonado por muitos anos. E isso é impossível porque o cacau é a planta mais sustentável, é a cultura que protege nossas florestas, que gera sustentabilidade e também é a planta que mais absolve carbono, tem grande parcela no ambientalismo não só na Amazônia mas em outros biomas do Brasil.", explica Eunice Gutzeit.
A missão também é garantir rentabilidade para os cacauicultores, clareza nos caminhos da certificação e importação da amêndoa.
"A gente faz conexão não só aqui no Brasil, mas já temos também a associação da Ásia, já que é um mercado tão grande, nós conseguimos alcançar novos compradores que valorizem o produto.", conta Natália Evangelista.
"O foco é fazer com que as pessoas daqui e de outros países do mundo valorizem aquilo que a gente tem de melhor, que é o cacau."
A Transamazônica detém a maior produção do país. São 125 mil toneladas por safra. O comércio também abriu portas para a implantação de novas mini-indústrias na região. Agora quem já tem visão de futuro com a sustentabilidade e com a qualidade de amêndoa, já produz o chamado chocolate fino. A cacauicultora tem perspectiva de crescimento no Xingu, mas quem produz por aqui, cobra incentivo.
"Sou simpático a todo tipo de organização e estou disposto a apoiar e falar para que os produtores se juntem à associação. Só com organização e união, vamos conseguir levar nossas demandas a nível e ao Governo Federal.", finaliza Elido Trevisan.
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