Casal é encontrado morto na gleba Assurini

Neste domingo (8) o corpo de um casal foi encontrado na gleba Assuruni. Uma das vítimas era acusado de participar da morte do engenheiro ambiental, Ruan da Silva Conceição e estava foragido.

O Instituto Médico Legal fez a remoção dos corpos e trouxe para Altamira, por volta das 19h. O casal estava em um matagal próximo a vila Mocotó, área rural do município.

O local fica há cerca de 85 quilômetros de Altamira, foram os moradores da comunidade que acionaram a polícia após encontrarem os corpos, por volta das 10 horas da manhã. De acordo com a polícia, tanto a mulher quanto o homem tinham perfurações pelo corpo, provavelmente feitos por arma de fogo.

O homem foi identificado como Diogo Silva da Cunha, de 25 anos. Ele estava foragido desde do dia 16 de outubro, depois de ter fugido quando a polícia cumpria o mandado de prisão contra ele e o parceiro Welton Oliveira, de 24 anos. Eles eram acusados de participar do assassinato de Ruan, que foi morto em abril desse ano, dentro de casa.

Na fuga Welton foi atingindo e invadiu uma casa, fazendo um casal de refém no bairro Bela Vista, já Diogo teria se escondido em uma casa próxima e após Welton se entregar teria fugido.

A Polícia Civil está à frente do caso para descobrir a motivação do crime. Diogo também era suspeito de participação em outros crimes em Altamira. A mulher até o momento não foi identificada.

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Dois homens são encontrados mortos em Pacajá

Os corpos de dois homens foram encontrados em uma área de mata, em Pacajá, na tarde do último sábado (7). Eles estavam em uma vicinal, cerca de dez quilômetros do município.

De acordo com a Polícia Militar, a suspeita é que os dois homens tenham sido executados no local.

O Instituto Médico Legal de Tucuruí fez a remoção dos corpos. Eles identificaram, inicialmente, perfurações feitas provavelmente por arma de fogo. Com as vítimas nenhuma documentação foi encontrada.

A Polícia Civil de Pacajá esteve no local colhendo informações e ouvindo os moradores. Ainda de acordo com a polícia acredita-se que os homens não sejam do município, já que não ouve nenhum registro de desaparecimento.

Cantora Ana Paula Castro morre por complicações da Covid-19

A cantora e multi-instrumentista Ana Paula Castro morreu na manhã deste sábado (7) em Belém por complicações da Covid-19.

A informação foi confirmada por familiares e amigos. Ana Paula Castro chegou a ser internada em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas não resistiu.

Ana Paula Castro é conhecida por interpretar sucessos do samba em Belém, integrava a Orquestra de Choro do Pará e lançou carreira solo em 2016, com o show “Brasileiríssima”.

A sambista seria atração, neste domingo (8), na transmissão on-line do XV Tamborimbó. Devido ao falecimento, a Associação Cultural e Esportiva dos Negros da Amazônia decidiu adiar o evento.

Coletivos e associações lamentaram a morte em homenagens pelas redes sociais. A Império de Samba Quem São Eles, escola em que Ana Paula Castro era integrante, publicou uma nota assinada pelo presidente Gláucio Sapucahy:

“O Império de Samba Quem São Eles cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento da nossa querida e talentosa ANA PAULA CASTRO, ocorrido hoje pela manhã em Belém.A Família Grená& Branco une-se aos familiares e amigos da nossa amada ANA PAULA neste momento de partida, saudade e dor. Para rogar a Deus o descanso e a felicidade perpétua em favor da Nossa ARTISTA completa.
A você, amada ANA PAULA CASTRO, elevamos nossa eterna GRATIDÃO por todos Os poucos, mas belos momentos que partilhaste conosco seu canto.
ENLUTADOS, rogamos ao PAI, dono da vida, que a sua Sabedoria ilumine o Mundo, a ciência e as autoridades na erradicação da Covid-19.
Que o SAMBA seja a música a te guiar até a morada celeste.
Descansa em paz, ANA PAULA CASTRO!
É O QUE ESTERNA ;
E toda a comunidade grená e branco”.

(G1/PA)

Pandemia impacta contratos das mensalidades das escolas em 2021

As escolas privadas de todo o país começam a se preparar para o ano letivo de 2021. Diante das incertezas que permanecem por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19), as instituições preveem um ano de cuidados em um possível ensino presencial e ainda com oferta de ensino remoto de forma parcial ou integral, mesmo que para parte dos estudantes. Todos esses fatores têm impacto nos novos contratos e nos reajustes das mensalidades.

“É um processo muito complexo”, diz o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Ademar Batista Pereira. “Se tiver uma segunda onda da doença? Se não tiver vacina? A gente vai ter que fazer o que é possível. Não é possível fazer o que a gente fez em 2019, assinar um contrato com aula presencial e pronto, a gente tinha uma espécie de planejamento. Hoje ninguém tem nenhum planejamento e quem dizer que tem está mentindo. Nem os governos têm. Vivemos um momento de instabilidade”.

Neste ano, as escolas tiveram que interromper as atividades presenciais para tentar frear o avanço da doença. Até o início deste mês, de acordo com levantamento feito pela Fenep, 16 estados e o Distrito Federal autorizaram a reabertura das escolas particulares. Em outros três estados há alguma previsão de retomada. Sete estados não têm data para reabertura.

As escolas tiveram que se adaptar, oferecendo aulas de forma remota. Muitas famílias, no entanto, pediram a redução das mensalidades, uma vez que o serviço contratado não estava sendo entregue da forma acordada. A disputa chegou ao legislativo, onde tramitaram propostas para redução obrigatória dos pagamentos.

Embora não haja certeza do que está por vir em 2021, para que os impasses que ocorreram em 2020 não voltem a acontecer, é possível, de acordo com Pereira incluir essas incertezas nos contratos, para deixar claro as medidas que podem ser tomadas. “A gente terá que prever no contrato o que será feito. Os pais têm que ter consciência de que será feito o que der para fazer”.

Educação infantil

A educação infantil, etapa que compreende as creches e pré-escolas, foi a mais impactada pela pandemia, devido à dificuldade de oferecer um ensino a distância para os bebês e crianças. De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Infantil (Asbrei), Frederico Barbosa, a estimativa é que metade dos estudantes dessa etapa tenha deixado as escolas.

Para 2021, segundo Barbosa, as escolas prepararam os ambientes físicos para garantir que sejam arejados e que haja distanciamento entre os estudantes. As escolas definiram medidas de segurança, como o uso de máscaras e higienização dos ambientes, junto às secretarias de saúde e órgãos de vigilância sanitária.

A expectativa é ofertar tanto um ensino híbrido, mesclando presencial e remoto quanto aulas apenas a distância para aquelas famílias que desejarem. “Já está sendo colocado nos contratos essa questão da oferta do ensino híbrido e do ensino a distância. Vai ser a nova realidade em 2021”, diz.

Preços

Cada escola tem autonomia para definir as mensalidades. A Fenep ressalta que os custos subiram, pois foram necessários investimentos em novas tecnologias e treinamento dos professores para implementar e manter o ensino híbrido. “A escola não pode errar na sua precificação. É importante que as famílias conheçam e compreendam o quanto custa o investimento da educação particular, serviço essencial aos estudantes, à comunidade e ao país”, diz a entidade em nota.

A Fenep não tem uma estimativa de qual seja a média dos reajustes, no país. As situações variam de escolas para escola. A escola onde o filho da administradora Deborah Lopes estuda na Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro, por exemplo, optou por manter os mesmos preços praticados em 2020. “De certa forma isso ajudou bastante”, diz, “Muitos pais tiveram perdas com a pandemia, perdas de emprego, redução de salário, então, de certa forma ajuda, em 2021, a manter os alunos que já estavam na escola”.

Na educação infantil, Barbosa diz que a maior parte dos reajustes varia entre 3% e 4,5%. “A escola tem que enxergar se o público dela comporta um aumento de mensalidade”, diz.“O pai que decide manter o filho em casa e só ter o ensino a distância, ele acha que tem que pagar menos, quando na verdade, para a escola oferecer esses dois serviços para as famílias, o ensino híbrido e o ensino a distância, o custo para a escola é muito maior. Algumas escolas tiveram que contratar alguns professores ou aumentar a carga horária dos docentes”, acrescenta.

Direito do consumidor

Pela Lei 9870/99, as escolas podem reajustar as mensalidades com base na variação que tiveram nos custos com pessoal, aprimoramentos no processo didático-pedagógico e outras despesas. Caso solicitadas, devem apresentar uma planilha de custo que justifique o aumento proporcional.

“Toda espécie de aumento de despesa que a escola teve, ela pode colocar aí e esse reajuste tem que ser proporcional. E elas são fiscalizadas. A família que sentir que ela está praticando um reajuste não justificado, pode denunciar ao órgão de defesa do consumidor, que tem o poder de exigir que a escola apresente planilha, a contabilidade, para justificar isso”, explica o diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Igor Britto.

Segundo Britto, as famílias podem também tentar negociar com as escolas uma forma de pagamento que fique mais confortável no orçamento. “É surreal ver escolas reajustando mensalidade para o ano que vem desconsiderando a crise econômica nacional. É uma total falta de solidariedade das escolas com as famílias, especialmente as famílias que se mantiveram fiéis, pagando mensalidade ao longo do ano e não usufruindo das estruturas físicas com mesmo nível de serviço que contratam para 2020”, diz.

Outro direito das famílias, de acordo com Britto, é ter garantida a segurança dos filhos. A escola precisa prestar esclarecimentos quanto ao protocolo de segurança sanitária adotado e também sobre as opções de ensino remoto. “A escola que está ignorando totalmente, que acha que a pandemia acabou ou que se planeja para o retorno das aulas em fevereiro, em janeiro, como se tudo tivesse voltado ao normal, é uma escola que está totalmente fora dos padrões do mercado”, defende.

(Agência Brasil)

Investigações da Polícia Civil avançam em casos que envolvem a disputa eleitoral

A Polícia Civil do Pará realizou na tarde de sexta-feira (06) coletiva de imprensa para informar sobre o andamento das investigações realizadas pela comissão destinada a averiguar, analisar, monitorar e deliberar acerca das informações referentes às infrações penais contra a vida durante o período eleitoral de 2020, em todo o Estado.

O delegado-geral de Polícia Civil, Walter Resende, falou sobre as investigações do assassinato do candidato à Prefeitura de Dom Eliseu (no sudeste paraense), Adriano Sousa Magalhães (Solidariedade), ocorrido no último dia 7 de outubro, em uma lanchonete. “As investigações foram iniciadas imediatamente pela equipe da Divisão de Homicídios. Foram solicitadas medidas cautelares, a maioria deferida, que estão sendo analisadas pelo Núcleo de Inteligência Policial. Há provável relação com outros crimes ocorridos em Marabá (também no sudeste) e até no Maranhão. As investigações seguem sob sigilo”, informou Walter Resende.

O delegado-geral também falou sobre a ocorrência que envolve o candidato à Prefeitura de Parauapebas, Júlio César Araújo Oliveira (PRTB), que foi alvejado por disparos de arma de fogo quando retornava de uma agenda política. A Polícia Civil já fez a reconstituição do crime, juntamente com a equipe do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. Também foram solicitados exames periciais para dirimir inconsistências quanto à dinâmica dos fatos narrados durante o Inquérito Policial.

Em Belém, a candidata a vice-prefeita Patrícia Queiroz (PSC), teve sua casa alvejada por disparo de arma fogo. “As diligências estão sendo realizadas. Pelas filmagens, foi identificado um veículo de onde efetivamente foram efetuados os disparos. Está sendo realizado tratamento das imagens para tentar identificar a placa. Várias pessoas já foram ouvidas. Há mais de 30 horas de filmagens, as quais estão sendo analisadas”, ressaltou Walter Resende.

O desaparecimento do candidato a vereador no município de Redenção (no sul do Pará), Cícero José Rodrigues de Souza (Solidariedade) também está sendo investigado. Os trabalhos preliminares indicam que o fato pode ter relação com a Associação dos Epiléticos do Município de Redenção, que arrecadava cerca de R$ 1 milhão de verbas públicas. Foi identificado um carro marca Prisma, em que a vítima entrou momentos antes de desaparecer. Medidas cautelares já foram deferidas, informou o titular da Polícia Civil.

A Diretoria de Polícia do Interior (DPI) apura as circunstâncias dos disparos de arma de fogo efetuados contra a casa de Georgete dos Santos Amorim (PSDB), enquanto ela estava em um comício. Não havia pessoas na residência. Foi encontrado um projétil no interior do imóvel. Testemunhas continuam sendo ouvidas.

O caso que envolve Luiz André de Melo Begot, primo de Carlito Begot, candidato à Prefeitura de Ananindeua, está em andamento na Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). “A vítima foi abordada por um veículo preto, duas pessoas encapuzadas entraram no veículo da vítima e passaram rodar com a mesma, proferindo ameaças contra sua família, em razão da candidatura do primo. Eles abandonaram a vítima em Americano (distrito de Santa Izabel do Pará) e queimaram o carro da vítima em um ramal. Sobre esta ocorrência estão sendo realizadas oitivas de PMs, reinquirição da vítima e solicitação da apólice do seguro”, detalhou o delegado-geral.

Outro caso citado foi o de Ana Maria Pinheiro dos Santos, que registrou Boletim de Ocorrência na Seccional do Paar, em Ananindeua, na quarta-feira (4), alegando ser vítima de constrangimento ilegal por parte do candidato a prefeito de Ananindeua, Carlito Begot. Equipes da Polícia Civil seguem ouvindo testemunhas, e tiveram acesso à filmagem feita por um motorista de aplicativo, narrando o fato. Foi solicitada perícia no aparelho celular da vítima e exame de lesão corporal. O veículo utilizado no crime também já foi identificado.

A Diretoria de Polícia do Interior também investiga a ocorrência de disparo de arma de fogo contra Alcir Costa (PSB), na noite desta quinta-feira (5), no município de Santa Maria do Pará, no nordeste paraense. Já foram solicitadas perícias no veículo da vítima.

Um caso de Injúria Racial também está sendo investigado no município de Capanema, na região nordeste. Jair da Silva Neves (PSB) registrou Boletim de Ocorrência contra a esposa do candidato Chico Neto. Um vídeo gravado no momento em que a mulher se referia a Jair está sendo periciado.

Casos solucionados – Entre os inquéritos concluídos estão o caso investigado em Anapu, município do oeste paraense, onde foram efetuados disparos, no mesmo momento, contra a casa dos candidatos João Uchôa (PT) e Régis do Povão (PSC). A perícia prosopográfica (técnica científica para identificação) foi concluída com grandes chances de o suspeito comparado ser o autor do crime, o que embasou o indiciamento, o auto de qualificação e o interrogatório de um custodiado que havia sido beneficiado com saída temporária do Sistema Penitenciário. Foram requisitadas perícias em veículo e projéteis.

O delegado-geral citou ainda um caso ocorrido em Baião, município do Baixo Tocantins, no nordeste do Estado. Sinézio Lins de Oliveira Neno, que trabalha para a candidata a vereadora Nina (PT), teve o pneu do carro furado, e ele disse acreditar que foi em função de um disparo de arma de fogo. A perícia foi solicitada e está sendo feita a investigação preliminar para melhor apreciação do caso.A Polícia Civil constatou que não há conotação política no homicídio ocorrido em Mocajuba, outro município do Baixo Tocantins, que teve como vítima Raimundo Nonato Lopes, tio do candidato a vereador Gabriel Lopes.

(Solidariedade). Dois homens foram presos em flagrante e uma arma de fogo foi apreendida. Outro crime sem conotação política foi registrado pela candidata a vereadora em Tracuateua, no nordeste paraense, Sharinna Maia Sá (PSOL). O caso foi registrado como crime contra a honra.

(Ascom PC/PA)

 

Eleições 2020: saiba como denunciar as irregularidades eleitorais

Ao acessar o link de denúncia, o cidadão poderá noticiar diversos tipos de infrações eleitorais, como propaganda eleitoral irregular, compra de votos, uso da máquina pública, irregularidade relativa ao funcionamento da urna eletrônica, entre outros. Com isso, o objetivo do MP Eleitoral é fortalecer os princípios da democracia, da participação popular, transparência e lisura do pleito.

Ainda tem dúvidas sobre o que é permitido? Clique aqui e conheça a Campanha que o MPPA criou para informar a população sobre o que pode ser caracterizado como irregularidade e denunciado.

Encontrou alguma irregularidade? Clique aqui e formalize a sua denúncia.

Ao preencher a ficha de atendimento, o denunciante tem a opção de fazer a denúncia de forma pública, sigilosa ou anônima.