Enem 2020 é adiado

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será adiado “de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais”, de acordo com decisão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do Ministério da Educação (MEC).

A decisão ocorre depois de o governo enfrentar questionamentos judicias cobrando o adiamento da prova por causa dos efeitos da pandemia da Covid-19, que levaram escolas a suspender as aulas presenciais. O debate sobre o adiamento da prova chegou ao Congresso: na terça-feira (19), o Senado aprovou projeto que adia Enem, e o texto seguiu para avaliação da Câmara dos Deputados.

Cronograma

No mês passado, o Inep adiou apenas a versão digital, que seria realizada nos dias 11 e 18 de outubro e passou para os dias 22 e 29 de novembro. A aplicação da prova impressa estava prevista para 1º e 8 de novembro.

As novas datas não foram divulgadas.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, adotou posição contrária ao adiamento desde que foi acionado por órgãos e entidades como a Defensoria Pública da União (DPU) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). Entretanto, nesta manhã, disse que considerou a movimentação no Congresso e ouviu os líderes do Centro para decidir pelo adiamento.

“Diante dos recentes acontecimentos no Congresso e conversando com líderes do centro, sugiro que o ENEM seja adiado de 30 a 60 dias. Peço que escutem os mais de 4 milhões de estudantes já inscritos para a escolha da nova data de aplicação do exame” – Abraham Weintraub

Na terça, o MEC disse que iria, em junho, consultar os inscritos para decidir se adiaria o exame. Agora, no novo posicionamento, o governo afirmou que vai fazer uma enquete com os participantes para definir as novas datas.

Posicionamento do Inep e MEC

“NOTA OFICIAL | Adiamento do Enem 2020

Atento às demandas da sociedade e às manifestações do Poder Legislativo em função do impacto da pandemia do coronavírus no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) decidiram pelo adiamento da aplicação dos exames nas versões impressa e digital. As datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais.

Para tanto, o Inep promoverá uma enquete direcionada aos inscritos do Enem 2020, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante. As inscrições para o exame seguem abertas até as 23h59 desta sexta-feira, 22 de maio.”

(G1)

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Pará: Ministério Público e Defensoria querem que Justiça autorize contratação de médicos formados no exterior

O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) entraram na Justiça nessa segunda-feira (18) com pedido para figurarem como coautores de ação ajuizada pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Pará (Cosems/PA) para que seja autorizada a contratação de médicos formados no exterior para atuação durante a situação de calamidade pública provocada pela pandemia da covid-19.

O MPF e a DPU também pediram à Justiça Federal a ampliação das demandas da ação do Cosems/PA, ajuizada no último dia 14. O conselho pediu que todos os municípios do estado sejam autorizados a fazer a contratação de médicos formados no exterior. A DPU e o MPF pedem que a autorização também seja concedida ao estado do Pará.

Os membros do MPF e da DPU pediram, ainda, que a União seja obrigada a priorizar a alocação de médicos e demais profissionais de saúde dos programas federais para os locais com índices deficitários desses profissionais e que estejam com altos índices de contágio, como o Pará.

Segundo o governo federal, há mais de 15 mil médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior, residentes em território nacional que não tiveram seu diploma revalidado para o exercício da profissão no Brasil, embora estejam habilitados como médicos no exterior. Para o MPF e DPU, a falta da realização do Revalida – prova para reconhecer diplomas de medicina do exterior – é uma omissão inconstitucional da União. A prova não é aplicada há três anos.

Precariedade agravada – O Pará é o segundo estado no Brasil com menor quantidade proporcional de médicos por habitantes. Com apenas 0,97 médico para cada mil habitantes, só perde para o Maranhão, onde a proporção é de 0,87 médico para cada mil habitantes, informa pesquisa do Conselho Federal de Medicina citada na ação do Cosems/PA e na manifestação do MPF e DPU.

O MPF e a DPU alertam que a precariedade crônica do sistema de saúde do Pará foi agravada pela pandemia, configurando uma situação caótica. No estado, que até o final da tarde desta segunda-feira contabilizava mais de 14,7 mil casos de covid-19 e 1,3 mil mortes, sistemas de saúde e funerário já estão saturados, e pesquisas apontam que os números reais de casos podem ser até oito vezes maiores que os dados oficiais.

Agência da Caixa interrompe atendimento em Altamira

Uma agência da Caixa Econômica Federal de Altamira interrompeu o atendimento depois que um colaborador apresentou sintomas do novo Coronavírus. Prédio da agência em Altamira deve passar por desinfecção.

Confira:

Convênio autoriza a construção do hospital de campanha em Altamira

O govenador do Pará, Helder Barbalho, desembarcou no aeroporto de Altamira no final da tarde de ontem (19) e foi recebido pelo prefeito Domingos Juvenil.  Em seguida, a comitiva foi para o Centro de Convenções e Cursos, onde foi assinado o convênio para a implantação do hospital de campanha em Altamira com 60 leitos – sendo 50 clínicos e 10 de UTI, que atenderão toda região do Xingu.

Outro ponto abordado por Barbalho foi sobre a chegada de três respiradores no Hospital Regional Público da Transamazônica que já estão em funcionamento. Disse ainda que os equipamentos deverão ficar no município após fim da pandemia.

Com a assinatura, a construção deve iniciar nas próximas semanas e fica sob a responsabilidade da prefeitura. O governador disponibilizou a área do hospital regional para a implantação do hospital de campanha.

O isolamento social foi defendido pelo governador como a principal forma de frear o avanço da doença. Sobre o lockdown em Altamira, ele explicou que a medida é tomada apenas em situação extrema e que os números de óbitos no município estão baixos, o que é um ponto positivo para a cidade.

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Atualização coronavírus no Pará; Já são 17.177 casos e 1.554 óbitos

A Secretaria de Estado de Saúde orienta as pessoas com sinais e sintomas leves que se enquadrem como casos suspeitos da Covid-19, que procurem atendimento, primeiramente, nas Unidades Básicas de Saúde. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) devem ser procuradas nos casos mais graves.

De acordo com o boletim atual, emitidon pelo Comitê Estadual de Resposta à Covid-19, é definido como caso suspeito da doença a pessoa que apresentar:

  • febre alta (37,8º ou mais)
  • tosse persistente ou dificuldade de respirar
  • e que, nos últimos 14 dias, tenha retornado de qualquer viagem internacional ou interestadual ou que nos últimos 14 dias tenha tido contato próximo ou domiciliar com caso suspeito ou confirmado da Covid-19.

Todos os indivíduos que se enquadrarem nas definições de contato próximo ou contato domiciliar devem permanecer em isolamento domiciliar/social por 14 dias. Todos os indivíduos que se enquadrarem na definição de viajante devem permanecer em isolamento domiciliar/social por sete dias. 

Outros sinais e sintomas respiratórios da Covid-19 são:

  • produção de escarro
  • congestão nasal ou conjuntival
  • dificuldade para deglutir
  • dor de garganta
  • coriza
  • saturação de O2 < 95%
  • sinais de cianose
  • batimento de asa de nariz
  • tiragem intercostal e dispneia

Sinais e sintomas inespecíficos também podem estar presentes como fadiga, mialgia/artralgia, dor de cabeça, calafrios, diarreia, náusea, vômito, desidratação e inapetência.

A diretora de Epidemiologia da Sespa, Ana Lúcia Ferreira, ressaltou que todos os casos suspeitos devem ser notificados às Vigilâncias Municipais imediatamente até 24 horas após a suspeita pelos profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento, seja em unidades públicas ou privadas. As Vigilâncias Municipais, por sua vez, devem notificar esses casos à Divisão de Vigilância Epidemiológica da Sespa (DVE/DEPI) ou ao Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (Cievs/PA).

 

Estudos mostram que obesidade é fator de risco para a Covid-19

Desde o início da pandemia de Covid-19, muito se ouve falar sobre fatores de risco. Idade avançada, pressão alta, diabetes e outras doenças crônicas são os mais comuns. Um componente que entrou tardiamente nessa lista, entretanto, vem chamando cada vez mais a atenção: o excesso de peso. Especialistas passaram a suspeitar que essa condição poderia explicar por que em países como Estados Unidos, onde a obesidade afeta em torno de 40% da população, há mais jovens internados pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) do que em países como a China, cuja taxa de obesidade é de 6%.  Ao se debruçar sobre essa relação, estudos recentes indicaram que pessoas com excesso de peso, inclusive aquelas sem doenças pré-existentes associadas a essa condição, têm mais chances de desenvolver quadros graves da Covid-19.

As novas descobertas têm provocado alterações nas diretrizes do combate à pandemia em diversos países e serviram de alerta também para o Brasil, onde o incremento do peso médio da população deu um salto significativo nas últimas décadas. A parcela de pessoas com obesidade no país saltou de 11,8%, em 2006, para 20,3%, em 2019, de acordo com levantamento do Ministério da Saúde.

Alta proporção de obesos

Um dos primeiros estudos a apontar a relação entre o peso e o agravamento da Covid-19 foi realizado na França e publicado no início de abril na revista Obesity Research Journal. De acordo com os pesquisadores do Instituto Lille Pasteur, que observaram as condições de 124 pacientes internados em uma unidade de terapia intensiva (UTI), quase metade tinha um Índice de Massa Corporal (lMC) indicativo de obesidade. A gravidade da doença se acentuava conforme o aumento desse índice.

O IMC é um cálculo simples que indica a faixa de peso de uma pessoa. Ainda que não seja o ideal para definir, sozinho, as condições físicas e de saúde de alguém – já que as porcentagens de músculo, gordura, entre outros também são fundamentais nesta avaliação –, é um importante parâmetro para comparar grupos populacionais. O índice refere-se ao peso de uma pessoa em quilogramas dividido pelo quadrado da sua altura em metros (kg/m²). Adultos com IMC igual ou superior a 25, mas inferior a 30, são considerados com excesso de peso. Já aqueles com IMC de 30 ou mais entram na faixa de obesidade, sendo a obesidade severa acima de 35 e a obesidade mórbida acima de 40.

Poucas semanas depois da publicação francesa, um estudo divulgado no Journal of the American Medical Association (JAMA) que avaliou quase 6 mil pacientes com a Covid-19 nos Estados Unidos indicou que a obesidade era a segunda condição pré-existente mais comum entre os infectados (atingindo 42%), ficando apenas atrás da hipertensão (encontrada em 53% dos pacientes).

Impacto em pessoas mais jovens

Os estudos anteriores, entretanto, não esclareciam se a obesidade estava associada a uma maior gravidade da Covid-19 por causa das comorbidades associadas a ela (que vão se desenvolvendo em maior grau conforme a idade do paciente), ou se poderia ser um fator de risco independente. Isso começou a ficar mais claro a partir de um estudo feito nos Estados Unidos com mais de 3.600 voluntários que testaram positivo para o novo coronavírus e foram internados em hospitais de Nova York. Publicado em abril no periódico Clinical Infectious Diseases, constatou que pacientes obesos abaixo dos 60 anos apresentavam até duas vezes mais probabilidade de desenvolver quadros graves da doença do que aqueles com IMC abaixo de 30. Essa probabilidade aumentou para 3,6 vezes nos pacientes com IMC igual ou superior a 35 – ou seja, com obesidade severa e mórbida.

Outro estudo, publicado na revista The Lancet avaliou dados de 265 infectados pelo SARS-CoV-2 e internados em UTIs de hospitais de Nova York, Washington, Flórida e Pensilvânia. Aplicando uma metodologia específica, concluíram que, quanto mais jovem o paciente, maior chance de ele ser obeso. De acordo com os autores do estudo, estas descobertas são importantes porque indicam que esta condição pode, sozinha, ser um fator de risco para o novo coronavírus. Isso significa que, em populações com uma alta prevalência de obesos, a Covid-19 irá afetar os jovens de forma mais severa do que se imaginava.

Motivos ainda são especulados

Somam-se a essas pesquisas outros diversos estudos que já estão disponíveis online, porém ainda não revisados, cujos resultados foram semelhantes. Os estudos convergem para a ideia de que a seriedade da infecção aumenta à medida que o IMC cresce. No entanto, os motivos por trás dessa relação ainda são especulativos. Os autores das pesquisas americanas indicam três possíveis explicações. A primeira diz respeito ao maior risco de obesos desenvolverem disfunções respiratórias. O excesso de peso ao redor do abdômen pode comprimir o tórax, dificultando a movimentação do diafragma, a expansão dos pulmões e a entrada de ar. Isso pode contribuir para níveis mais baixos de oxigênio no sangue, o que pode exacerbar os sintomas respiratórios da Covid-19.

Outra explicação é que o excesso de peso causa um processo inflamatório crônico, que pode prejudicar a resposta imune do corpo. Essa condição afetaria diretamente a defesa do organismo ao novo coronavírus, dificultando o combate ao patógeno.

Uma terceira possibilidade levantada pelos especialistas é o fato de que nas células adiposas são encontradas elevadas taxas da enzima ACE2, usada pelo novo coronavírus para entrar nas células e se reproduzir. Quanto maior a quantidade da ACE2, mais rapidamente o vírus consegue se multiplicar e mais difícil fica de o corpo eliminá-lo.

Mudanças de diretrizes

Enquanto a ciência busca respostas mais precisas sobre a relação entre obesidade e o risco de desenvolver quadros graves da Covid-19, órgãos de saúde de diversos países já têm incorporado o excesso de peso na lista dos grupos que devem redobrar os cuidados. Desde o dia 16 de março, o Reino Unido atualizou as orientações gerais sobre a pandemia e incluiu pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) de 40 ou mais na lista de risco. Nos Estados Unidos, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) divulgou dados apontando que o excesso de peso é a condição mais comum entre pacientes entre 18 e 65 anos hospitalizados com Covid-19 e, por isso, passou a considerar obesidade severa como fator de risco. No site da Organização Mundial da Saúde (OMS), entretanto, o documento disponível (atualizado em 11 de março) não aponta a obesidade em si como fator de risco, apenas as condições relacionadas a ela. Aqui no Brasil, obesos já são considerados um grupo de risco, de acordo com os mais recentes relatórios do Ministério da Saúde.

Principal autor do estudo publicado na revista Lancet, o médico David Kass, pesquisador da Universidade Johns Hopkins, destacou que a inclusão desse grupo é importante pois pode ajudar a estabelecer estratégias mais precisas de mitigação dos riscos, indicando, por exemplo, protocolos diferenciados de tratamento, além dos cuidados extras que determinados grupos populacionais devem ter (como o reforço do isolamento e da higiene pessoal) para se proteger durante a pandemia.

 

Fonte: Folha/Ministério da Saúde.

‘Salve Bel Para as Meninas’: entenda a polêmica que deu origem à hashtag na web

Na noite da última segunda-feira, a youtuber Isabel Magdalena, de 14 anos, mais conhecida como Bel do canal ‘Bel Para Meninas’, foi alvo de polêmicas no Twitter. O assunto repercutiu na rede social após internautas levantarem uma hashtag acusando a mãe de Bel, Francinete, de supostamente pressionar a filha a produzir conteúdos que não mais condizem com a idade da menina.

A polêmica foi levantada por um internauta que criou uma thread, sequência de tweets, sobre o comportamento de Bel nos vídeos mais recentes. Na publicação, a hipótese levantada pelo usuário é de que a mãe da youtuber estaria obrigando Bel a gravar vídeos sobre assuntos que não mais pertencem ao universo, agora adolescente, da menina.

Na coletânea, trechos de vídeos do canal foram postados para provar que Bel parecia triste ou desconfortável em algumas situações, dando a entender que a menina havia sido submetida a gravar determinados conteúdos.

Segundo o usuário, o intuito era de que a mãe estaria querendo lucrar em cima da filha, que não mais tem interesse em produzir vídeos sobre os mesmos assuntos. Quando o canal surgiu, Bel tinha apenas 6 anos de idade.

 

 

O canal de Bel, ‘Bel Para Meninas’, conta com 7 milhões de inscritos no YouTube. A mãe Fran também tem um canal, o ‘Fran para Meninas’, com mais de 6 milhões de inscritos. No Instagram, a conta conjunta de Fran, Bel e Nina tem 1,2 milhão de seguidores. Em menos de 24 horas, devido a repercussão, o perfil ganhou 100 mil seguidores na rede social.

 

O outro lado

 

Até o momento, não há nenhum posicionamento oficial de Fran, nem Bel, sobre o caso de forma aberta. Após a repercussão, porém, Fran publicou uma foto ao lado das filhas, Bel e Nina, e do marido com a legenda: “Enquanto algumas pessoas espalham o ódio gratuito nós seguimos acreditando na família e no amor. Que nossa felicidade chegue ao coração de vocês!”, escreveu.

 

(Jornal Extra)

Câmara passa por desinfecção em Altamira

A Câmara Municipal de Altamira passou por desinfecção após vereador testar positivo para Covid-19. O parlamentar Agnaldo Rosas foi internado no Hospital Regional Público da Transamazônica, em tratamento para o novo coronavírus.

O vereador teria apresentado sintomas da doença no último dia 12 de maio e na mesma semana foi internado no Hospital Geral de Altamira, mas devido estar no grupo de risco por ser cardiaco, precisou ser transferido ao hospital regional público da transamazônica. A família dele está em isolamento.

Confira:

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