Acadêmicas criam projeto para combater abuso infantil em Altamira

Um grupo de estudantes do curso de psicologia de uma faculdade particular de Altamira iniciou um projeto para combater ao abuso sexual infantil. Mesmo com as aulas suspensas elas continuaram.

Com o material impresso para fazer orientação às crianças de 4 a 12 anos, elas iriam a uma escola da rede municipal alertar as crianças de que maneira podem denunciar abusos sofridos. Mas, com o avanço do coronavírus em Altamira e decretos fechando instituições, elas se reuniram pela internet.

Diante do isolamento social elas querem mobilizar através das redes sociais e desenvolver uma campanha que ajude as crianças vítima de abuso.

Os posts são informativos e ensinam os pais a identificarem e repassarem aos filhos como denunciar abusos sofridos. A campanha vai ficar nas redes sociais com atualização durante uma semana. O convite é para todos.

 

 

Especialista dá cinco dicas sobre como se preparar para concursos públicos de Direito

O dia do acadêmico de Direito é celebrado em 19 de maio, data para homenagear quem escolheu a carreira jurídica e busca por justiça. A profissão, existente há mais de 190 anos no Brasil, é fundamental para todos os cidadãos que, independente da esfera de atuação, precisam de profissionais que os representem perante à legislação.

O estudo frequente é, com certeza, uma das características do acadêmico de Direito, pois não apenas a profissão requer muito conhecimento, mas a maioria dos cargos da área são selecionados via concursos públicos, como juiz ou procurador federal, defensores públicos, delegado, entre outros. Por isso, Adriano Junqueira, diretor da Faculdade Pitágoras de Altamira – que conta com o curso no portfólio –, aponta como se preparar para os concursos públicos na área.

1. Tenha uma meta

Para se preparar com antecedência para as provas de concurso público, é essencial saber exatamente o caminho que deseja percorrer. Ter a noção da área desejada será um avanço para o ciclo de estudos e fará com que perceba o que precisa desenvolver para conquistar esse objetivo. Prestar a prova sem o conhecimento específico da área é mais difícil.

2. Leia o edital

O candidato deve ler o edital e saber exatamente o que cairá na prova, pois isso norteará os estudos para o concurso. Conhecer as regras da banca examinadora também é fundamental.

3. Retome o básico

Apesar de ser necessário um conhecimento específico na prova, é importante saber o básico de Direito Administrativo, Constitucional e Penal, pois eles são abordados em algumas questões.

4. Reforce o material

Faça revisões periódicas em todo o conteúdo que recebeu na faculdade e, se possível, invista em um material de qualidade para concursos, pois ele trará dicas importantes. Busque também provas anteriores e faça as questões – isso lhe trará uma maior preparação e maturidade para o dia do concurso.

5. Atualize-se

É preciso dominar as atualizações do Código do Processo Civil, ter domínio da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), além de saber os novos institutos e todas as atualidades ligadas ao Direito. Saber o que muda e o que afeta a profissão é um diferencial não apenas para concursos, como para se destacar no cargo.

“Além das dicas básicas, é bom se preparar fisicamente e mentalmente. O candidato que chega bem alimentado e mais calmo, pode eliminar erros em pegadinhas da prova, por exemplo. Todos estão em busca das aprovações, então é importante seguir as dicas e se dedicar com foco no seu objetivo”, finaliza o gestor .

Homem é detido após ser flagrado dirigindo embriagado

Foi na rua Joaquim Acássio, no bairro Brasília que a Polícia Militar desconfiou do motorista de uma caminhonete que continuou dirigindo e quando percebeu que estava sendo seguido pela guarnição. Ao parar o veículo, ele ainda tentou fugir, mas foi pego pela polícia.

Após ser conduzido a barreira da Polícia Rodoviária Federal, o homem foi conduzido a seccional urbana de Altamira. Ele teve ajuda dos PMs para sair do veículo. A caminhonete dele também foi levada para a delegacia.

Após o registro dos flagrantes familiares puderam retirar o carro. O caso está registrado e agora o processo irá para o juiz, definirá a situação. O homem não tinha nenhuma passagem pela polícia.

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Coronavírus: Congresso discutirá adiamento de eleição sem estender mandatos, diz Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (19) que o Congresso Nacional discutirá o adiamento das eleições municipais deste ano – sem estender o mandato dos atuais prefeitos. O adiamento seria uma prevenção por conta da pandemia do novo coronavírus.

Segundo o presidente da Câmara, a maioria dos líderes da Casa defende o adiamento, desde que os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores não sejam sejam prorrogados. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro e o segundo turno, se houver, para o dia 25 do mesmo mês.

Maia afirmou que o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), deve criar um grupo de trabalho conjunto, formado por deputados e senadores, para decidir sobre a questão.

“O presidente Davi vai construir um grupo com a Câmara para que possamos discutir a questão da data da eleição, se nós vamos mantê-la no mesmo dia ou se a decisão do Parlamento vai ser modificá-la dentro do próprio mandato numa outra data. Então, seria o adiamento da eleição sem prorrogação de mandato”, afirmou Maia.

“Isso, eu vi ontem na discussão com os líderes, que é uma posição quase de unanimidade. A maioria dos parlamentares entende que podemos ter o adiamento, mas não devemos ter a prorrogação de nenhum mandato”, acrescentou o presidente da Câmara.

Segundo Maia, o grupo pretende tratar da questão também com o próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso. O ministro assumirá o comando da Corte dia 25 de maio.

No começo do mês, Barroso declarou em entrevista à GloboNews que um ponto central para o adiamento das eleições seria a testagem das urnas eletrônicas, prevista para junho. Se os procedimentos fossem prejudicados pela pandemia, segundo o ministro, um adiamento teria que entrar em pauta.

“Nós trabalhamos com o prazo de junho. Se até junho, não conseguirmos fazer os testes, aí eu vou informar ao Congresso Nacional, procurar o presidente da Câmara e do Senado e expor a eles as circunstâncias da Justiça Eleitoral”, disse.

Barroso também defende que as eleições sejam mantidas em 2020, para evitar o risco de prorrogação dos mandatos atuais. Ainda de acordo com o ministro, a ocorrência do primeiro turno no primeiro fim de semana de outubro está definida na Constituição e, por isso, a mudança deve partir do Congresso.

Adiamento do Enem

Questionado sobre a possibilidade de adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), previsto para novembro, Maia defendeu que o governo tome uma decisão ainda nesta terça (19).

“A gente espera, eu espero, que a gente possa ter uma posição do governo no dia de hoje porque acho que resolve o problema da melhor forma possível, com diálogo entre o Parlamento e o Poder Executivo”, disse.

O Senado pode votar, nesta terça-feira, projeto que prevê a prorrogação de “provas, exames e demais atividades para o acesso ao ensino superior” por causa da pandemia do novo coronavírus.

Segundo Maia, caso os senadores concluam a votação da matéria sem que o governo decida sobre o tema, ele pautará o projeto também no plenário da Câmara.

“Se o Senado votar, eu vou votar. Se o governo não decidir na tramitação do projeto entre o Senado e a Câmara, eu vou votar”, afirmou.

Ainda segundo o presidente da Câmara, o tema tem grande maioria para ser aprovado nas duas Casas.

Entidades estudantis, universidades e colégios federais pedem o adiamento do Enem, argumentando que os alunos mais pobres não têm acesso ao ensino remoto durante o período de suspensão das aulas presenciais. Afirmam que, se o calendário inicial não for alterado, haverá uma ampliação das desigualdades sociais.

Projeto de ajuda a estados

Maia defendeu que a sanção ao projeto de ajuda aos estados e municípios, aprovado no último dia 6 pelo Senado, aconteça ainda nesta semana pelo presidente Jair Bolsonaro.

Segundo ele, o atraso pode gerar a necessidade de uma “segunda onda de apoio” aos entes federais, por meio de um segundo projeto, o que “não seria bom”.

“O presidente [Jair Bolsonaro] deve ter os seus motivos para estar adiando. Agora, quanto mais você adiar o apoio a estados e municípios, como a arrecadação já vem caindo desde o final de março, alguns vão ficar numa situação muito ruim de forma muito rápida”, disse.

O presidente da Câmara disse, ainda, considerar um “gesto simbólico importante” que haja uma reunião, por videoconferência, entre o governo federal e governadores durante a sanção do projeto.

“Acho que conflitos acontecem, as divergências são democráticas, mas na hora que vai se sancionar um projeto desse era bom que todos pudessem estar a mesma mesa e mostrando a importância que esse projeto tem para que estados e municípios possam continuar atendendo a população brasileira”, afirmou.

Polícia Civil realiza Operação ‘Cartão de Visita’ em 11 municípios paraenses

A Polícia Civil do Pará realiza, nesta terça-feira (19), a Operação ‘Cartão de Visita’ de forma simultânea em 11 municípios do Estado, para dar cumprimento às medidas de restrição impostas pelo Decreto Governamental  729/2020.

A ação, coordenada pela Diretoria de Polícia do Interior (DPI), conta com 160 policiais civis divididos em 48 viaturas. As fiscalizações ocorrem nas cidades de Castanhal, Vigia, Santo Antonio do Tauá, Santa Izabel, Capanema, Breves, Santarém, Abaetetuba, Cametá, Parauapebas e Canaã dos Carajás.

 Autuações

Na segunda-feira (18), as equipes da Polícia Civil realizaram 51 autuações em todo o Estado. Sete foram no interior. Em Belém, as equipes da Diretoria de Polícia Especializada e Administrativa aplicaram sanção em um supermercado no bairro Batista Campos, por permitir a entrada de mais de uma pessoa da mesma família.

Durante a ação, nove bares e estabelecimentos similares situados nos bairros da Pedreira, Marco e Marambaia foram fechados e notificados.

Em Ananindeua, policiais civis da Ceat Cidade Nova aplicaram advertência em um mercadinho e bar localizado no conjunto Cidade Nova IV, que estava aberto com três clientes consumindo cerveja.

Em Castanhal, nordeste do Estado, foram aplicadas duas sanções. Uma pessoa foi advertida por transitar sem o uso de máscaras na avenida Magalhães Barata, bairro Centro. Já em Santo Antônio do Tauá, houve a aplicação de duas advertências contra pessoas que estavam na rua sem finalidade considerada essencial.

(Ascom)

Região do Xingu soma 523 casos de Covid-19

Formada por doze municípios – Altamira, Anapu, Brasil Novo, Gurupá, Medicilândia, Pacajá, Placas, Porto de Moz, São Felix do Xingu ,Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu,  a região do Xingu soma 523  casos confirmados de Covid-19.

  1. Altamira – 180
  2. Anapu – 36
  3. Brasil Novo – 8
  4. Gurupá – 6
  5. Medicilândia – 17
  6. Pacajá – 29
  7. Porto de Moz – 99
  8. São Félix do Xingu – 31
  9. Senador José Porfírio – 25
  10. Uruará – 26
  11. Vitória do Xingu – 66

Gurupá não apresentou nenhum caso até o momento.

26 óbitos foram confirmados na região.

 

  • Altamira 02 óbitos
  • Medicilândia 01 óbito
  • Pacajá 04 óbitos
  • Porto de Moz 06 óbitos
  • Senador José Porfírio 05 óbitos
  • Vitória do Xingu 05 óbitos
  • São Félix 01 óbito
  • Gurupá 02 óbitos

 

 

 

 

Mais de 50% dos infectados por Covid-19 em Altamira estão recuperados

Segundo o boletim da Prefeitura Municipal de Altamira, 180 pessoas testaram positivo para o novo coronavírus na cidade. Destas 102 já estão recuperadas, o que representa 56% dos casos confirmados. Com dois óbitos confirmados, a taxa de mortalidade da doença no município é de 1%.

No Pará, que há dois meses confirmou o primeiro caso, já passam de 15 mil confirmados. A mortalidade é de quase 9% no estado, 1392 pessoas perderam a vida devido à Covid-19.

Nesta segunda-feira (18), o Brasil ultrapassou a marca de 100.459 pessoas recuperadas da COVID-19, o que representa 39,5% do total de casos confirmados até o momento: 254.220 pessoas. Outras 136.969 pessoas estão sendo acompanhadas (53,9%) por profissionais que monitoram a evolução da doença.

Isolamento

Medidas como decretos municipais, com fechamento de comércio e proibição de outras atividades, buscam evitar que as pessoas se encontrem ou se aglomerem, ajudando no controle da pandemia.

O Objetivo é frear a curva de crescimento de casos, evitando que um grande número de pessoas fique infectada ao mesmo tempo e sobrecarregue o sistema de saúde. Em Altamira a preocupação é com o número de leitos de UTI. São 9 UTIs adulto, e mais 5 que eram pediátricas, mas foram destinadas a pessoas com Covid-19. “É preciso que haja esforço, uma união do estado e município em prol da saúde”, declarou o médico Loredan Mello em um vídeo publicado nas redes sociais logo após uma carta com a assinatura de 68 médicos ser publicada.

 

Alunos poderão ter acesso ao ensino pela TV ou pela Internet

Com as aulas municipais suspensas desde o dia 18 de março, devido a pandemia do novo coronavírus para evitar aglomeração dentro das escolas, a prefeitura de Altamira, através da secretaria municipal de educação, divulgou a exibição na tva, canal 6, e também na internet, das aulas em novo formato.

As aulas online e o material impresso serão ferramentas importantes para tentar diminuir o prejuízo no calendário escolar. É válido ressaltar, que caso os alunos tenham dificuldades no aprendizado, eles poderão contar com a ajuda de um professor.

Confira a reportagem completa.

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Ex-ministro da Saúde, Luiz Mandetta, participa de agenda de trabalho com o governador Helder Barbalho

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, desembarcou em Belém, nesta segunda-feira (18), para conhecer o trabalho de combate à Covid-19 realizado no Estado. Ao lado do governador Helder Barbalho, do secretário de saúde, Alberto Beltrame, e outras autoridades, eles debateram estratégias de combate à doença no Pará. Mandetta foi convidado, de forma voluntária, pela Comunitas, de São Paulo, para participar da agenda de trabalho com o governador Helder Barbalho. Depois de conhecer, de forma detalhada as estratégias do Governo do Pará contra a propagação da Covid-19, o ex-ministro disse estar convencido que a Região Metropolitana de Belém (RMB) passou pelo pico da doença no período de 20 de abril até a primeira semana de maio.

Luiz Mandetta esteve reunido, no Palácio dos Despachos, com o governador Helder Barbalho e secretários de Estado das pastas da Saúde, Segurança Pública e Administração e Planejamento, além da área técnica da Secretaria de Saúde do Estado (Sespa).

O ex-ministro conheceu os números do Pará que nesta segunda-feira, somavam quase 15 mil casos confirmados da Covid-19 e mais de 1,3 mil óbitos. O governador explicou para o ministro que o período mais crítico da doença ocorreu de 20 de abril até a primeira semana de maio, quando os serviços de Saúde, privados e do município de Belém, colapsaram e fecharam suas portas para novos atendimentos da Covid-19.

“Neste momento decidimos tornar porta-aberta dois serviços de referência da capital paraense, a Políclinica Metropolitana de Belém e o Hospital Dr. Abelardo Santos, que atenderam cerca de 50 mil pessoas em menos de um mês e continuam com os atendimentos, mas em menor escala. No pico da pandemia, o número de mortos saltou de oito por dia para quase 60, hoje estamos em uma média de 16, segundo o SVO (Serviço de Verificação de óbitos)”, detalhou o governador.

Segundo o SVO a média histórica de óbitos no mês de abril saltou de 40 por mês para cerca de 600 no pico da pandemia. O governador detalhou que a tendência agora é o número de casos cair na RMB, mas para isso é necessário que a população fique em casa, pois o lockdown começa a dar um cenário de segurar o avanço do contágio e estabelecer um fator de contágio.

“Mas a população precisa compreender que o vírus continua a circular, nós temos diariamente identificado cerca de 800, 850 casos de contaminação, mas isso não está aumentando a cada dia, permanece este número adequado, o que nos permite dizer que nós estamos conseguindo conter e só as medidas de isolamento é que têm permitido isto”, explicou Helder Barbalho.

O ex-ministro Mandetta disse que na sua avaliação, depois de conhecer o trabalho desenvolvido no Pará, o governo está no caminho certo. Ele detalhou que o Estado teve um aumento no número de casos no mês de abril, passou por um estresse, mas respondeu, atendendo a demanda reprimida.

“Já tem mais de 390 leitos que foram expandidos dentro do SUS, parece que Belém que foi a cidade mais atingida mas conseguiu contornar, isso com uma boa dose de sacrifício da sociedade, de fazer a diminuição da mobilidade para diminuir a transmissão, parece que tá agora em um ‘platô’ com tendência de queda”, detalhou o ex-ministro.

Pesquisa Epidemiológica

O próximo passo agora do Governo do Estado no combate à Covid-19  é iniciar um inquérito epidemiológico, uma espécie de pesquisa, por cidade, por região, nos moldes do Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) para saber, efetivamente, quantos por cento da população já foi infectada, sejam casos positivos através de exames, ou seja, casos que por não apresentarem sintomas mas que já estão infectados.

“Com o resultado dessa testagem nós podemos tomar, tecnicamente, a decisão de até quando vai o lockdown, se até o domingo, dia 24 é o suficiente, a medida técnica terá que subsidiar essa decisão. Se é preciso avançar para outras regiões do Estado e sob outros municípios”, disse Helder Barbalho.

O inquérito epidemiológico foi usado em vários países da Europa para determinar o fim ou a continuação do lockdown com excelentes resultados.

Outra medida detalhada pelo governador Helder Barbalho é aumentar o número de leitos de UTI para 600 em todo o Estado do Pará, garantindo a oferta de leitos clínicos, de atenção básica para a população. Atualmente o Pará conta com 390 leitos exclusivos para pacientes com a Covid-19 em todas as regiões de integração do Estado.

“Com a redução dos casos em Belém, a estratégia também pode ser o deslocamento dos leitos de UTI para os municípios, que ainda não tiveram pico da Covid-19”, disse Helder.

O secretário de Saúde do Estado, Alberto Beltrame detalhou que  a contribuição do ex-ministro  Mandetta serviu para discutir as medidas adotadas pela Sespa, assim como ter um olhar externo de um especialista da envergadura do ex-ministro.

“Verificando a correção da condução do enfrentamento ao novo coronavírus, a vida dele é uma contribuição importante, pois nos ajuda, com uma visão de fora, a ver o que nós já fizemos, os acertos e como nós podemos pensar o futuro a curto médio e longo prazo”, finalizou Beltrame.

(Agência Pará)

Desmatamento da Amazônia em abril foi o maior em 10 anos; Altamira lidera ranking

O desmatamento da Amazônia em abril foi o maior dos últimos dez anos, com 529 km² da floresta derrubada. Os dados divulgados nesta segunda-feira (18) são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que não é ligado ao governo.

Com esta cifra, a região teve, no mês passado, um aumento de 171% em relação a abril de 2019. Segundo a organização, quase um terço (32%) de toda a área desmatada está dentro do Pará, estado que liderou o ranking dos que mais perderam área de floresta neste mês.

Depois do Pará, o segundo estado que mais registrou desmatou foi o Mato Grosso, que respondeu por 26% da área desflorestada; em terceiro lugar ficou Rondônia (19%), seguido pelo Amazonas (18%), Roraima (4%) e Acre (1%).

Ainda de acordo com o levantamento do Imazon, 10 cidades foram responsáveis por mais da metade de todo o desmatamento da região em abril:

  • Altamira (PA) –72 km²
  • São Félix do Xingu (PA) – 44 km²
  • Apuí (AM) – 38 km²
  • Porto Velho (RO) – 31 km²
  • Lábrea (AM) – 23 km²
  • Colniza (MT) – 22 km²
  • Novo Progresso (PA) – 16 km²
  • Candeia do Jamari (RO) – 14 km²
  • Cujubim (RO) – 14 km²
  • Jacareacanga (PA) – 12 km²

Amazônia tem maior desmatamento dos últimos dez anos para o mês abril, diz Imazon

Desmatamento e Covid-19

O aumento ocorre em meio à recomendação de distanciamento social devido à pandemia do novo coronavírus. A organização alertou para o desmatamento em terras indígenas e reforçou que esta população está entre as mais vulneráveis à Covid-19.

Um levantamento feito pelo Instituto Socioambiental apontou que o território Yanomami, localizado entre Roraima e Amazonas, é um dos mais vulneráveis durante a pandemia. Os satélites do SAD identificaram que este foi o segundo mais desmatado em abril.

De acordo com a Funai, já foram confirmados mais de 350 casos de Covid-19 em indígenas no Brasil, mais de 20 somente no Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami.

O que é o SAD

O SAD, do Imazon, é um dos sistemas mais usados para monitorar o desmatamento da Amazônia, juntamente ao Prodes e ao Deter, que são mantidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O SAD também usa imagens de satélites mas, diferentemente do Prodes e do Deter, não é um dado produzido por agências de governo.

O objetivo do SAD é ter um registro mensal do desmatamento e também da degradação florestal, combinando imagens produzidas por diferentes satélites: Landsat 7, Landsat 8, Sentinel 1A e 1B e Sentinel 2A e 2b.

O SAD foi desenvolvido pelo Imazon em 2008 para produzir alertas independentes sobre o desmatamento.

Com a combinação das imagens desses satélites, o SAD observa as mesmas áreas em intervalos de 5 a 8 dias. Nas áreas com tamanho a partir de 1 hectare, o sistema detecta desmatamentos com detalhes de 20 a 30 metros.

Segundo o Imazon, o sistema também monitora as florestas através de nuvens. E acompanha somente as “florestas primárias”, ou seja, aquelas que não foram restauradas ou regeneradas.

Outros sistemas

Deter

O Deter é usado desde 2004 para detectar o desmatamento em “tempo real” em áreas maiores do que 3 hectares (30 mil m²). Faz um levantamento mais rápido do problema e gera alertas. Por ser do Inpe, o Deter é um dado oficial do governo.

Mas esses avisos servem para dar apoio a ações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e não devem ser entendidos como taxa mensal de desmatamento. A cobertura de nuvens, intensa na região amazônica, pode impedir que uma área de devastação seja identificada no mês que ela ocorre, e só apareça quando a visibilidade melhorar.

A identificação do desmatamento é feita com base no padrão de alteração da cobertura, como cor, tonalidade, textura, forma e contexto. O sistema permite classificar a alteração como desmatamento, degradação ou exploração madeireira.

As imagens usadas são do satélite sino-brasileiro CBERS-4, lançado em 2014, e do sensor AWiFS, que tem 64 metros de resolução espacial. O satélite indiano IRS, com 56 metros de resolução (mais uma vez, dimensões mínimas para que um desmatamento seja identificado), também é usado na contabilização dos dados.

Prodes

No caso do Prodes, que também é o Inpe e, portanto, oficial, o levantamento é feito sistematicamente desde 1988. Ele levanta as taxas anuais de desmatamento. O Prodes é o sistema que dá uma visão mais consolidada do problema.

Os cálculos ocorrem durante os períodos de seca, quando há pouca formação de chuva na região, já que as nuvens atrapalham a visibilidade dos satélites.

São usadas aproximadamente 220 imagens do satélite americano Landsat-5/TM, que tem de 20 a 30 metros de resolução espacial (ou seja, cada ponto da imagem corresponde a uma área de 400 a 900m²). Os mesmos pontos do mapa são revistos a cada 16 dias, para minimizar o problema da cobertura de nuvens.

O Prodes também usa imagens do satélite sino-brasileiro CBERS 4 e do satélite indiano IRS-2, enviado pelo governo da Índia em 2010.

 

(G1/PA)

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