Polícia Civil cumpre mandatos em São Félix do Xingu

A Polícia Civil, por meio da Superintendência Regional do Alto Xingu, no município de São Félix do Xingu, cumpriu na última sexta-feira (6) um mandato de prisão preventiva de Raimundo Rodrigues da Silva, conhecido como “aprígio”, além de busca e apreensão na residência do acusado.

A prisão e busca fazem parte da “Operação desmonte”, que é investigada pelas equipes de polícia civil do município, com a supervisão da Superintendência responsável pela região, e visa desarticular uma associação criminosa, além de identificar os criminosos acusados de cometer roubos aos comércios no município de São Félix do Xingu, registrados desde o fim de janeiro deste ano.

Os mandatos de prisão e apreensão foram expedidos após a realização de investigações de equipes da polícia civil, coordenadas pelo Delegado Marcondes Mendes, que fez presença policial para o devido seguimento de decretação de medida cautelar pessoal.

 

 

Secretaria de Saúde e Exército realizam mutirão contra dengue em Altamira

Mutirão contra Dengue reúne força-tarefa da Secretaria Municipal de Saúde com apoio do Exército.

As doenças causadas pelo mosquito são graves podendo vir a atingir as articulações da vítima, e até mesmo resultando em microcefalia nos fetos de gestantes acometidas pelo vírius da zika, por exemplo, o qual o Aedes também vem a ser portador.

É preciso estar em alerta, e para evitar a proliferação dos virus por parte do mosquito, não devemos deixá-lo nascer, e adotar algumas medidas para evitar que isso não ocorra, dentre elas, não deixar pneus usados em locais descobertos para não acumular água, evitar cultivo de plantas com água, manter os ralos limpos telados, tampar todos os depósitos que possam acumular água parada, sendo muito importante, receber o agente de Endemias em sua residência.

Veja detalhes na reportagem.

 

Moto é transportada dentro de porta-malas na BR-230

Um motorista foi flagrado transportando uma motocicleta no bagageiro do carro. O registro foi feito na tarde do último domingo (8) no trecho urbano de Anapu. Nas imagens é possível ver que apenas parte da motocicleta ficou dentro do porta-malas oferecendo risco de acidente.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro – CTB, transitar com veículo ou carga com dimensões superiores ao limite legal é uma infração grave. A multa prevista é de R$ 195,23. Além de cinco pontos na carteira de habilitação.

Flagrantes de imprudências na rodovia tornaram-se comuns. Na pa-415 uma motorista flagrou esse condutor fazendo zig-zague na pista, perdendo o controle, saindo da pista e atingindo uma cerca. O motorista não se feriu. Segundo depoimento da polícia, o motorista apresentava sinais de embriaguez.

Na BR-230, no trecho entre Belo Monte e Anapu motoristas percorrem na contramão, realizam ultrapassagens perigosas, abusam da velocidade e não fazem uso dos itens de segurança como capacetes. Um flagrante que chamou a atenção é de um jovem sem capacete auxiliando uma criança que conduzia a motocicleta. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o órgão realiza ações de fiscalização e educativas, mas ainda compete ao condutor a responsabilidade no trânsito.

 

Projeto ‘Ela Pode’ chega aos bairros do TerPaz para capacitar mulheres

O programa Territórios Pela Paz (TerPaz), do governo do Estado, lança neste sábado (7), no bairro da Cabanagem, o projeto “Ela Pode”, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) em colaboração com a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fadesp). O “Ela Pode” é uma iniciativa do Instituto Rede Mulher Empreendedora, maior Rede de Empreendedorismo Feminino do Brasil, com o apoio da Google, que visa capacitar duas mil mulheres nos sete bairros que compõem o TerPaz nas cidades de Belém, Ananindeua e Marituba, até o final do ano.

Dados do Dieese Pará mostram que cerca de 40% das famílias paraenses são chefiadas por mulheres. “Uma boa parte delas trabalha por conta própria ou têm uma atividade autônoma extra para conseguir fechar as contas. O ‘Ela Pode’ vem trazer capacitação a essas mulheres, prioritariamente nos bairros do TerPaz”, explica a secretária adjunta da Sectet, Edilza Fontes.

Uma das coordenadoras do “Ela Pode”, Jana Borghi, conta que as ações do projeto buscam capacitar mulheres que moram nas periferias das cidades de Belém e região metropolitana para torná-las mais confiantes e preparadas, ajudando a criarem suas próprias oportunidades de negócio ou impulsionarem as atividades que já desenvolvem, seguindo um caminho de construção de sua autonomia financeira.

A coordenadora acrescenta que, durante as capacitações, as mulheres aprenderão a apresentar seus produtos e serviços, atribuir preços, negociar, imprimir suas marcas pessoais e ter liderança. “O mais importante, contudo, é que aprendam a confiar em si mesmas e sintam que podem empreender, gerir seus negócios e alcançar sucesso”, enfatiza Jana. As participantes do projeto também formarão redes de negócios, impulsionando entre si a venda de produtos e serviços.

Territórios

O primeiro bairro a conhecer o projeto será a Cabanagem. Neste sábado (7), a equipe estará na Escola Estadual José Valente, às 15h. Até o dia 15 de março, o projeto será apresentado nos demais bairros e, na segunda quinzena do mês, iniciam as capacitações.

A ação deste sábado está dentro da programação que o Governo do Pará preparou, por meio do TerPaz, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, domingo. O objetivo é unir esforços das secretarias para proporcionar às mulheres uma série de serviços que incentivem a independência financeira, valorizem e promovam discussões importantes acerca dos desafios sociais e culturais enfrentados por elas.

A atividade possui apoio também das Secretaria de Estado de Cultura (Secult), de Comunicação (Secom), de Saúde Pública (Sespa), Fundação ParáPaz e do Banco do Estado do Pará (Banpará).

Edvam Duarte assume cargo de vereador em altamira

Após a morte da vereadora Delza Barros, Edvam Duarte será o parlamentar que vai assumir o cargo na câmara de vereadores de Altamira. A vereadora faleceu com problemas cardíacos no último fim de semana.

Edvam é filiado ao psd, Partido Social Democrático, foi candidato ao cargo de vereador nas eleições de 2016 e teve 1002 votos. Era o suplente da vereadora Delza e agora assume o cargo até o fim do mandato, em dezembro de 2020.

Ele é natural de Lago da Pedra, no estado do Maranhão. O fisioterapeuta é formado pela Universidade Estadual da Paraíba. Atualmente ele trabalha na coordenação do Hospital Geral de Altamira.

Em comemoração ao Dia da Mulher elas pedalam e celebraram juntas

A preocupação com a beleza não pode deixar de existir nem no momento do esporte. em altamira dezenas de mulheres se reuniram para celebrar o Dia Internacional delas de uma forma bem diferente: pedalando.

Esse grupo foi criado para diferenciar do percurso que era feito pelos homens que, muitas vezes, passavam por lugares não muito seguros para a mulherada. Começou pequeno, mas hoje elas se transformaram em um grupo de pelo menos 250 mulheres.

“Um grupo de mulheres que se formou há dois anos, e fomos convidados amigas, e hoje somo todas essas, e a ideia é agregar mais mulheres”, conta Luciene Madruga, que participa da organização do grupo.

A potência no pedal. esse é o apelido que a Naty Leal ganhou por desafiar a própria força como mulher. “Meu Deus você é louca, me disseram. Mas quando você quer, você faz”. Ela foi a primeira a fazer Anapu, bate e volta.

Força de vontade elas já mostraram que têm, mas quem disse é só o pedal que gostam. na paradinha elas não resistem e fazem aquela pose tirar foto. isso também é essencial pra elas.

O importante do ciclismo produzido por elas é exatamente mostrar a força que elas têm, e têm muita mesmo.  “Os homens já tinham um grupo, e havia a necessidade de ter um grupo só nosso, com nosso ritmo, diverso”, conta a ciclista Marcela Borges.

Hevillim Oliveira chegou na turma recentemente, mas o desafio do pedal foi aceito e ela se surpreendeu com o resultado. “Achei que não ia dar conta.

 

Iniciativa da Norte Energia empodera mulheres na região Xingu

A frase “lugar de mulher é onde ela quiser” nunca fez tanto sentido. Em qualquer lugar do mundo, especialmente em meio às discussões de gênero, direitos políticos, melhores salários e espaços mais justos no mercado de trabalho, as mulheres têm ocupado o seu espaço. E em Altamira, no sudoeste do Pará, não poderia ser diferente. O projeto Belo Monte Comunidade, iniciativa de responsabilidade social da Norte Energia, fortalece, desde outubro 2019, ações de cidadania, saúde, capacitação profissional, esporte, cultura e lazer a cerca de 20 mil moradores dos bairros construídos pela companhia no município.

Dia da Mulher. Máxima Silva Coelho. Artesã, participou de oficina de costura, no ambito do BMC. Altamira,05/03/2020, foto/ Jaime Souzza / Norte Energia

Neste 08 de março, instituído como Dia Internacional da Mulher, em 1975, pela Organização das Nações Unidas (ONU), centenas de mulheres de várias gerações que vivem nos bairros Jatobá, Água Azul, Casa Nova, São Joaquim e Laranjeiras ocupam seus espaços e aprimoram as suas habilidades por meio das ações desenvolvidas pela empreendedora da UHE Belo Monte, em parceria com as associações de moradores dos bairros e a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa). As atividades, que atendem um público cada vez mais feminino, reforçam não somente a geração de renda por meio de oficinas e cursos profissionalizantes, mas contribuem para qualidade de vida por meio da prática esportiva.

Lute como uma garota!

Com apenas 13 anos, a menina Amanda Rafaela Gomes, é uma das paraenses que encontraram seu lugar desafiando limites a partir do que acredita. Apaixonada por esportes, ela se orgulha de frequentar as aulas do projeto de Futebol Social, realizado pela Norte Energia desde novembro de 2019 nas quadras dos cinco bairros que construiu em Altamira.

Dia da Mulher. Amanda Rafaela, filha de Joelma de Melo Gomes. Altamira,05/03/2020, foto/ Jaime Souzza / Norte Energia

Jogar futebol, uma atividade comum para muitos meninos, fez com que Amanda tivesse que aprender a enfrentar e gerenciar, desde cedo, o bullying, coisa que já tira de letra. “Ainda é difícil para um menino aceitar que algumas meninas podem jogar melhor que muitos deles, mas sinto que isso já melhorou. Na minha escola, por exemplo, esse assunto é bem discutido e a gente já consegue fazer o quiser sem confusão”, observa a jogadora, que frequenta o 8º ano na Escola Municipal Rui Barbosa, no Laranjeiras.

“O Futebol Social veio em boa hora. Além de ocupar o tempo dela com uma atividade saudável, ajuda a mostrar que ela pode fazer o que ama sem se importar com o olhar torto de ninguém. Além do mais, é uma forma de meninos e meninas aprenderem a dividir o mesmo espaço, o que os torna seres humanos melhores”, afirma a cabeleireira Josilma Gomes, 37, mãe de Amanda.

Empodere-se!

A busca por espaços ocupados predominantemente por homens é um dos maiores desafios encarados pelas mulheres e uma das principais bandeiras de integração feminina no mundo. A jovem Andevânya Pantoja, de 25 anos, que mora no bairro Jatobá, em Altamira, é um exemplo de quem conseguiu ocupar seu espaço numa profissão ainda comandada pelos homens, a mecânica.

No final de 2019, ela e outras mulheres participaram do curso de mecânica de motocicletas, ofertado por meio do projeto Belo Monte Comunidade em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Altamira. “Numa turma de 12 pessoas, éramos quatro mulheres e fomos muito respeitadas. Não foi fácil, mas a gente conseguiu aprender muita coisa. Me sinto preparada a encarar uma oficina e fazer as coisas bem feitas”, afirma.

Seja uma super mulher!

A idosa Máxima Coelho, de 77 anos, vive em uma das casas construídas pela Norte Energia no bairro Laranjeiras, em Altamira. Viúva e mãe de três filhos, ela se dedica ao artesanato e à costura, uma de suas paixões, herdada da família paterna. O curso de corte e costura do Belo Monte Comunidade foi a oportunidade que ela aguardava para aprender a produzir bolsas. “Antes eu fazia apenas pequenos ajustes e costurava bonecas de pano, além de outros itens de artesanato, mas o curso despertou minha criatividade e agora já me garante uma renda extra”, explica.

Entre suas bolsas, crochês, guardanapos pintados à mão e bonecas de pano, Máxima fala como é fazer o que gosta aos 77 anos. “Com o passar dos anos a gente vai se aquietando, mas sempre ocupando a mente e fazendo o que ama. Estou ansiosa por novos cursos, pois aprender nunca é demais”, destaca a artesã.

Para Fernanda Mayrink, coordenadora de projetos da Norte Energia, uma mulher que também ocupou seu espaço em uma das maiores empresas do país, ações como as desenvolvidas pelo Belo Monte Comunidade ajudam a transformar a vida das mulheres. “São mulheres de todas as idades, ativas e sonhadoras, que encontram nessas ações oportunidades de aprender um novo ofício. Além de promover a empregabilidade, melhorar a renda familiar e aquecer a economia da região, o projeto Belo Monte Comunidade contribui para fortalecer os espaços dessas mulheres na sociedade”, avalia a gestora.

(Assessoria)

 

Carro bate em motocicleta e deixa duas pessoas feridas

Na noite de sábado (7), um acidente deixou duas pessoas feridas, no bairro São Domingos. Um carro, que segundo testemunhas estava em alta velocidade, colidiu com uma motocicleta na rua Paraíso. Duas pessoas estavam na moto e ficaram feridas.

Os jovens foram arremessados quase oito metros à frente do local da batida.  Um deles caiu em frente a um portão. O outro chegou a bater em um tronco que foi colocado justamente para evitar batidas.

Após a bater o carro, o motorista não prestou nenhum socorro as vítimas que tiveram fraturas e foram encaminhadas para o hospital da cidade. Os jovens da moto estavam sem capacetes na hora do acidente.

No momento em que a equipe da VALE DO XINGU gravava a reportagem vários condutores foram flagrados em alta velocidade. A rua é sinalizada, mas muitos não respeitam.

 

 

 

Após 7 anos em queda, diferença salarial de homens e mulheres aumenta

Natália*, 40 anos e Felipe*, 42 anos, são professores, têm formação semelhante e exercem funções semelhantes, mas ao longo de 20 anos de carreira, Natália sempre ganhou menos que o marido. O caso mais marcante foi há dois anos, quando ela fez uma entrevista de emprego para uma escola particular, em São Carlos (SP), e recebeu a proposta salarial de R$ 800 por mês para lecionar seis aulas de 40 minutos cada, por manhã. “Na semana seguinte, a escola conversou com o meu marido e ofereceu R$ 1,7 mil pelo mesmo trabalho”, diz Natália.

O caso de Natália e Felipe não é isolado. Historicamente, no Brasil, homens ganham mais que mulheres. Após sete anos de quedas consecutivas, em 2019, houve um aumento da diferença dos salários de mulheres e homens de 9,2% em relação a 2018.

Em 2011, homens com ensino superior ganhavam, em média, R$ 3.058, enquanto as mulheres com o mesmo nível de formação ganhavam, em média, R$ 1.865, o que representa uma diferença de salário de 63,98%.

Em 2012, essa diferença começou a cair, passando para 61,78%. Em 2018, chegou a ser 44,7%, com homens ganhando, em média, R$ 3.752 e, mulheres, R$ 2.593. Em 2019, a diferença aumentou e passou a ser de 47,24%, com homens ganhando em média R$ 3.946 e, mulheres, R$ 2.680.

Os dados foram compilados para a Agência Brasil pela Quero Bolsa, plataforma de bolsas e vagas para o ensino superior, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

“Muitas vezes não é só o currículo que conta, a capacidade, o profissionalismo, mas o simples fato de ser mulher. Se é mulher, você não é contratada porque vai dar problema, como já ouvi muitas vezes”, diz Natália. Ela conta que certa vez, uma escola de Jaú (SP) pediu que ela se comprometesse a não engravidar para não comprometer o ano letivo enquanto lecionasse na instituição. Ela recusou a vaga.

Previsão constitucional

A jornalista Clara*, 52 anos, passou por situação semelhante. Enquanto trabalhou na redação de um jornal em São Paulo, ganhou menos que um colega na mesma posição. “Recebi explicações superficiais sobre a diferença de salário. Mesmo mostrando que fazia a mesma coisa, com o mesmo volume de trabalho, a explicação foi de que cada salário era calculado de um jeito”, diz.

Clara, que tem 30 anos de profissão, ressalta que a equiparação salarial está prevista na Lei 1.723/1952, que assegura que sendo idêntica a função, “a todo trabalho de igual valor prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade, corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade”.

“Algumas empresas cumprem, outras acham que como a mulher engravida, tem licença maternidade, o custo dela como funcionária é maior. Logo, ela tem que ganhar menos, ou seja, pagar pela licença maternidade. Mas paga muito, muito mais. Não tem fiscalização e, com a crise, infelizmente esse cenário piorou”, diz a jornalista.

Carreiras

Segundo o pesquisador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) Daniel Duque, exista uma desvalorização de profissões que são majoritariamente ocupadas por mulheres. “Mais mulheres são formadas em profissões como licenciatura, pedagogia, enfermagem, odontologia, em relação a homens. E, mais homens são formados em cursos como engenharia. Parte desse diferencial de homens e mulheres é atribuído a essas diferentes escolhas de cursos” diz, e acrescenta, “Provavelmente, o maior fator foi uma maior desigualdade de retorno entre essas profissões”.

Os dados do Caged mostram que, no ano passado, entre as dez carreiras de ensino superior com maior geração de postos de trabalho, as mulheres recebem, em média, salários menores em sete delas. A maior desvantagem foi encontrada no cargo de analista de negócios, com homens ganhando R$ 5.334 e mulheres, R$ 4.303, o equivalente a 80,67% do salário deles.

Segundo Duque, ao pagar menos às mulheres, o Brasil perde economicamente. “Quando se nega a mulheres oportunidades equivalentes às dos homens no mercado, a gente abre mão de cérebros. Estamos deixando de incorporar no mercado de trabalho no Brasil mulheres que seriam extremamente talentosas”, diz. “Estamos perdendo força produtiva por desigualdade entre gêneros e isso vai impactar a produtividade agregada brasileira e nosso desenvolvimento”.

Mulheres estudam mais

Para o diretor de Inteligência Educacional da plataforma Quero Bolsa, Pedro Balerine, o aumento do número de pessoas com ensino superior fez com que as diferenças salariais entre as profissões e entre os gêneros ficasse mais evidente no ano passado.

“A oferta de ensino superior aumentou bastante de 2012 para cá. As pessoas [que se formaram] estão entrando no mercado de trabalho. Infelizmente, o Brasil ainda está aquém em igualdade salarial entre homens e mulheres”, diz Balerine.

Essa discrepância, segundo o diretor, é injusta: “As mulheres estudam mais, fazem mais pós-graduação, mais mestrado, mais doutorado, não faz o menor sentido ter essa discrepância. Ela é injustiça”.

Os dados copilados pela Quero Bolsa mostram que, apesar da maioria das carreiras pagarem salários menores às mulheres, elas são 57% do total de estudantes no ensino superior. São também maioria na iniciação científica, representando 59,71% do total dos pesquisadores. Na pós-graduação, 54% do total de estudantes são mulheres.

Veja as médias salariais de homens e mulheres nas dez carreiras com maior geração de postos de trabalho:

Analista de negócios: homens ganham R$ 5.334 e mulheres, R$ 4.303

Analista de desenvolvimento de sistemas: homens ganham R$ 5.779 e mulheres, R$ 5.166

Analista de pesquisa de mercado: homens ganham R$ 4.191 e mulheres, R$ 3.624

Biomédicina: homens ganham R$ 2.761 e mulheres, R$ 2.505

Enfermagem: homens ganham R$ 3.417 e mulheres, R$ 3.288

Preparador físico: homens ganham R$ 1.426 e mulheres, R$ 1.326

Nutricionista: homens ganham R$ 2.781 e mulheres, R$ 2.714

Farmacêutico: homens ganham R$ 3.209 e mulheres, R$ 3.221

Fisioterapeuta geral: homens ganham R$ 2.400 e mulheres, R$ 2.422

Avaliador físico: homens ganham R$ 2.107 e mulheres, R$ 2.303

 

(Agência Brasil)

Brasil tem 25 casos confirmados de coronavírus

Até a tarde deste domingo (8), o Brasil confirmou 25 casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2). Três novos pacientes foram contabilizados pelos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Alagoas, de acordo com o Ministério da Saúde. São Paulo também apresentou mais três casos.

  • 21 casos são importados
  • 4 são transmissão local
  • 663 casos ainda são suspeitos
  • 632 foram descartados

 

Coronavírus no Brasil

ESTADOCASOS CONFIRMADOS
ALAGOAS1
BAHIA2
ESPÍRITO SANTO1
MINAS GERAIS1
RIO DE JANEIRO3
SÃO PAULO16
DISTRITO FEDERAL1
TOTAL25

No Rio

De acordo com a secretaria de saúde, o terceiro caso confirmado é de uma mulher de 42 anos, que mora no Rio e acompanhou a paciente que teve a confirmação da doença no sábado (7) em viagem à Itália. Os primeiros sintomas apareceram um dia após o retorno ao Brasil, que aconteceu no dia 4 de março.

Ela já estava sendo monitorada por profissionais da vigilância da secretaria, em parceria com o órgão municipal. O estado de saúde da mulher é estável e ela está em isolamento domiciliar.

Além dos três casos já confirmados no estado, há outros 111 suspeitos.

Em Alagoas

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) do estado confirmou o primeiro caso neste domingo. O paciente é um alagoano de 42 anos que voltou da Itália no dia 3 de março e procurou atendimento médico em Maceió por apresentar sintomas. Ele está em isolamento domiciliar e o estado de saúde é estável.

Em São Paulo

Com três novos casos, o estado totaliza 16 pacientes infectados. Registra, ainda, 176 suspeitas da doença e 258 casos descartados.

No último balanço, divulgado no sábado (7), São Paulo tinha 13 casos confirmados e 184 suspeitas da doença. O estado registrou também os primeiros dois casos de transmissão local no país nesta semana.

De acordo com o infectologista David Uip, que coordena comitê de contingenciamento estadual, uma das pessoas contaminadas é irmã do primeiro paciente e a outra, a sobrinha.

“O caso número um tem a sua irmã e a filha da irmã, portanto a sobrinha, positivas e sintomáticas. Então provavelmente se contaminaram naquele almoço, e por apresentarem sintomas fizeram os exames que nós acabamos de saber que são positivas”, afirma.

Total no mundo

O número global de notificações de infecção pelo coronavírus é de 107.600 casos, com 3.656 óbitos, em 95 países e territórios – aponta o levantamento do jornal “The New York Times” neste domingo (8), com base nos últimos dados de fontes oficiais.

Na China, o número de casos vem diminuindo, mas a queda de um prédio onde pessoas estavam em quarentena deixou 10 mortos. Mais de 20 pessoas ainda são procuradas entre os escombros.

Nos Estados Unidos, o Deparamento de Saúde do estado da Flórida anunciou a morte de duas pessoas infectadas pelo coronavírus. São as primeiras vítimas fatais registradas na costa leste do país. O estado de Nova York declarou estado de emergência neste sábado.

Os números do coronavírus no país são desencontrados. O governo norte-americano reconhece 213 casos confirmados, mas a imprensa noticia que já são mais de 300 pacientes. De acordo com o jornal “The New York Times”, estão confirmadas 19 mortes até o momento, 16 delas no estado de Washington, costa oeste.

Ainda nos Estados Unidos, organizadores de uma conferência de ação política conservadora que aconteceu perto da capital Washington no fim de fevereiro e que teve participação do presidente Donald Trump, confirmaram que um dos participantes testou positivo para a doença.

Eles explicaram que a pessoa infectada não teve contato com o presidente e não participou da atividade no principal espaço do evento. Perguntando sobre isso, Trump disse “não estar nem um pouco preocupado com isso”.

Na Argentina, um homem de 64 anos é a primeira vítima da doença na América Latina. No mês passado, ele viajou para a França e começou a apresentar os primeiros sintomas em 28 de fevereiro.

(G1)