Greve de médicos prejudica atendimento a paciente com câncer

Maria de Nazaré, de 55 anos foi diagnosticada no início do ano com câncer no colo retal. Ela é moradora de Altamira e é paciente do Hospital Regional Público da Transamazônica – HRPT, porém, está fazendo o tratamento em Santarém.

A procura por tratamento de câncer em Santarém é grande, segundo a paciente. Por conta disso, ela recorre ao HRPT para realizar exames. A filha conseguiu marcar para esta quarta-feira (27), porém, quando ela chegou ao hospital para realizar o procedimento não foi atendida. O motivo? A greve dos médicos.

A paralização dos médicos iniciou há mais de uma semana. Os médicos que atendem no hospital decidiram entrar em greve devido ao atraso salarial do mês de agosto. Além do caso de Maria, quem também precisa se consultar não é atendido. Ela afirmou que nenhum posicionamento foi dado pela direção do hospital, sobre a remarcação das consultas e exames.

A responsabilidade salarial é da Secretaria de Saúde Pública do Estado, a Sespa. Maria precisa remarcar a próxima cirurgia, mas necessita do exame para que o procedimento seja feito. Enquanto isso, ela aguarda atendimento até o início do próximo mês.

Até o momento a Sespa não se manifestou sobre o assunto.

Filas marcam Black Friday em Altamira

Por todas as vitrines estão os anúncios de liquidação que prometem de 50% até 70% desconto. Hoje é o grande dia do Black Friday, que surgiu nos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo. Em Altamira, as filas começaram ainda na madrugada, em frente a essa loja de calçados a aglomeração era tão intensa que ficou difícil até se locomover. Cupom com os descontos em mãos e muita paciência! Teve loja que abriu mais cedo para atender a demanda. A vendedora Carliane Souza conta que saiu de casa cedo só para garantir o presente de fim de ano de toda família.

Em uma loja de eletroeletrônicos assim que as portas se abriram começou uma verdadeira maratona pelo tão sonhado produto com super desconto. Até para se mover ou sair com o produto ficou difícil.

MPF pede cancelamento de processos de mineração em terras indígenas

O MPF (Ministério Público Federal) entrou com ações para que a Justiça cancele processos de mineração em 48 terras indígenas no estado do Pará. A procuradoria afirma que os registros minerários, mesmo que não aprovados, podem gerar pressão e invasão nessas áreas protegidas.

Segundo o MPF, o simples cadastramento dos processos minerários já viola a Constituição Federal e a convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), pela qual é prevista a necessidade de consulta aos povos indígenas em caso de medidas que os afetem.

A procuradoria afirma que o registro de pesquisa minerária em área indígena é o primeiro passo do processo que poderá levar à autorização de lavra minerária ou garimpeira.

Já a ANM (Agência Nacional de Mineração) considera não haver problemas na abertura dos processos, enquanto não há regulação sobre o assunto.

Entendimentos da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e da Corte Interamericana são usadas pelo MPF para embasar o pedido de cancelamento dos registros. Segundo ambas, a consulta às comunidades indígenas, como prega a convenção 169, deve ser feita desde os primeiros momentos de planejamento de ações.

Levantamento da ONG ISA (Instituto Socioambiental), feito a pedido do MPF, mostra que a maior parte dos processos de mineração em terras indígenas na Amazônia está concentrada no Pará. No estado são 2.266 pedidos de mineração, com grandes concentrações nas regiões de Santarém e de Altamira.

Pesquisa Datafolha de agosto deste ano mostrou que a maioria dos brasileiros é contra a abertura de mineração em terras indígenas. Contratada pela ISA, a pesquisa apontou que 86% dos brasileiros discordam da permissão à entrada de empresas de exploração mineral nas terras indígenas. O governo Jair Bolsonaro pretende regulamentar a mineração nas áreas protegidas.

A rejeição é alta, com mínimo de 80% em todas as regiões, escolaridades, idades, sexos, classificações econômicas e ocupações. A elevada repulsa também ocorre nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde se concentra a maior parte das terras indígenas do país.

Segundo os procuradores responsáveis pelas ações, o registro de pesquisas minerais (que visam definir e avaliar a possível área da jazida, e a determinação da exequibilidade do seu aproveitamento econômico, de acordo com o artigo 14 do Código de Mineração) relativiza a proteção das terras indígenas e dá uma aparente legitimidade a práticas ilegais.

Os processos apontam também que há concentração dos processos de mineração em poucos requerentes. Na região de Santarém, por exemplo, 58 pessoas são responsáveis pelos 720 pedidos de mineração em áreas indígenas.

Os donos dos garimpos buscam “consolidar o ‘apossamento’ através da invasão e exploração imediata dessas áreas, dizem os procuradores ao pedirem o cancelamento urgente dos requerimentos.

Em maio deste ano, o MPF pediu à Justiça a paralisação urgente de garimpos, autorizados pela ANM, em UCs (Unidades de Conservação). A atividade é proibida nessas áreas.

( Agência FolhaPress )

Parte das condicionantes, prédio da Funai é entregue depois de atraso

Um verdadeiro caos, assim definiu a ação judicial do Ministério Público Federal de 2014, quando se tratou do órgão indigenista, responsável por atender todas as demandas dos nove povos indígenas atingidos pelas obras da construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Quem vê o prédio bonito assim, nem imagina o tempo que demorou a construção do prédio que hoje abriga a nova sede da coordenação regional centro leste do Pará, em Altamira da Fundação Nacional do índio, Funai.

A Norte Energia chegou a assinar em 2010 um termo de compromisso com a Funai onde estava incluída a construção de uma nova sede. Mesmo assim, entre 2010 e 2014, quando o MPF buscou o judiciário, o que se viu foi a desestruturação total da instituição. Sem sede própria, todos os postos retirados das aldeias e com 72% menos funcionários para atender os indígenas do que antes das obras da usina.

Em janeiro de 2015, considerando grave a situação, a Justiça Federal, situada no município, deu prazo de 60 dias para que fosse apresentado um plano para a reestruturação. Um ano depois, em janeiro de 2016, nada tinha sido feito e o plano sequer tinha sido elaborado, o que levou a juíza Maria Carolina Valente do Carmo a determinar a paralisação das obras.

A justiça reconheceu que a demora provocou graves danos aos indígenas. Para o MPF, a situação dos povos atingidos por Belo Monte chegou ao colapso e isso se deve muito à completa falta de estrutura da Funai durante os anos de maior impacto das obras, o que a impediu de acompanhar os programas de compensação e mitigação previstos no licenciamento. Muitos programas foram implementados com desvios, agravando as consequências em vez de evitá-las.

Pela demora em cumprir os prazos previstos no licenciamento ambiental da UHE Belo Monte para a reestruturação da Funai, a Justiça Federal em Altamira multou a norte energia e a união em R$ 900 mil por dia. Mas somente 8 anos depois, o prédio foi entregue.

Não faltará carne no Pará, garante associação

A abertura do mercado chinês de carne vermelha para o Brasil, somado com a alta do dólar, fez com que o preço do produto aumentasse para consumidores de todo o País. No Pará não foi diferente, o quilo da picanha, por exemplo, está sendo comercializado por mais de R$ 54, e os supermercados estão usando diversas formas de marketing para atrair o consumidor.

Enquanto os supermercados Nazaré, Formosa e Portugal anunciaram, nesta quinta-feira (28), que estão mantendo o preço e o abastecimento em suas lojas, o Líder orientou o cliente a consumir outro tipo de alimento, que não seja a carne bovina. O estabelecimento informou, ainda, que “os preços dispararam e o produto está em falta”. A informação foi colocada em um banner na porta do supermercado.

“Estamos passando por um momento complicado com relação ao abastecimento de carne bovina. Os preços dispararam e o produto está em falta. Os frigoríficos alegam que a exportação do boi em pé e da carne ‘in natura’ para outros países faz o preço subir diariamente. O Líder já utilizou todo o gado em condições de abate de suas fazendas. Os preços estão altos, mas o problema não é só conosco, nem há esperança de voltar à normalidade a curto prazo, só restando a todos substituir a carne bovina por outro tipo de alimento”.

Ao DIÁRIO, o presidente da Associação Paraense de Supermercados (Aspas), Jorge Portugal, garantiu que “não houve e nem haverá desabastecimento. Nenhum supermercado deixou de receber a carne bovina. A população não deve se preocupar”, destacou. Portugal não acredita que o preço da carne vá diminuir este ano. No entanto, disse que a Aspas está em contato com órgãos estaduais e com a indústria para discutir essa questão.

Ele amenizou sobre os cartazes espalhados pelo Grupo Líder para comunicar a alta no preço da carne bovina e a falta no mercado. “Foi um caso isolado. Todos os supermercados estão abastecidos”, ressaltou.

Governo do Estado também garante abastecimento

Em reunião solicitada pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), integrantes das entidades representativas dos setores pecuário e supermercadista garantiram ontem que não há risco de desabastecimento de carne bovina no Pará, no varejo e no atacado.

Após a reunião, o titular da Sedap, Hugo Suenaga, afirmou que a população paraense pode ficar tranquila quanto ao fornecimento de carne no Estado. “O governo, preocupado em observar o que está acontecendo no mercado paraense, convocou as entidades vinculadas à cadeia agropecuária para que a gente possa entender como o mercado está trabalhando hoje”, informou o secretário.

Hugo Suenaga ressaltou que, durante a reunião, teve acesso aos números apresentados pelo setor agropecuário comprovando que o Pará mantém o abastecimento normal. “Pelo que foi conversado aqui, a exportação da carne não influencia tanto no valor da carne. Um percentual de menos de 8% na exportação, que não condiz com o aumento no preço da carne”, ressaltou.

Causas

O presidente do Sindicarne, Daniel Freire, explicou que são vários os fatores que contribuíram para o aumento do gado in natura, entre eles a sazonalidade do produto, a entressafra e baixa na produção de fêmeas. Sobre a exportação para países como a China, por exemplo, apontada como a principal causa da instabilidade na oferta do produto, Daniel Freire garantiu que esse fator não influencia na oferta do produto. “A exportação da carne, em especial para a China, consome uma porção pequena do abastecimento da carne no Estado. Não representa nem 8% do que é produzido no mercado”, reiterou. Ele disse ainda acreditar que, no início de 2020, a oferta será normalizada após a entressafra.

Sobre o aumento no preço do produto, o presidente da Aspas, Jorge Portugal, disse que, em função do comportamento do mercado, houve necessidade de repassar o reajuste ao consumidor final.

Consumidores reclamam dos reajustes e trocam cardápio

O aumento do preço da carne bovina tem causado muita reclamação entre os revendedores e, principalmente, os consumidores que estão sentindo a alta no bolso. A maior parte dos estabelecimentos de Belém, tanto em feiras quanto açougues de rua, não registra desabastecimento. Um ou outro tipo pode não ser encontrado, mas as vitrines estão abastecidas com o produto. O problema mesmo está no preço.

Diretor de uma rede de supermercados, Mauro Corrêa afirma que alguns frigoríficos estão com dificuldade de encontrar o boi em pé. “Mas esse não é o nosso caso, pelo menos por enquanto. Estamos com a nossa oferta de produto normalizada, assim como o estoque”, garante. A questão, segundo ele, é a alta nos preços. “Os produtores estão preferindo a exportação ao mercado interno. Com isso, o preço acaba subindo. A estratégia que estamos fazendo é repassar o menor percentual possível ao consumidor. Estamos fazendo isso de forma gradual”, afirma.

Açougueiro no Mercado de Carne do Ver-o-Peso há mais de 30 anos, Domingos Almada está menos otimista com relação a situação da oferta e do aumento de preço da carne. “O movimento aqui no mercado caiu muito neste mês porque o preço disparou. Praticamente todos os dias temos aumento”, reclama.

Até o início do mês, ele conta que vendia o preço do quilo da alcatra por R$ 23 e agora custa R$ 30. O quilo da picanha passou de R$ 28 para R$ 35; o contrafilé de R$ 23 para R$ 29; e a paulista de R$ 20 para R$ 29.

Os aumentos também têm deixado o açougueiro Domingos Luz desmotivado. “A cada dia nos deparamos com aumentos de R$ 1 a R$ 1,50 no quilo da carne. Isso está fazendo com que as pessoas deixem de comprar o produto”, diz.

O aumento, quase que diário, tem deixado o consumidor assustado. “O que está acontecendo é inacreditável, o quilo de carne que antes custava R$ 19 agora está R$ 32 no supermercado. Estou comprando o mínimo possível. Minha opção tem sido peixe. Estão dizendo que o consumo do ovo aumentou no país e eu não duvido disso, do jeito que está, só assim mesmo”, comentou a diarista Márcia Cadete.

Alternativas

O comerciante Raimundo Martins disse que o aumento obrigou ele a mudar a lista de compras da família. “Tenho preferido comprar o peixe e o frango, que também já aumentou. Estamos vivendo uma situação muito difícil”.

Em outro ponto de venda de carne da cidade, o Mercado de São Brás, a situação dos vendedores e dos consumidores também não é das melhores. “Está muito ruim para nós. Estamos comprando o produto com preços que aumentam todos os dias”, reclama o açougueiro Ronaldo Melém.

O auxiliar de cozinha Magno Gomes disse que ainda tem comprado carne, mas em menor quantidade. “Antes o consumo era bem maior, mas com esse preço, estou preferindo comprar peixe e frango”, revela.

(Diário Online)

General Villas Boas cria instituto para ajudar portadores de ELA e outras doenças raras

Comandante do Exército Brasileiro de 2015 a janeiro deste ano, o general Eduardo Villas Boas anunciou nesta quinta-feira (28), em rede social, a criação de um instituto para portadores de doenças raras. A instituição deve ser inaugurada na próxima semana.

Villas Boas sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neuromotora de caráter degenerativo. A entidade se chamará Instituto General Villas Boas, de acordo com a postagem.

“Tenho a honra de convidar a todos que desejarem se juntar às nossas causas para divulgar conhecimento que traga benefícios às pessoas que vivem em condições raras, assim como eu”, diz o texto de Villas Boas.

“Ademais, humildemente, diante do gigantismo da tarefa, queremos nos juntar a aqueles que imaginam ser essencial reconstruirmos um projeto nacional, capaz de mobilizar nossas energias de forma a encurtarmos nosso tempo de consolidação dos nossos objetivos.”

O diagnóstico do militar é conhecido desde 2017, quando ele ainda era comandante do Exército. Nomeado em 2015, pela então presidente Dilma Rousseff, Villas Boas ganhou notoriedade no debate sobre segurança pública após a intervenção federal no Rio de Janeiro, quando homens das Forças Armadas reforçaram o policiamento no estado.

Em outubro deste ano, o general chegou a passar por uma traqueostomia, no Hospital das Forças Armadas (HFA), após dificuldades respiratórias. Villas Boas passou 10 dias internado e chegou a ser transferido a uma UTI antes de receber alta, em 12 de outubro.

Doenças raras

O termo “doença rara”, segundo o Ministério da Saúde, é usado para enfermidades que afetam até 65 pessoas para cada 100 mil indivíduos. A maior parte tem origem genética mas, em muitos casos, a ciência ainda tenta descobrir quais são os fatores envolvidos.

O governo federal estima que, em todo o Brasil, 13 milhões de pessoas tenham algum tipo de doença rara. Em fevereiro, o ministério anunciou que passaria a compartilhar, com os laboratórios, os riscos da pesquisa e da compra de medicamentos para essas doenças.

(Bem Estar)

MPF no PA requisita inquérito que acusa brigadistas por incêndio em Alter do Chão

O Ministério Público Federal (MPF) em Santarém (PA) enviou ofício à Polícia Civil do Pará requisitando acesso integral ao inquérito que acusa brigadistas por incêndios florestais em área de proteção ambiental em Alter do Chão.

Desde setembro, já estava em andamento na Polícia Federal um inquérito com o mesmo tema. Na investigação federal, nenhum elemento apontava para a participação de brigadistas ou organizações da sociedade civil.

Ao contrário, a linha das investigações federais, que vem sendo seguida desde 2015, aponta para o assédio de grileiros, ocupação desordenada e para a especulação imobiliária como causas da degradação ambiental em Alter.

Por se tratar de um dos balneários mais famosos do país, a região é objeto de cobiça das indústrias turística e imobiliária e sofre pressão de invasores de terras públicas.

(Ascom MPF)

Polícia Civil descobre veículos soterrados em uma propriedade rural em Novo Progresso

Uma equipe de policiais civis de Novo Progresso e Castelo dos Sonhos, após minuciosa investigação, detectou nesta quarta-feira (27), um caminhão e uma prancha (local onde põe os tratores) enterrados em uma propriedade rural. Além desses objetos, dois tratores foram encontrados, sendo um escondido no mato e um em uma oficina próxima ao local.

Os veículos haviam sido roubados por integrantes de uma associação criminosa que tem como líder um homem conhecido por “Junior”. O caminhão, a prancha e os tratores foram encontrados no distrito de Vila Isol, localizado em numa vicinal a cerca de 30 quilômetros da rodovia BR-163, na zona rural da cidade de Novo Progresso, no sudoeste paraense.

O caminhão havia sido furtado no mês de setembro, na divisa entre os estados do Pará e Mato Grosso.

Durante as buscas também foram apreendidos vários armamentos, dentre eles uma pistola e uma espingarda calibre. O local é conhecido como ponto de esconderijo de produtos roubados. O bando criminoso está sendo investigado e a polícia continua as dilingências para encontrar os demais integrantes da associação criminosa.

A ação foi realizada de forma conjunta entre uma equipe de policiais civis da delegacia de Novo Progresso e de Castelo dos sonhos, sob comando dos delegados Francimar e Conrado.

‘A gente quer o bem da Amazônia, a gente quer o bem do Brasil’, diz brigadista ao deixar a penitenciária de Santarém

De mãos dadas e gritando “Amazônia Viva” e “Brigada de Alter solta”, os quatro brigadistas presos na operação Fogo do Sairé, dia 26, deixaram a penitenciária de Santarém, oeste do Pará, no final da tarde desta quinta-feira (26) determinados a continuar o trabalho em defesa da Amazônia, como declarou Daniel Govino, líder da Brigada de Alter do Chão, ao G1.

“A gente tá muito feliz de explicar agora tudo o que a gente já poderia ter explicado em liberdade. A gente tá com tudo certo, tudo dentro da lei, a gente trabalha junto com as instituições públicas. A gente quer o bem da Amazônia, a gente quer o bem do Brasil, a gente não tem polaridade, na Brigada de Alter é todo mundo junto, ninguém tem posicionamento ideológico e político dentro da brigada, a gente trabalha do jeito que a sociedade sabe que a gente trabalha, e a gente vai continuar o nosso trabalho”, disse Daniel Govino.

Segundo Daniel Govino, mesmo nos dias em que ele, João Victor Pereira Romano, Gustavo de Almeida Fernandes e Marcelo Aron Cwerver estiveram presos, tinha gente tocando os trabalhos da brigada. “A Francisca estava trabalhando lá, de prontidão, como a gente sempre esteve e sempre vai estar”, disse.

Os quatro brigadistas foram presos preventivamente na manhã de terça-feira (26) pela Polícia Civil de Santarém como suspeitos de crime contra a flora (incêndio na APA Alter do Chão) e associação criminosa.

Ainda na terça, após prestarem depoimentos à Polícia Civil, os brigadistas foram levados para a central de triagem masculina do Centro de Recuperação Agrícola Silvio Hall de Moura, onde tiveram as cabeças rapadas e receberam o uniforme de presos custodiados da Superintendência do Sistema Penal (Susipe).

Na manhã do dia 27, Daniel, Gustavo, João Victor e Marcelo passaram por audiência de custódia no Fórum da Comarca de Santarém, onde as prisões preventivas foram mantidas e o juiz Alexandre Rizzi se comprometeu a reavaliar o caso no prazo de 10 dias. na audiência, os quatro brigadistas foram ouvidos e se declararam inocentes.

Os advogados que atuam na defesa dos brigadistas ingressaram com pedidos de habeas corpus na manhã desta quinta-feira (28), junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará. O advogado José Ronaldo Dias Campos voltou a conversar com o juiz Alexandre Rizzi na manhã desta quinta, e o magistrado acabou por rever o caso e decidiu no final da tarde pela liberdade provisória dos brigadistas, e fixou medidas cautelares enquanto.

As investigações terão prosseguimento sob o comando do delegado Waldir Freire Cardoso, atual Diretor da Delegacia Especializada em Meio Ambiente, que foi designado pelo Governo do Pará, em substituição ao delegado Fábio Amaral, da Delegacia de Conflitos Agrários de Santarém.

“A sensação agora é de alívio. A gente vai se concentrar no processo, vai se concentrar essa noite em ficar livre”, disse Daniel Govino.
Para a saída dos brigadistas da penitenciária de Santarém, os advogados levaram os alvarás de soltura até à casa penal. Do lado de fora, familiares e amigos esperavam para recepcioná-los. Sob aplausos e abraços fraternos eles foram recebidos e levados de carro até o escritório do advogado José Ronaldo Dias Campos, para receberem as orientações sobre as medidas cautelares.

(G1/PA)

Polícia Militar apreende mais de 100kg de maconha em Uruará

Policiais Militares de Uruará apreenderam na tarde de quinta-feira (28) mais de 100kg de maconha, em um micro-ônibus. A fiscalização aconteceu depois de uma denúncia anônima de que o veículo, que saiu do município em direção a Medicilândia, estaria transportando drogas.

Os policiais seguiram para a BR- 230, Transamazônica, e montaram uma barreira para realizar a interceptação. Por volta das 15h o veículo foi abordado e no interior do veículo havia três pessoas, o motorista e dois passageiros. Na fiscalização os policiais identificaram um assoalho feito de compensado. Com a retirada tábuas eles encontram 98 tabletes de maconha, totalizando 113,3kg.

Os suspeitos foram conduzidos para a Delegacia de Polícia Civil.