Polícia prende brigadistas de Alter do Chão acusados de provocar incêndios

A Polícia Civil do Pará cumpriu na manhã desta terça-feira (26) mandados de prisão preventiva contra quatro brigadistas de Alter do Chão, em Santarém, no Pará (a 1.231 km de Belém). As prisões aconteceram no âmbito da operação Fogo do Sairé, que apura a origem dos incêndios que atingiram a região de Alter do Chão em setembro deste ano.

Ao todo, o fogo consumiu uma área equivalente a 1.600 campos de futebol e levou quatro dias para ser debelado por brigadistas e bombeiros. De acordo com a Polícia Civil, uma investigação de dois meses apontou indícios de que ONGs, entre elas a Brigada de Incêndio de Alter do Chão, tenham atuado como causadoras do incêndio.

Foram presos Daniel Gutierrez Govino, João Victor Pereira Romano, Gustavo de Almeida Fernandes e Marcelo Aron Cwerner. Também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão.

Ministério Público Federal suspeita que um dos focos dos incêndios tenha começado em área invadida por grileiros nas margens do Lago Verde, em uma região conhecida como Capadócia.

A área foi alvo de ocupações irregulares nos últimos anos, quando tentaram erguer no local um loteamento privado. A investigação da Promotoria, iniciada, em 2015, resultou em denúncia contra o fazendeiro Silas da Silva Soares por desmatamento ilegal. Ele foi condenado a seis anos e dez meses de prisão, mas permanece foragido há um ano. A defesa do fazendeiro nega as acusações.

Responsável pela investigação da Polícia Civil, o delegado José Humberto Melo Júnior afirmou que imagens, depoimentos e interceptações telefônicas apontam para a participação dos brigadistas no incêndio.

“Está muito bem configurada a participação deles no início de alguns incêndios. Eles trabalhavam posteriormente no combate e faziam imagens. Eles vendiam essas imagens a organismos internacionais e obtinham lucro aí”, afirmou o delegado.

O advogado Wlandre Leal afirma que os diálogos captados pelas interceptações telefônicas não comprometem os brigadistas. “São meras conjecturas, ela [a polícia] pesquisou em Instagram, vídeos e fotos, e fundamentou o decreto de prisão preventiva em suposições.”

Ele ainda citou contratos destas entidades com a ONG WWF-Brasil, que teria comprado fotos dos incêndios por R$ 47 mil. Essas fotos teriam, segundo o delegado, sido usadas para obter doações internacionais, inclusive uma de US$ 500 mil do ator Leonardo DiCaprio.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu à Folha que a investigação dos incêndios criminosos seja feita de forma criteriosa e que os responsáveis sejam punidos. “O responsável tem de pagar pelos seus atos. A punição tem de ser rigorosa e a apuração criteriosa. É isso que a gente tem de fazer no Brasil sempre”, disse.

Em nota, a ONG WFF-Brasil disse que firmou contrato de parceria com o Instituto Aquífero Alter do Chão para a compra de equipamentos de combate a incêndios florestais para a Brigada de Alter do Chão no valor de R$ 70,6 mil.

“Tendo em vista a natureza emergencial das queimadas, o repasse foi realizado integralmente e, neste momento, a instituição está na fase de implementação de atividades e prestação de contas, com a comprovação da realização do que foi acordado”, disse a entidade.

A WWF-Brasil informou ainda que, ao contrário do que diz o delegado, não adquiriu nenhuma foto ou imagem da Brigada, nem recebeu doação do ator Leonardo DiCaprio.

Segundo o delegado, uma das provas de que os brigadistas estariam no local no início do incêndio foi um vídeo publicado por eles mesmos na plataforma YouTube. “Eles publicaram uma imagem de um local onde estão só eles e o fogo está começando.”

Ainda de acordo com o delegado, a brigada obteve um financiamento de R$ 300 mil por causa dos incêndios, mas teria declarado publicamente apenas o recebimento de R$ 100 mil. “Estamos querendo saber para onde foi o restante desse dinheiro”, disse Melo Júnior.

As doações teriam sido feitas por meio das ONGs Aquífero Alter do Chão e Projeto Saúde e Alegria, que repassavam à Brigada em forma de prestação de serviços.

Questionado sobre as prisões preventivas, o delegado afirmou que elas foram pedidas porque havia “um corpo probatório muito robusto”.

As queimadas não são incomuns nas regiões de cerrado amazônico, pois o cerrado possui uma vegetação rasteira e mais seca do que da floresta. Especialistas, contudo, atestam que os focos de incêndio são, necessariamente, resultado da ação humana, seja ela dolosa ou acidental.

Destino Turístico

Com cerca de 6.000 habitantes, o balneário Alter do Chão é um dos principais destinos turísticos da Amazônia e chega a reunir até 100 mil visitantes na alta estação.

É conhecida por suas águas cristalinas, pelas áreas de floresta e pela forte influência da cultura indígena. Desde meados dos anos 1990, passou a atrair todos os anos hordas de turistas, sobretudo de São Paulo.

Os recentes incêndios, contudo, acenderam o alerta da comunidade e das autoridades para uma possível nova ofensiva sobre áreas de proteção ambiental deste paraíso amazônico.

Conforme reportagem publicada pela Folha nesta segunda-feira (25), o balneário vive um cenário de devastação de áreas de proteção ambiental, pressão imobiliária e disputas em torno de uma legislação que permitiria a construção até de edifícios nas margens do rio Tapajós.

Nas margens do rio Tapajós, a área de proteção ambiental tem 86% da sua área coberta pela floresta e pelo cerrado amazônico, bioma considerado fundamental para o ecossistema da região. Ali, existem 475 espécies de árvores e mais de 500 espécies de animais, incluindo algumas ameaçadas de extinção como a onça-pintada e o maracajá-peludo.

(Folha de São Paulo/João Pedro Pitombo)

Ex-jogador de vôlei Talmo Oliveira faz palestra em Altamira

Um dos grandes nomes do voleibol brasileira, Talmo Oliveira estará, nesta semana, em Altamira, para uma palestra aos alunos da Faculdade Serra Dourada. A palestra terá como tema “Esporte e Superação” e ocorre nesta quinta-feira (28), às 19h, no Centro de Convenções e Cursos, no bairro Premem.

Talmo Oliveira atuou como levantador e integrou o elenco brasileiro que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona. Foi treinador do time feminino do Sesi-SP, conquistando o Sul-Americano de Vôlei 2014 e se classificando para o Mundial. Foi vice-campeão da Superliga 2009/2010 com o BMG/Montes Claros. Atualmente é professor universitário em Belo Horizonte.

De acordo com o diretor-geral da instituição, Renato César Campos, é uma grande honra para a instituição de ensino superior promover esse evento para os estudantes. “Será uma palestra motivacional, com o objetivo de mostrar aos alunos que os obstáculos são comuns durante a carreira de qualquer profissional, no entanto, é possível, com dedicação e persistência, vencê-los. Esse tipo de atividade faz parte da nossa metodologia de ensino, ou seja, de levar os alunos para fora da sala de aula para terem uma formação mais sólida e qualificada”, afirma.

Infraero abre licitação para exploração comercial do estacionamento do Aeroporto de Altamira

A Infraero publicou edital de licitação para empresas interessadas em explorar comercialmente o estacionamento do Aeroporto de Altamira, no Pará (PA). O prazo da concessão é de 60 meses, e o preço mínimo mensal estimado é R$ 4,2 mil.

A área total a ser licitada tem 1,63 mil m² e está distribuída em três espaços: um de 1.545,50 m², em frente ao terminal de passageiros, para o estacionamento de veículos; o segundo, com 83,60 m², em frente à edificação da Estação Rádio de navegação aérea, destinado a vagas para motocicletas; e o terceiro, localizado na entrada do terminal de passageiros, medindo 1,2 m², onde ficará o guichê de pagamento, o qual deverá ser providenciado pelo futuro concessionário.

O certame, cujo tipo é por maior oferta, vai ocorrer na forma eletrônica. O regime de contratação é por preço global e o critério de julgamento se dará pela maior oferta, com disputa aberta. O recebimento das propostas vai até às 8h59 do dia 26 de novembro. A abertura da sessão pública e o início da disputa de preços ocorrem na mesma data, às 9h e 10h, respectivamente.

A licitação é aberta a qualquer empresa estabelecida no país, cujo ramo de atividade seja compatível com o objeto da licitação e que atenda às exigências do edital. O edital com todos os detalhes está no site da Infraero.

Movimento

Com capacidade para receber até 900 mil passageiros por ano, o Aeroporto de Altamira movimenta, diariamente, uma média de 480 pessoas. Os usuários contam com 20 pontos comerciais, entre estabelecimentos de varejo, serviços e alimentação. Da cidade parte voos comerciais regulares para Belém, Santarém e Itaituba, operados pelas empresas aéreas Azul e MAP, além dos voos da aviação geral.

(Ascom Infraero)

Vinda de Bolsonaro à Altamira gera críticas e elogios

A obra está pronta e gerando energia, e isso é justamente o que preocupa os movimentos contrários à Usina Hidrelétrica Belo Monte.

Quem conhece Belo Monte e acompanhou o processo de construção, afirma que a inauguração da usina é uma afronta para a população afetada.

Para iniciar a obra, a empresa Norte Energia precisaria cumprir uma série de exigências que foram apresentadas pelo órgão licenciador, como condicionantes para a liberação das licenças de instalação e operação. Uma dessas condicionantes, é o saneamento básico que até hoje não foi concluído e segue recebendo críticas.

Em contra partida, quem defendeu a construção de Belo Monte afirma que nem tudo ligado a usina é negativo.

Com a chegada do presidente, os movimentos sociais acreditam que a região terá condições de pontuar suas necessidades e com apoio de Bolsonaro projetos que estão parados sejam retomados e concluídos.

Mulher é vítima de agressão com arma branca em zona rural de Vitória do Xingu.

Marilda Francisca dos Santos, de 53 anos, foi ferida no braço com um facão. O autor seria o companheiro dela. O fato aconteceu na vicinal do Payol, em Vitória do Xingu, por volta das 22h de segunda- feira (25). A mulher foi socorrida pelo vizinho e trazida de voadeira para Altamira, onde foi conduzida a Unidade de Pronto Atendimento – UPA, pelo Corpo de Bombeiros. O autor da agressão fugiu do local. A mulher foi atendida com um corte no braço.

Uma pesquisa do Fórum Brasileiro de 2018 revelou que a cada uma hora, mais de 500 mulheres foram agredidas fisicamente no Brasil. 16 milhões delas tinham acima de 16 anos. Entre as violências sofridas 3% aconteceram enquanto se divertiam em bares, 8% no trabalho e também na internet, 8%, 29% foram agredidas na rua e 42% em casa. Esse ano, o registro é de uma mulher agredida a cada quatro minutos e uma mulher morta a cada oito horas, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Madeiras, tratores e outros materiais são apreendidos em operação

Pelo menos 78m3 de madeira foram apreendidos na operação Pé Ybyrá, que em tupi significa caminho ou estrada da madeira. Os fiscais da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade com apoio da Polícia Ambiental já monitoravam áreas próximas a rodovia BR-163, mais conhecida como Santarém – Cuiabá.

No local, a equipe encontrou ainda um trator e uma motosserra, materiais que, segundo os fiscais, configuram para o desmatamento ilegal. Desde que foi iniciada, a operação já apreendeu armas, um radiocomunicador, dois tratores de esteira e seis motosserras.

O material apreendido estava em um pátio, e segundo fiscais da Semmas, a madeira seria levada para comercialização em Castelo de Sonhos, no distrito de Altamira. As equipes ficaram monitorando a rodovia BR-163 em trechos que abrangem os municípios de Altamira, Novo Progresso e Itaituba.

Construção de Belo Monte é tema de thriller americano que combina fato e ficção

No filme “Sequestrada”, que acaba de estrear em Nova York e Los Angeles, a história da construção da hidrelétrica de Belo Monte costura a trama. O longa combina fato e ficção, no gênero thriller ambiental.

Quando os diretores e roteiristas Sabrina McCormick e Soopum Sohn partiram de Nova York pela primeira vez para Altamira, há três anos, em busca de elenco e locações, não imaginavam que o cenário sombrio denunciado na história —o impacto de Belo Monte sobre as populações indígenas e o ecossistema do rio Xingu— poderia beirar o catastrófico.

Duas reportagens publicadas no dia 8 de novembro pelos jornais El País e The Guardian revelam erros estruturais na hidrelétrica, que ainda não foi concluída. O volume histórico de água do Xingu parece não ter sido levado em conta no planejamento da quarta maior hidrelétrica do mundo e a maior da Amazônia. O resultado é um risco de ruptura.

“Nós não tínhamos conhecimento dos problemas estruturais, mas os índios nos alertavam, não havia volume de água no Xingu para suportar Belo Monte,” diz Sabrina McCormick. Ela é uma socióloga e professora de meio ambiente e saúde pública da Universidade George Washington, que há dez anos pesquisa o impacto ambiental de hidrelétricas.

“Sequestrada” é seu primeiro longa. O coreano-americano Soopum Sohn, também responsável pela fotografia, dá aulas de cinema na Universidade Long Island, de Nova York.

O título “Sequestrada” se refere ao rapto de uma adolescente da tribo arara por traficantes sexuais e é também uma metáfora da separação forçada de populações ribeirinhas de suas terras, seu sustento, sua cultura.

A protagonista do filme é Kamodjara, vivida pela índia Xikrin Kamodjara Xipia de Ferreira, que nunca havia se postado diante de uma câmera. O filme mistura indígenas, moradores de Altamira e atores profissionais, como o americano Tim Blake Nelson (“A Balada de Buster Scruggs”), Gretchen Mol (“Boardwalk Empire”) e o carioca Marcelo Olinto, como um funcionário da Funai.

McCormick lembra condições adversas de filmagem na violenta Altamira e diz que temia hostilidade contra a equipe. Ela descreve a pré-produção e a montagem do roteiro como um processo orgânico, resultado de inúmeras conversas com membros de aldeias indígenas afetadas por Belo Monte. Algumas falas da protagonista são repetições do que os diretores ouviram.

O filme mostra cenas documentais de protestos contra a construção da hidrelétrica. A ex-presidente Dilma Rousseff aparece visitando a obra e a exaltando sem considerar o impacto ecológico, que já era tema de gritaria internacional.

Gretchen Mol é Grace, executiva da empresa americana que já investiu bilhões em Belo Monte. Tim Blake Nelson é Thomas, despachado para Altamira numa tentativa de influenciar um relatório da Funai que está sendo elaborado por Roberto, papel de Olinto.

Quando o pai de Kamodjara e líder de uma aldeia arara viaja de barco para aderir a um protesto em Altamira, a menina se perde do grupo e é levada à dona de um bordel local.

Roberto é o burocrata santarrão que enfrenta o gringo Thomas, enquanto ignora sua própria participação na remoção dos índios. Ele se vê como protetor de Kamodjara, mas se revela um predador.

McCormick conta que abandonou o formato estrito de documentário na expectativa de ampliar a audiência do filme. “O que se passa na Amazônia está, em parte, abaixo do radar global”, diz. “E a Amazônia é profundamente afetada por forças globais. Por isso achamos que a ficção poderia atingir um público maior.”

“Sequestrada” vai ser exibido numa sessão especial no Congresso em Washington, no dia 9 dezembro. O filme ainda não tem data de estreia no Brasil.

(Folha de São Paulo)

Comitiva de senadores fiscaliza Hidrelétrica Belo Monte

Uma comitiva de senadores da Subcomissão Temporária da Usina de Belo Monte esteve no Pará, na segunda-feira (25), para fiscalizar instalações da hidrelétrica. Sob a coordenação do senador Zequinha Marinho (PSC-PA), presidente da subcomissão, o grupo verificará a situação da obra e o cumprimento das ações condicionantes socioeconômicas e ambientais na região.

Belo Monte terá a última de suas 18 turbinas inaugurada oficialmente na quarta-feira (27) pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. Apesar da conclusão da obra da usina, a Norte Energia — empresa responsável pela construção e operação — ainda continuará à frente das ações sociais e ambientais para mitigar o impacto do empreendimento na região. Com as 18 turbinas da casa de força principal em operação comercial e uma potência instalada de 11,2 mil megawatts, Belo Monte é a maior hidrelétrica 100% brasileira. O empreendimento terá a capacidade para atender 60 milhões de pessoas.

— Belo Monte é a terceira maior usina hidrelétrica do mundo, atrás de Três Gargantas, na China, e da binacional Itaipu. Por sua expressividade e importância, não apenas para o estado do Pará, como também para o Brasil, o Senado, por meio da subcomissão, vem acompanhando o andamento dessa grande obra — analisa Zequinha.

Segundo o parlamentar, mais do que conferir a conclusão das obras da hidrelétrica, a comitiva verificará o andamento das ações condicionantes determinadas para reduzir ou compensar os impactos sociais e ambientais da usina.

— É inegável que a hidrelétrica trouxe coisas boas para a região. Foram investidos mais de R$ 6 bilhões em 117 programas socioambientais. Nessa ida até a região, vamos verificar o que andou, o que precisa ser concluído. É preciso garantir que a população local seja beneficiada pelo empreendimento — defendeu.

Além da visita à hidrelétrica, a comitiva participa de reunião técnica no Centro de Cursos e Convenções, em Altamira (PA). A diretoria da Norte Energia e representantes da sociedade civil organizada participam do evento, que tratará do cumprimento das ações condicionantes.

Os senadores Lucas Barreto (PSD-AP), relator da Subcomissão de Belo Monte, e Elmano Férrer (Podemos-PI) se juntam a Zequinha Marinho na visita a Belo Monte. As informações colhidas durante a estadia no Pará serão incorporadas pelo relator em seu parecer, que será apresentado no final deste ano.

Fonte: Agência Senado

Potencial da gastronomia paraense é divulgado em evento no Ceará

A autêntica gastronomia paraense foi um dos destaques do evento Fartura – Comidas do Brasil, realizado nos dias 23 e 24 de novembro (sábado e domingo), em Fortaleza, capital do Ceará. A participação do Pará no “Fartura” é uma estratégia da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), que utiliza o evento como uma plataforma de divulgação da culinária e das rotas gastronômicas no Pará. O evento foi criado para pesquisar, fomentar, divulgar e valorizar a cultura e o turismo gastronômico brasileiro.

Para o secretário de Turismo do Pará, André Dias, o Estado tem se consolidado no mercado brasileiro e mundial enquanto destino para eventos nesse segmento turístico-cultural. “Sabemos que cada vez mais a gastronomia que o turista vai encontrar no destino tem sido relevante para a seleção das próximas viagens. E trabalhar na promoção do destino, a partir da gastronomia, é uma estratégia acertada pra que possamos convencer esse turista que o próximo destino dele seja o Pará. A participação no ‘Fartura’ entra nesse cenário. É um dos principais eventos de gastronomia que do País, e agora também em Lisboa (Portugal)”, informou o titular da Setur.

O evento é considerado uma das grandes plataformas do País, e hoje já marca presença em Portugal. Além de seus tradicionais festivais, que rodam o Brasil levando a gastronomia a partir do conceito “Da origem ao prato”, o “Fartura” contribui para o desenvolvimento de produtos, promoção de negócios e geração de empregos e renda.

“Cozinha-show”

Em Fortaleza, o Pará participou com estande próprio. O chef paraense Claudomiro Maués, do “Solar do Bola”, em Soure (Arquipélago do Marajó), divulgou a culinária marajoara realizando cozinha-show e preparando receitas presentes nas rotas gastronômicas. Ele mostrou o passo a passo da elaboração do prato e compartilhou curiosidades dessa culinária.

A presença do Pará no “Fartura” faz parte do planejamento orçamentário da Setur, como evento do calendário turístico de promoção em feiras nacionais e internacionais. “O ‘Fartura’ se insere em um planejamento maior de promoção do Pará a partir da gastronomia, assim como já temos feito em outras feiras de turismo, como o Festuris (realizado em Gramado – RS), por exemplo. Temos trabalhado em conjunto com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) a criação, implementação e o estabelecimento das rotas gastronômicas e a participação no Fórum de Indicação Geográfica, entre outras ações, no âmbito da promoção turística do Estado”, destacou André Dias.

Internacional

Ainda em novembro, o “Fartura” esteve em Portugal, com uma edição especial na cidade de Lisboa, entre os dias 14 e 17. Na capital portuguesa, o evento ocorreu no espaço Espelho de Água, contemplando ações voltadas à imprensa, mostra audiovisual, jantar-experiência e promoção turística do Pará para formadores e responsáveis pelas decisões.

O dia 16 foi reservado, inclusive, para um jantar paraense. O chef Paulo Anijar preparou um cardápio típico, com inspirações na floresta amazônica, na cultura indígena, no regionalismo, nas raízes, nas plantas e nos peixes.

O mineiro Rodrigo Ferraz é o promotor do “Fartura”, projeto gastronômico que busca pelo país histórias, ingredientes, produtores e receitas. Ao final das viagens, o conhecimento adquirido é apresentado em festivais. “Decidimos viajar por todo o Brasil, pesquisando a gastronomia e sua cadeia produtiva. Começamos a acumular conhecimento e a transformá-lo em filmes, livros, programas de rádio, o que culminou em festivais inspirados no conteúdo pesquisado”, disse o idealizador do evento.

(Agência Pará)

Diácono de igreja Prebisteriana é preso suspeito de estuprar três crianças em Ananindeua

Um diácono da igreja Presbiteriana foi preso pelo crime de estupro de vulnerável nesta segunda-feira (25), em Ananindeua, na região metropolitana de Belém. Durante a investigação, foram identificadas três crianças que frequentavam a igreja e teriam sido vítimas do religioso.

Segundo a Polícia Civil, o diácono José de França Fernandes usava da posição para ganhar afetividade da família das vítimas e depois abusar delas sexualmente.

Em depoimento, uma das vítimas de 11 anos relatou os abusos sofridos e comportamento de automutilação, além de pensamentos suicidas por causa dos abusos.

A ação foi realizada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) de Ananindeua.

(G1/PA)