“O SBT é a escola do jornalismo em Altamira”, conta Odair Oliveira

Um apresentador sem papas na língua, apaixonado pela profissão e com muitas histórias no currículo. Esse é Odair Oliveira. O jornalista iniciou na área da comunicação há 30 anos na Vale do Xingu. E no mês que a emissora completa também três décadas de atividade, muitas histórias se cruzam. “O SBT é a escola do jornalismo em Altamira. É um ponto de referência”, reconhece o profissional.

Foi no rádio que Odair começou a carreira. Ainda adolescente, em 1987, fazia participações no Jornal da Transamazônica com o locutor Cléo Soares. Em 1990 teve oportunidade de fazer o primeiro ao vivo em TV. Dele e da emissora. “Um dia teve convenção do partido e precisava de alguém para fazer o ao vivo. Nenhum locutor topou, tinha que entrevistar autoridades e eu fui”, relembra o jornalista.

Nessa época o jornal era semanal e tinha duração de duas horas. Muito diferente de como é realizado hoje, no processo e principalmente na estrutura. Apenas uma pessoa, no caso Odair, realizava todas as atividades. “Tínhamos todas as dificuldades de digitação, de ter um texto na mão, demorávamos às vezes três vezes mais, tinha que datilografar, às vezes sem monitor, assistia na própria câmera. Eu era repórter, chefe de redação, editor e apresentador”, conta.

A primeira reportagem para o jornal foi sobre uma fila imensa que se formava no cartório da cidade. “Tinham 10 senhas somente e, para pegar, as pessoas dormiam, armavam barraca. Fizemos umas três denúncias e pelo nosso trabalho, com nossa insistência, deram solução”.

Odair em entrevista a dupla Milionário e Zé Rico em 1997 ( Foto: reprodução facebook)

Entre os anos de 2001 a 2004, Odair conta que viveu um jornalismo mais tranquilo, mas com as mudanças políticas passaram a vir as reportagens de denúncia e, junto com elas, as ameaças e toda pressão da profissão. “Foi ali que eu tive certeza que era comunicação mesmo que eu queria”.

Estilo profissional

Apontado por muitos como sensacionalista, Odair acredita que fala o que o povo quer ouvir, de maneira simples e direta. “Tem que ter qualidade. Não existe estilo certo, existe o correto, o ético, mas você pode inovar”, pontua. Ele conta ainda que foi o primeiro na cidade a sair da bancada e apresentar em pé. “Sempre busquei meu estilo, me inspirava no Datena, aí surgiu meu ´Varinha neles´, e pegou”.

Tanta polêmica rendeu até processo judicial. “Já entraram judicialmente contra mim, alguns ainda rolam, mas eu nunca entrei contra ninguém”, explica ele falando sobre situações que também poderia ter procurado a justiça.

Casos marcantes

Entre os casos mais marcantes que noticiou, está o dos emasculados – onze garotos mortos com requintes de crueldade e outros cinco desaparecidos em circunstâncias suspeitas. As vítimas eram dezenove meninos pobres, com idades entre 8 e 14 anos. Desses, cinco corpos nunca foram encontrados, três sobreviveram, mas foram mutilados, e 11 foram assassinados e castrados. “Aquilo ficava na cabeça da gente, cada vítima morta encontrada era terrível”, conta Odair.

Outro caso que marcou o jornalista e todo país, foi o assassinato da missionária Dorothy Stang em 2005. Ela era a maior liderança do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança, atraindo a inimizade de fazendeiros da região que se diziam proprietários das terras que seriam utilizadas no projeto. “Foi quando eu abri minha mente pro jornalismo de verdade. Fizemos entradas ao lado de grandes profissionais da mídia nacional”, recorda.

Ele destaca, ainda, o caso Buchinger. Bandidos invadiram a casa dos empresários Luiz Alves e Irma Buchinger em 2016. Na ocasião, estavam na residência os filhos Ambrósio Neto, Henrique e Chiara. Ambrósio foi morto junto com os pais durante a invasão. Um inquérito policial culminou na prisão de Henrique.

As fases de discussão e implantação da Usina Hidrelétrica Belo Monte também foram coberturas marcantes para Odair e para Altamira. Odair também fala da transformação de uma cidade pacata para um município que já foi considerado o mais violento do país. “Foram muitas mudanças, antes era o ladrão de bicicleta, no carnaval os bêbados, não tinha homicídio, a matéria destaque era implantação de semáforo. Vi Altamira mudar muito nesses anos”, relata.

“Há 30 anos eu abracei o jornalismo, e abracei aqui ”, Odair Oliveira.

Diversão

Desde o início, há 30 anos, Odair lembra da Vale do Xingu pelo clima descontraído dos bastidores. O slogan “Tô na Vale, tô feliz”, sempre fez sentido para ele. “Na hora que era sério a galera trabalhava, pegava pesado, mas tínhamos ótimos momentos, tudo era alegria”.

O jornalismo da Vale no início tinha apenas uma Kombi e a equipe passou alguns apuros. “Teve um dia que a Kombi amanheceu na frente da Câmara Municipal (há duas quadras do prédio da emissora), ninguém sabe como ela foi parar lá, se alguém empurrou. Ficou todo mundo desesperado procurando”. O veículo servia até de apoio para a Polícia Militar. “Nessa época a PM só tinha uma viatura e quando acontecia algo nós dávamos apoio, ia todo mundo dentro da kombi na perseguição”, relata rindo. “Há 30 anos eu abracei o jornalismo, e abracei aqui”.

(Mayara Freire)

Moradores pedem melhorias na balsa da travessia da Assurini

As queixas se repetem para quem precisar usar a balsa que faz o serviço de travessia, entre Altamira e a Gleba Assurini. “A gente chega 11h e atravessa 14h, chegamos cansados com fome, é difícil”, relata a agricultora Maria José Conceição.

As reclamações são antigas. Por isso, no início desta semana, o sindicado rural de Altamira, com apoio de outras lideranças, realizou um abaixo assinado com mais de mil assinaturas e protocolou as reivindicações apresentadas na última sessão da Câmara municipal.  “Aumentou o fluxo de pessoas na região do Assurini, e graças a Deus a produção também. Como a balsa sempre está lotada, os horários são restritos, então o Siralta tomou a frente e está reivindicando algumas melhorias”, explica Maria Augusta da Silva, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Altamira.

O objetivo é conseguir melhorias nos serviços prestados com a implantação de cobertura, banheiros além de serviço de informações. Os usuários também solicitam que o horário de funcionamento do serviço seja estendido. Maria Augusta destaca sobre o que foi alinhado até o momento. “Recebemos uma ligação da Rodonaves (empresa que administra a balsa) e eles estarão daqui 20 dias em Altamira para discutirmos os pontos levantados”, disse.

Outro ponto que preocupa os usuários após a implantação das mudanças, seria sobre os valores cobrados pela empresa. “Desde que não aumente a passagem do dia, pra mim (as mudanças) seria bom”, relatou o motorista Alisson Garcia.

Em nota a Rodonaves disse pediu um prazo de 20 (vinte) dias junto a presidente do Siralta, para que possam ser analisadas as reivindicações protocoladas na Câmara Municipal. Assim que a empresa analisar as reivindicações, dentro prazo, entrarão em contato com a presidente para informar a resposta.

(Natália Silva)

Entidades e órgãos da segurança se juntam para combater o tráfico em Altamira

Entidades e órgãos da segurança pública, como SOS Vida e Guarda Municipal, estão juntos para combater o tráfico de entorpecentes. Nos prédios públicos ou nas ruas, os guardas municipais estão inseridos no cronograma de combate ao tráfico. As abordagens já tiraram de circulação papelotes de maconha e outras substâncias ilícitas.

Só de janeiro até agora foram mais de 200 abordagens e mais de 22 apreensões. De acordo com a GM os pontos preferidos de usuários de entorpecentes ou dos entregadores de droga são no trapiche da orla do cais e dentro de escolas.

Paralelo ao serviço de abordagem, a Guarda soma com um projeto de conscientização no ambiente escolar. De acordo com a coordenadora, Daniele Freitas, o foco é orientar que o caminho das drogas é perigoso e pode ser fatal. O público alvo são alunos de escolas municipais, 18 mil estudantes já foram beneficiados com palestras e outras ações. “Hoje nós temos feito um trabalho muito significativo nas escolas, e onde temos chegado há uma receptividade muito grande e eles falam abertamente sobre o assunto. Eles informam até situações que passam dentro de casa, na família”, conta Daniele.

Além dos órgãos de segurança pública, entidades filantrópicas querem mostrar que existe solução para quem é dependente químico, é o caso do grupo SOS Vida, que há 25 anos segue com um trabalho de recuperação. “Trabalhamos com a recuperação e também a prevenção. É um trabalho difícil, mas é preciso”, conta Peta Tenório do grupo SOS.

No último dia 26 de junho foi comemorado o dia internacional de combate ao tráfico de drogas. Uma data simbólica que alerta que, o cuidado com os jovens deve ser o ano inteiro.

(Raiany Brito)

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Primeiro encontro de educação especial é realizado em Altamira

A Secretaria de Educação Municipal realizou ontem (26) o primeiro encontro de pais e estudantes da educação especial do município. O direito das crianças com deficiência foi debatido no evento. “O objetivo aqui é trabalharmos algumas informações e mostrar as ações que o município vem fazendo, aproximar os pais do poder público”, explicou a coordenadora de educação especial, Milka Mendes.

Várias autoridades do município foram convidadas a participar do encontro. Entre eles, a Ordem dos Advogados sub-sessão Altamira (OAB), que falou sobre os diretos das pessoas com deficiência. “A nossa palestra tem como intenção mostrar os direitos das crianças e de todas as pessoas, e falar também do aspecto familiar e o compromisso da família com essas crianças com deficiência.”, disse a presidente da OAB de Altamira, Manoela Batalha.

São 739 alunos inseridos na educação especial das escolas municipais de Altamira e vários professores que atuam nesse tipo de ensino. “Nós temos investido em formação dos educadores desse setor, mas também de outros setores em geral, nosso professore sempre tem formação continuada e oportunidade para aprender”, relatou o secretário de educação, Honi Reck.

Essa educação inclusiva tem ajudado mães como dona Maria das Mercedes. Ela tem um filho matriculado na educação especial. “As horas que ele está no colégio eu estou despreocupada, não fica mais na rua”, contou a mãe.

(Denilton Resque)

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“Alguém sabe o peso do Lula ou da Dilma” post de ministro vira polêmica

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, se tornou o assunto mais comentado no Twitter do Brasil na manhã desta quinta-feira, 27, ao postar, em seu perfil na rede social, que “no passado, o avião presidencial já transportou drogas em maior quantidade. Alguém sabe o peso do Lula ou da Dilma?”, escreveu.

O comentário foi feito em referência aos 39 kg de cocaína encontrados em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que fazia parte da comitiva de 21 militares que acompanha a viagem do presidente Jair Bolsonaro a Osaka, no Japão. O comentário rapidamente mobilizou parte do debate nesta manhã, lançando a expressão “ministro da Educação” ao primeiro lugar nos Trending Topics do país no Twitter.

Reações

Até o momento, os internautas não receberam com simpatia o post do ministro. Entre as várias reações à publicação, os usuários da rede social classificaram como “imaturo”, “infeliz”, “inacreditável”, “imoral” e “incompatível com o cargo de ministro”.

(Istoé)

Moradores denunciam a falta de segurança no bairro cidade nova

No bairro Cidade Nova, moradores estão sofrendo com a violência. Casas estão sendo alvo de arrombamentos. Com medo de se identificar, um dos moradores da Rua Placas conta que no último sábado (22) tentaram roubar sua moto, mas o veículo estava travado e levaram apenas o capacete. Ele achou estranho, mas saiu de casa por cerca de 20 minutos. Quando voltou tinham entrado na residência e levado aparelhos eletrônicos e vários objetos.

Agora ele tem medo de sair e deixar a casa sozinha. Marcas na porta apontam como os arrombadores agiram. Ao lado da casa dele, muito mato, o que segundo a vítima teria contribuído para ação. Ele acha difícil encontrar os equipamentos levados. “Esperança a gente tem, mas acho muito difícil, principalmente com todo mundo comprando sem nota em rede social”, desabafa.

Alguns metros dali, na rua Anapú, outra vítima. Um senhor teve a casa invadida na segunda-feira. Ele conta que já é a segunda vez que sua residência é alvo de criminosos. Pelos cálculos dele, já foram mais de 10 mil reais em objetos furtados.

Diante de tantas ocorrências, os moradores se uniram e criaram um grupo de mensagens instantâneas onde eles se comunicam. Por lá, outros relatos de violência. Em troca de mensagens uma moradora diz que os criminosos quebraram o muro de uma casa vizinha para poder entrar e roubarem o local. Ela diz ainda que depois da ação, tentaram entrar na casa dela.

Em outra casa entraram e amarraram a dona da casa, levando alguns objetos.

(Denilton Resque)

Altamira é referência no processo de adoção

Patrícia Bilhalva é professora na Universidade Federal do Pará (UFPA). Desde a infância ela sonhava em ter filhos. Ela e o esposo, Edil Bilhalva, decidiram adotar depois de descobrir que por um problema de saúde ela não poderia engravidar. O casal é da região sul do Brasil, por conta disso, imaginava que o processo de adoção seria demorado, foi aí que se surpreenderam. “Foi um impacto porque eu imaginava que seria demorado, e aqui foi bem mais rápido. Recebemos a habilitação e no outro dia ligaram dizendo que tinha uma criança”, contou Patrícia.

Na véspera de natal do ano passado a família ficou completa. “A Dúvida que as vezes alguns casais tem, de não amar, comigo foi o contrário. Quando eu cheguei me contaram que era uma entrega voluntária sigilosa, quando ele nasceu, quando fomos chamados pra pegar ele no hospital, eu pensei está nascendo meu filho. Eu até produzi leite, amamentei ele”, lembra a professora.

Mas antes de adotar a criança, o casal fez o curso de preparação para adotar um filho. O curso acontece no fórum de Altamira. Vários profissionais fazem parte da ação ministrando oficinas para tirar dúvidas e orientar os futuros papais e mamães. Altamira já se tornou referência no processo de adoção de crianças. “Esse curso é destinado a todas pessoas maiores de 18 anos, que desejam adotar, independente do estado civil. Qualquer pessoa que tem interesse, vontade, podem fazer o curso”, esclarece a psicóloga Sandra Vieira.

Desde que adotaram o menino, o casal afirma que tudo mudou para melhor. Além do desejo de serem pais, Patrícia e Edil também são padrinhos de crianças que esperam por um lar. “Aqui é mais restrito, as pessoas não conhecem e não entendem sobre adoção. Aqui é um tabu ainda, ainda tem um pouco de preconceito com adoção. Às vezes a pessoa até quer entregar, não tem condições, mas a mãe tem medo desse preconceito. Por isso o sigiloso, ela entrega e ninguém fica sabendo”, diz Patrícia.

A psicóloga Ana Karolynna Braga afirma que o desenvolvimento da criança ou adolescente muda a partir do momento que passam a integrar uma família. “Está previsto no ECA, todos precisam de uma família”, relata a profissional.

(Athaynara Farias)

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Estão abertas as inscrições para Fies do segundo semestre de 2019

As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2019 foram abertas nesta terça-feira, 25, e os candidatos têm até 1º de julho para fazer o cadastro. O programa oferece financiamento para cobrir os custos das mensalidades de instituições privadas de ensino superior. A segunda edição do ano oferta 46.660 vagas em universidades — no primeiro semestre, foram oferecidas 53.400 oportunidades.

O Fies oferece duas modalidades. A primeira é financiamento a juro zero para os estudantes que tiverem renda per capita mensal familiar de até três salários mínimos. A segunda é a P-Fies, destinada aos estudantes com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos. A modalidade funciona com recursos dos fundos constitucionais e de desenvolvimento e com recursos dos bancos privados participantes.

Pode participar do programa o candidato que tenha realizado alguma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com uma média de 450 pontos em todas as provas e nota acima de zero na redação. Estudantes que tenham concluído algum curso de ensino superior também podem se inscrever, caso não tenham nenhuma dívida de financiamento com o Fies.

As inscrições são feitas pelo site oficial do programa. Informando o CPF e a data de nascimento, o sistema localizará o resultado do Enem. Caso o candidato tenha a pontuação mínima exigida, é possível dar continuidade ao cadastro. Os resultados das duas modalidades serão divulgados no dia 9 de julho. Para o Fies, haverá chamada regular e lista de espera. No P-Fies, há apenas chamada única.

Confira o cronograma abaixo:

Inscrições: 25 de junho a 1º de julho

Resultados: 9 de julho

Complementação da inscrição na modalidade Fies: 10 a 12 de julho

Lista de espera da modalidade Fies: 15 de julho a 23 de agosto

(Veja)

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