Dia das mães: elas falam dos desafios e criticam a romantização da maternidade

Padecer no paraíso, amor incondicional, verdadeiro amor. Essas são algumas das frases comuns que a sociedade reproduz para descrever a maternidade. Mas, para muitas mães, essa imagem está ligada a romantização da maternidade e às cobranças excessivas.

A construção social de que a maternidade é um instinto nato de toda mulher, e de que a mãe é aquela que abre mão de tudo pelo filho, torna a maternidade frustrante. Para a psicóloga Natália Serafim, a exigência de um modelo de mãe pode prejudicar. “A cobrança da sociedade em relação a ter filhos e a forma como criá-los pode ter um peso muito grande, mas isso é subjetivo, pois depende de como cada mulher vai internalizar e lidar com essa cobrança. É importante ter em mente que a sociedade idealiza a maternidade, o que pode ser bastante diferente da maternidade real, que vai ser vivida de maneira única em cada experiência pessoal”, explica.

Isabela com os filhos Lara e Igor

A Isabela Ouriques, 38 anos, é policial federal e mãe de um casal. A rotina familiar mudou quando ela assumiu o concurso público. O marido estava de aviso prévio e decidiu que ficaria em casa com as crianças e estudaria para ser servidor público, enquanto ela trabalhava. “As pessoas ainda são machistas. O que mais ouvi foi ele é muito bom, te acompanhou, te ajuda, nem todo homem é assim. Dificilmente eu seria elogiada da mesma forma se fosse ao contrário”, contou.

A consultora de rotina e influencer, Janaina Bassoto, sempre desejou ser mãe, mas conta das dificuldades que sentiu ao longo do caminho. “Eu sempre sonhei ser mãe, eu só não imaginava que fosse ser como era. Eu via as grávidas na rua e achava aquilo muito lindo. Mas eu por exemplo, não gostei de estar grávida.” Além do período da gravidez ela conta que o pós-parto, o chamado puerpério, foi um período complicado. “Eu não achei que a gente quase morresse, emocionalmente falando, e também fisicamente porque ficamos muito cansadas. Nunca imaginei que seria tão punk”, desabafa.

Fernanda com o filho Miguel, de 6 anos.

É comum as mulheres reclamarem que se tornam invisíveis com a maternidade. A bancária Fernanda Érica Gomes, de 32 anos, conta que romantizava esse papel, até que seu filho nasceu e ela percebeu como muitas vezes era solitário e como o julgamento era constante. Ela não mora com o pai do filho e conta que começou a perceber como pesava o termo “mãe solteira”. “É como se fosse um novo estado civil, de que você não é mais solteira, você é mãe solteira, como se isso fosse um agravante, um peso a mais, desqualificador de uma mulher solteira. Isso passou a me incomodar a cada vez que alguém usava esse termo pra mim, e logo, pra qualquer outra mulher”, explica.

Segundo a psicóloga, do ponto de vista da saúde mental da mãe, é importante que ela tenha atividades (mesmo que poucas) que possa fazer sozinha, para manter sua individualidade. “Permitir-se dividir as responsabilidades do cuidado da criança com outras pessoas de confiança, até mesmo para minimizar o cansaço físico e mental”, relata.


“Mãe não é estado civil”, critica a bancaria Fernanda Érica, mãe do Miguel de 6 anos.

Muitas vezes a idealização da maternidade é diferente da realidade. E por isso cada maternidade é única e individual.

Janaina com os filhos Miguel (no colo) e João Gabriel

Janaina escolheu ficar em casa e não voltar a trabalhar pra fora. Ela encontrou no Instagram uma forma de desabafar, falar com outras mães e transformou isso em emprego. “Eu sempre tive blog, sempre gostei de escrever e quando o Miguel nasceu eu vi na rede social uma forma de me conectar com outras mães. Aos poucos isso foi crescendo, e ao dividir minha rotina, e como eu fazia tudo em casa, eu comecei a ter muito retorno. Me especializei em organização, e me tornei consultora de rotina”, conta a influencer. Hoje o @janamelancia tem a missão de ajudar outras mulheres no dia-a-dia para que elas tenham uma rotina que possibilite ser mãe e desempenhar todos os outros papéis igualmente importantes para cada uma.

Não voltar a trabalhar não foi uma opção para Fernanda. Mãe do Miguel de 6 anos, abraçou a responsabilidade sozinha. “É meu, responsabilidade minha, eu que me vire. É desafio todo dia, a cada nova fase, nova descoberta. É novo pra criança da mesma forma que é novo pra mãe, ambos estão vivendo o mesmo momento, um em função do outro. Não ter alguém pra dividir as responsabilidades disso tudo torna todo o desafio ainda maior, mais pesado, tanto em responsabilidade, quanto financeiramente falando. Mas, não podemos esquecer que não somos somente mães. Tínhamos vida antes e devemos ter vida depois dos filhos”, conclui.

A construção do papel que a mãe deve exercer acaba tornando a experiência desgastante. “É muita cobrança. É exigido das mulheres que elas trabalhem, sejam mães, façam trabalhos domésticos e ainda sejam super mulheres na cama”, critica Isabela.

Alessandra grávida da primeira filha

Alessandra Ribeiro também é funcionária pública e conta que nunca romantizou a maternidade. Para ela maternidade e responsabilidade devem caminhar lado a lado. “A gestação foi planejada para o momento certo, após a conclusão dos estudos e posicionamento profissional.” Mesmo assim sofreu com alguns processos, como a volta ao trabalho. “Foi traumático. Mãe de primeira viagem, longe da família. Mas graças ao apoio de profissionais da saúde, conseguimos as orientações e o conforto necessário para o retorno”, conta ela que acredita que toda mulher deve ter apoio psicológico após o nascimento de um filho.

A tal da culpa

Algo em comum a toda maternidade é a culpa. Tem quem afirme que ser mãe é sentir culpa. Fizemos a mesma pergunta paras as quatro entrevistadas. Se elas sentiram culpa em algum momento e como lidaram com isso.

Fernanda

“Logo no começo da maternidade não me cobrava tanto, aos poucos veio a culpa exatamente no sentido de estar me divertindo em algum momento, enquanto deixei meu filho dormindo com a vovó ou mesmo com o pai. Não encanei muito com isso, e logo entendi sobre ter vida, precisar de momentos longe da maternidade, saúde mental importa e mantém a máquina funcionando. Pequenas culpas a gente sempre tem, por exemplo, tenho um trauma de culpa de uma vez em que dormi, e quando acordei tinham carapanãs picando meu filho. Da pra entender como a gente se culpa por tudo, mesmo que não faça o menor sentido a gente se culpar ne!? Mas a questão é não encanar, e tentar viver bem.”

Janaina

“É muito engraçado falar disso, eu sempre me incomodei porque eu não tinha culpa. E é tão comum ouvir isso, nós estamos tão acostumados a reproduzir que eu passei a ter culpa por não ter culpa”.

Alessandra

“É natural sentir essa “culpa”. Normalmente ocorre pela ausência em dias específicos como reunião de pais e mestres na escola ou quando a criança adoece de forma repentina. O importante é criar momentos de qualidade com a criança.”

Isabela

“Quando passei na polícia civil eu me culpei muito. E durante a Academia de Polícia Federal também, mas conforme fui viajando em missão esse sentimento acabou. Tudo que faço é por eles.”

Para a psicóloga, a cobrança pode ter um peso insuportável para algumas pessoas e para outras não, bem como o sentimento de culpa por não atender às expectativas”, finaliza. De maneira geral as críticas são sempre relacionadas a maternidade, mas quando se trata de filho a resposta é uma só. “Eu amo meu filho”.

Um feliz dia das mães as todas as mulheres que vivem essa jornada incrível.

(Mayara Freire)

Mulher é presa tentando entrar com droga no presídio de Altamira

Elydia Lorrane Gomes Pereira foi presa na manhã deste sábado (11) tentando entrar no Centro de Recuperação de Altamira com droga. Na revista os agentes encontraram cerca de 70g de maconha dentro de um pote de margarina.

Ela contou aos policias que levava a droga para o companheiro que está preso.  Lidya foi levada a delegacia de polícia civil e está a disposição da justiça.

Dupla é presa depois de assaltar mulher no Independente I

Kevin Loureiro Monteiro, de 19 anos, e Cleb Cardoso Dourado – que não teve a idade divulgada, foram presos depois de assaltar uma mulher na manha desta sábado (11), no bairro Independente I, perto de um supermercado.

Eles estavam em uma motocicleta, abordaram a vítima com uma faca e pegaram o celular dela. Um mototaxista viu a ação e bateu com a moto dele no veículo da dupla. Kevin e Cleb caíram e tentaram fugir, mas um policial a paisana passava pelo local e conseguiu alcançar a dupla e chamar a polícia.

Eles foram levados para delegacia de polícia civil, e estão a disposição da justiça. O celular foi devolvido a vítima.

Câmera mostra homem agredindo cadela com pedrada em Altamira

A crueldade foi registrada por uma câmera de segurança. O caso aconteceu no bairro Santa Ana. O agressor percebe a presença da cadela que atende pelo nome de Lili, que está próxima ao portão. A dona do animal estava fazendo suas atividades de casa. O suspeito vem caminhando, pega uma pedra, se aproxima do animal e joga em direção ao animal, acertando a cabeça dela. Ele apressa os passos e foge do local.

Maria do Livramento diz que a cadela não é agressiva, e as imagens comprovam isso, quando duas jovens passam minutos antes da agressão, o animal permanece tranquilo. Após receber o impacto da pedrada, ela se debate e é socorrida pela dona que desesperada, tenta salvar a vida de Lili.

A cadela tem nove anos e permanece internada em uma clínica veterinária. Maria deve registrar boletim de ocorrência e as imagens devem ajudar na identificação do suspeito. Muita gente não sabe, mas existe uma lei que pune criminalmente, quem maltratar animais.

A Lei 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais) prevê os maus-tratos como crime. “É considerado crime praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, doméstico ou domesticados, nativos ou exóticos. Pena – Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa. … Parágrafo 2º. – A Pena é aumentada de 1 (um) terão a 1(um) sexto, se ocorrer a morte do(s) animal(s).”