Considerado um dos municípios mais violentos do Brasil, Altamira registra novos homicídios

Segundo o Atlas da Violência, divulgado em 2017, Altamira foi considerado município mais violento do Brasil. O estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), colocou o município em destaque no país ao relevar os números de homicídios na região. Altamira apresentou taxa de homicídios de 107 por 100 mil habitantes. Em 2018 a mesma pesquisa mostrou que os números diminuíram, colocando o município em oitavo no ranking da violência, com 91,9 homicídios por 100 mil habitantes. Ainda assim, o número de mortes é alto.

Em janeiro de 2016 o casal Luiz Alves e Irma Buchinger e o filho Ambrósio Neto foram assassinados. Apenas dois irmãos sobreviveram. Um deles foi apontado como mandante do crime, foi preso, depois solto e aguarda pelo julgamento em liberdade. O triplo homicídio chocou a sociedade altamirense. Chiara e Henrique Buchinger disseram que foram trancados por um bando criminoso em um banheiro, porém, não havia sinais de arrombamento na casa e o cachorro, da raça pitbull, foi dopado. As investigações da polícia civil chegaram até Henrique e outras 6 pessoas. Chiara foi inocentada.

Em fevereiro de 2018 a jovem estudante Gabrielly Freitas de 20 anos e o filho recém-nascid, Enzo Gabriel, desapareceram da casa em que morava com os pais, na comunidade do Jacuípe, zona rural de Vitória do Xingu. Após quatro dias, seu corpo foi encontrado por ribeirinhos. Ela estava com as mãos amarradas, amordaçada e teve o corpo enrolado em lonas plásticas. O IML confirmou que foi vítima de estrangulamento. Elielson Vieira de Sousa, de 43 anos, mais conhecido como Tadeu, foi apontado pelas investigações como o principal suspeito do crime. Ele seria o pai do pequeno Enzo, de apenas 16 dias, que foi encontrado morto, embrulhado em uma fralda e colocado dentro de sacos plásticos.

No dia 24 de fevereiro de 2018, Leudiany Rodrigues dos Santos, de 31 anos foi vítima do ex-companheiro, Deusdete Nascimento de Carvalho. O assassino retornou à Altamira para executar a ex- companheira a facadas e posteriormente fugiu. As investigações apontaram que ele planejou tudo. Ele oi preso no município de Tucuruí.

O professor da Universidade Federal do Pará, José Adriano Giorgi, também foi vítima da violência. Em 27 de abril de 2018 foi sequestrado e morto, em Altamira. O corpo dele foi encontrado na área rural em uma fazenda próxima a estrada que dá acesso a comunidade princesa do Xingu. Ele foi executado com um tiro na cabeça e posteriormente carbonizado.

Todos esses crimes que causaram revolta da população. Apesar da resposta rápida da delegacia de homicídios da polícia civil em solucionar alguns dos crimes e chegar até os culpados, para a população parece não ser o suficiente. Diversas manifestações já aconteceram pedindo mais segurança e políticas públicas que ajam diretamente na diminuição da violência na região.

Homens são pegos furtando fiação de escola, em Altamira

Na madrugada desta sexta-feira, por volta de três horas da manhã, a polícia recebeu uma denúncia anônima de que dois homens estavam furtando a fiação de uma escola. Eles foram presos em flagrante.

Deimisson Rodrigues de Souza, de 32 anos e Wanderson Ribeiro Bogé, de 18 foram pegos ainda no local com os fios de cobre. A escola Rilza Acácio fica localizada no bairro São Domingos, e cerca de 10 metros de fiação foi furtada. O crime prejudica diretamente a energia e o funcionamento da instituição.

Os homens foram levados para a delegacia de polícia de Altamira e negaram que estavam praticando o furto. Os dois suspeitos detidos já tinham passagens pela polícia por roubo.

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3º suspeito do assassinato de mãe e filha em Altamira é identificado

Após a prisão de Geovane Souza e Dário dos Santos, principais suspeitos do assassinato de mãe e filha na zona rural do município, a polícia civil através da delegacia de homicídios, identificou uma terceira pessoa que teria participação nos crimes.

Polícia encontra corpo de mãe e filha que estavam desaparecidas

Dor e revolta durante o velório de mãe e filha, em Altamira

Acusado de matar mãe e filha é morto dentro do presídio

A polícia continua investigando e fazendo diligencias para encontrar o suspeito e saber qual teria sido a participação dele no crime.

Outros presos

Momentos após a transferência dos principais acusados, um deles foi assassinado. Geovane Souza foi morto dentro da cela em que ele e Dário dos Santos foram colocados.

Dário também saiu do CRA ferido, recebeu atendimento médico e foi encaminhado para o presídio novamente, mas, para manter sua segurança, foi transferido de Altamira na madrugada desta sexta-feira (26). A decisão foi da divisão de administração penitenciária que foi informada sobre o caso ainda na tarde desta quinta-feira.

Por meio de nota, a assessoria de comunicação social da Susipe informou que não divulgaria a unidade prisional que Dário foi transferido por medidas de segurança. Ele aguardará o julgamento sob custódia até decisão judicial.

Dário foi transferido de Altamira
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Sindicato pede prazo para implantação de taxímetros em Altamira

O prazo estipulado pelo ministério público estadual, encerrou no último dia 19 de abril. Na última reunião da categoria, o presidente do sindicato dos taxistas, José Santos, pediu um novo limite para que todos tenham a oportunidade de adquirir os taxímetros. Até o momento 150 aparelhos foram comprados.

Outro assunto discutido na reunião, foi a atualização cadastral da classe junto ao Departamento Municipal de Trânsito de Altamira, Demutran. Dos 450 taxistas ativos, 160 não conseguiram atualizar o cadastro junto ao órgão.

A regularização dos aplicativos de transporte por celular também foi um dos assuntos abordados. O promotor responsável pelo caso disse que irá pedir a suspensão dos apps utilizados no município, até que eles sejam regularizados.

Nesta sexta-feira (26) os representantes do sindicato devem se reunir com a chefe de gabinete da prefeitura para tratar sobre a regularização do aplicativo.

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Governo do Pará anuncia 1,5 mil vagas para Polícia Civil

A exemplo do que vai acontecer com a Polícia Militar, que abrirá sete mil novas vagas por concurso público, a Polícia Civil do Pará também terá seu concurso para novos servidores ainda este ano. A informação foi dada pelo governador do Estado, Helder Barbalho, na noite desta quarta-feira (24), durante cerimônia que celebrou os 143 anos da Polícia Civil no Estado, cujo aniversário transcorreu no último domingo (21).

A solenidade, que aconteceu no Coliseu das Artes, no espaço São José Liberto, em Belém, marcou ainda a entrega de diversas honrarias concedidas tanto a policiais civis quanto a autoridades civis e militares pela relevância dos serviços prestados à Polícia Civil do Estado. O próprio governador Helder Barbalho e o vice, Lúcio Vale, foram contemplados com a medalha do Mérito da Polícia Civil.

Além de anunciar a seleção para novos servidores da Polícia Civil – que deverá oferecer cerca de 1,5 mil postos de trabalho em cargos como de delegado, escrivão, investigador e papiloscopista –, o governador do Pará também celebrou a integração entre os órgãos da segurança pública, o que, para ele, tem sido fundamental para a redução dos índices de violência observados nestes quatro primeiros meses de governo.

“A efetividade dos nossos resultados se dá a partir dessa integração. É ela quem cria um ambiente adequado para entregar à sociedade paraense o que é um direito seu, isto é, uma vida de paz, e, ao mesmo tempo, também representa o cumprimento dos nossos deveres como servidores públicos”, pontuou Helder Barbalho.

Na ocasião, o chefe do Executivo estadual também assinou um decreto que cria o Manual de Identidade Visual da Polícia Civil do Pará.

A primeira-dama do Estado, Daniela Barbalho, também recebeu a Medalha do Mérito da Polícia Civil, concedida a autoridades civis e militares que prestaram relevantes serviços à instituição policial.

Já o delegado-geral da Polícia Civil, Alberto Teixeira, fez questão de ressaltar o papel de cada servidor da instituição na excelência dos serviços prestados à população paraense, não só no que diz respeito ao combate à criminalidade, como também nas ações de cidadania.

“A Polícia Civil do Pará está, a cada dia, mais forte e responsável. Evoluímos não apenas nos casos de grande repercussão, mas também no atendimento do dia a dia, a cada cidadão que nos procura pelos mais diversos motivos”, enfatizou, acrescentando que hoje, a principal dificuldade da corporação é justamente o déficit de pessoal, que chega a 2,5 mil servidores, o que será sensivelmente reduzido com o novo concurso público anunciado.

Além da Medalha do Mérito da Polícia Civil, foi entregue, durante a solenidade, a Medalha Medalha Evanovich de Investigação Policial, concedida a policiais civis pela dedicação do trabalho sério e eficiente de investigação policial.

Uma outra honraria, na forma de placa, foi concedida aos policiais civis que se destacaram pelo profissionalismo e desempenho nas operações policiais em equipe.

Pessoas e representantes de entidades civis com relevantes serviços prestados à instituição policial foram agraciadas, ainda, com o Diploma Amigo da Polícia.

Ao final da cerimônia, foi entregue a Medalha da Láurea do Mérito Pessoal, que homenageia civis e militares pelos relevantes serviços prestados à sociedade.

Ao todo, cerca de 200 pessoas receberam as diferentes comendas ofertadas pela Polícia Civil do Pará. Entre elas, além dos próprios policiais, estavam secretários de Estado, deputados, vereadores, prefeitos e representantes de entidades parceiras da instituição policial, como o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Estado.

PA-252 será interditada para passagem de caminhões e carretas

Quem precisa pegar a PA-252 deve ficar atento. A equipe do Executivo Estadual, que conduz as ações de enfrentamento dos impactos causados pela queda da ponte sobre o Rio Moju, decidiu em reunião técnica, na tarde desta quinta-feira (25), interditar por cinco dias o tráfego de veículos pesados na rodovia, já a partir desta sexta-feira (26).

A PA – 252 é uma via importante para conexão de dezenas de municípios e tem sido intensamente demandada como alternativa após a queda da ponte do Moju. Em consequência das fortes chuvas e do tráfego pesado, ela tem trechos críticos com lama e buracos, o que dificulta ao extremo a circulação de veículos pesados, por isso, a necessidade da interdição para as cargas pesadas.

A proibição de circulação por cinco dias na PA-252 vale exclusivamente para os caminhões e outros grandes veículos. Eles serão orientados a fazerem as viagens Moju-Belém e vice-versa por balsas que saem tanto do município de Moju como da capital paraense. Após os cinco dias, os serviços serão avaliados para liberação geral da rodovia estadual.

“A decisão foi tomada agora em reunião com as empresas que executam os trabalhos de melhorias na 252. A prefeitura de Moju também participou. É que o volume de carretas e outros veículos pesados está intenso e atrapalha os serviços, que precisam ser assegurados, para que possamos garantir melhor trafegabilidade na rodovia estadual, caso contrário, pode haver um esgotamento da via e os problemas se potencializarão”, observou o secretário estadual de Transporte (Setran), Pádua Andrade.

Com o bloqueio provisório, haverá um aumento natural nas travessias por balsas, já que os veículos pesados serão orientados a usá-las na travessia Belém-Arapari e vice-versa. A medida, frisa o secretário, é extremamente necessária e temporária.

Justiça anula condenação do ex-deputado por estupro de criança no Pará

No início da tarde desta quinta-feira (25) os desembargadores do 3ª Turma do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) anularam o processo que condenou o ex-deputado Luiz Afonso Sefer por estupro de uma menina de nove anos.

Por dois votos a um, os magistrados acataram a tese da defesa de que o caso não poderia ter sido aberto por determinação da justiça comum, já que na época da denúncia, o então réu ocupava cargo público e tinha, por isso, foro privilegiado.

De acordo com o TJPA, com a decisão, o caso volta a estaca zero, ou seja, todas as decisões judiciais, provas e depoimentos apresentados e ainda procedimentos ligados à denúncia não podem ser usados pois o processo não foi encaminhado como deveria.

Isso porque o Inquérito Policial foi aberto à pedido da Procuradoria Geral de Justiça, que é um órgão ministerial. Três meses depois, o Tribunal de Justiça do Pará autorizou o processo e deferiu a prorrogação das investigações.

O Ministério Público do Pará (MPPA), que figura como promotoria no caso, afirma que vai recorrer da decisão, da qual cabe recurso.

Em nota, o MPPA informou que a procuradoria de Justiça entende que não havia, ao contrário do que afirmou a defesa, necessidade de exigência de autorização judicial para a investigação, já que “não existia qualquer previsão legal, ou mesmo no regimento interno do TJPA para esse fim”.

A nota disse ainda que, mesmo que tal irregularidade tivesse ocorrido, “o réu e o TJPA tiveram conhecimento da investigação, foi autorizada a prorrogação do prazo para a conclusão do inquérito policial, solicitada pela autoridade policial que o presidiu, sanando, neste momento qualquer vicio, por ventura, existente”.

Segundo o MPPA, o relator, à época, chancelou todos os atos efetuados na fase investigatória, quando considerando a prerrogativa de foro que gozava o réu, remeteu os autos de inquérito policial concluído pela Procuradoria Geral de Justiça. “Com isso estaria suprida aquela exigência, com a convalidação de todos os atos praticados pela autoridade policial”, informou.

Entenda
Luiz Afonso Sefer foi denunciado em 2009 acusado de ter estuprado uma menina de nove anos em 2005. Ele teria “encomendado” a criança prometendo trabalho e cuidados em Belém, mas iniciado os abusos dias após a chegada da menina.

Em 2010 a Juíza da 1ª Vara da Capital condenou o ex-deputado a 21 anos de reclusão e a pagar uma indenização de R$ 120 mil reais à vítima. No ano seguinte, essa condenação foi cancelada em uma votação no Tribunal de Justiça do Pará.

O Ministério Público recorreu da decisão e, em março de 2018, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou a primeira condenação e devolveu ao réu a classificação de “condenado”, mantendo, inclusive a sentença e indenização estipulados anteriormente e enviou o processo de volta à Justiça do Pará por entender que não caberia mais recurso da decisão.

(G1)

Novo caso de meningite bacteriana é confirmado em Belém

Nesta quinta-feira (25) um novo caso de meningite bacteriana foi confirmado em Belém. O paciente está internado no Hospital Universitário João de Barros Barreto com quadro de saúde estável. A Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) informou que cem casos da doença foram confirmados este ano em todo o Pará.

Em nota, o Hospital afirma que, além do doente, não há registro de ninguém da família ou profissionais de saúde que interagiram com o paciente durante os atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que possam ter contraído a doença.

A Sespa informou que em 2019 recebeu 381 notificações de casos suspeitos de meningite, mas apenas cem casos foram confirmados até o dia 13 de abril. Destes casos, 26 eram de meningite bacteriana.

(G1)