Depois de negociação, indígenas desocupam escritório da Norte Energia

Indígenas das etnias Juruna e Arara, deixaram o escritório da Norte Energia na tarde desta sexta-feira (29). Cerca de 80 índios, ocupam o local em protesto a ausência de compromissos da empresa com as aldeias. Entre as reivindicações estava a inoperância dos programas para produção de alimentos e geração de renda.

Indígenas ocupam escritório da Norte Energia

Por volta das 16h, representantes da Norte Energia estiveram no local e marcaram uma reunião com o grupo para a próxima semana, para discutir as demandas dos indígenas.

‘Chão Legal’ realiza sua 45ª edição na entrega de títulos de posse

A aposentada Josefa Krauzer estava animada. Moradora há quase três décadas do bairro Independente I, ela compareceu ao colégio Ulysses Guimarães, para receber seu título de legitimação de posse através do projeto ‘chão legal’, da prefeitura de Altamira.

Essa foi a 45ª edição da entrega de títulos. O documento legitima e reconhece a posse dos imóveis. Nesta edição foram entregues 129 títulos, de seis bairros. São eles jardim independente i e ii, jardim Oriente, Cooperfron, Parque Ipê e Bela Vista. O prefeito de Altamira, Domingos Juvenil, esteve na cerimônia.

Uma novidade foi o balcão de atendimento. A ideia era esclarecer as pessoas que tem interesse em participar do projeto, auxiliando nas informações necessárias para que o morador possa dar andamento ao processo.

Para Denise Aguiar, coordenadora do projeto, a ação está sendo um sucesso. Durante a gestão atual, já foram entregues mais de 10 mil títulos e outros 2 mil já estão em processo para que possam ser entregues.

Indígenas ocupam escritório da Norte Energia

Indígenas da região da volta grande do Xingu, ocupam o escritório da Norte Energia, em Altamira. São cerca de 80 índios, das etnias Juruna e Arara. O protesto é por compromissos que, segundo o grupo, não estão sendo cumpridos. 

A Justiça determinou a reintegração de posse do escritório no prazo de 24 horas.Os indígenas foram convocados pela empresa para uma reunião no dia 27 de março, para tratar de questões urgentes como, o sistema de comunicação com as aldeias que não funciona, a inoperância dos programas para produção de alimentos e geração de renda, a manutenção das estradas. Ao chegarem em Altamira, a reunião havia sido cancelada, sem nenhum aviso prévio. Com isso eles decidiram ocupar o local.

Em nota, a Norte Energia informou que “a empresa vem tomando as providências cabíveis para a retomada da posse de suas dependências, de modo a restabelecer o funcionamento normal da unidade e atendimento agendado aos indígenas.  Disseram também que a Norte mantém “posição de permanente diálogo e respeito às comunidades indígenas, entretanto reprova todas iniciativas ilegais e abusivas, como a verificada nesta ocupação das instalações da empresa”.

Prazo reintegração

De acordo com a determinação, os indígenas teriam até as dez horas da manhã desta sexta-feira (29) pra deixarem o local. No início da tarde a Polícia Federal e um oficial de justiça estiveram no escritório de assuntos indígenas para uma conversa.

Selecionados do Mais Médicos chegam em Altamira

Foram enviados para a região do Xingu, 32 médicos selecionados no programa Mais Médicos, do governo federal. Cinco deles atuarão no Distrito Sanitário Especial Indígena de Altamira (Dsei).

Os servidores chegaram na tarde de quinta-feira (29). Apenas dois médicos ficarão em Altamira, pois o município já havia recebido nove profissionais em dezembro de 2018.

Segundo o coordenador de saúde, Ney carvalho, os profissionais atenderão a região, inclusive o distrito Castelo de sonhos.

Programa

O Mais Médicos é um programa lançado em 8 de julho de 2013 pelo governo federal, com objetivo de suprir a carência de médicos nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do Brasil. Além de Altamira, os profissionais atuarão em Medicilândia, Anapu, Pacajá, porto de mós, senador josé porfírio e uruará.

O programa atuava com médicos cubanos, mas o governo cubano suspendeu a participação dos profissionais no programa em protesto ao atual governo federal. Em novembro do ano passado foi lançado o primeiro edital para a seleção e em dezembro os selecionados foram enviados as cidades onde há carência de profissionais.

Trabalhadores são impedidos de sair de Aldeia no rio Irirí

A aldeia indígena Kararaô dos povos Kayapós localizada no entorno do rio Iriri, está mantendo em cárcere cerca de trinta trabalhadores. Os profissionais estão rendidos pelas lideranças indígenas. O local fica há 4 horas e meia de voadeira do município de Altamira.

Os trabalhadores são do Distrito Sanitário Especial Indígena, Dsei, Fundação Nacional do índio, funai e trabalhadores da Norte Energia. Os indígenas cobram a construção da escola que a norte energia havia prometido no Plano Básico Ambienal (pba) e até hoje não cumpriu.

Os servidores que estão impedidos de sair da aldeia estão na área desde o dia 25 de março participando de uma reunião do subcomitê dos povos Kayapó, com objetivo de discutir pautas para acordos que foram feitos com a Norte Energia dentro do PBA.

Segundo o servidor do Dsei, a comida que eles levaram já acabou e pedem que as autoridades tomem uma providência.

Em nota, a Norte Energia informa que suspendeu todas as negociações com a aldeia Kararaô, enquanto perdurar qualquer forma de privação de liberdade ou risco à integridade física e retenção de seus profissionais, e que está adotando as medidas legais cabíveis. Por fim, a Norte Energia esclarece que sua posição é de permanente diálogo e respeito às comunidades indígenas, entretanto reprova todas iniciativas ilegais e abusivas, como a verificada na retenção de seus colaboradores.

Ação itinerante recolheu vasilhames de defensivos agrícolas

O seu Joaquim é produtor rural e veio do travessão do Itapuama , na Gleba Assurini. Ele costuma fazer o uso dos defensivos para que a produção fique livre de pragas. Ele fez uma viagem de mais de 80 km, para dar o destino correto as embalagens vazias dos defensivos agrícolas.

Foram montados na região dois postos de recebimento itinerante de embalagens de defensivos agrícolas, um em Altamira e um em Brasil Novo.  Segundo A Associação do Comércio de Insumos Agropecuários de Altamira, Aciart, as embalagens serão destinadas para a indústria. As que passaram pelo processo de tríplice lavagem serão recicladas. Já as que estiverem sujas, serão incineradas. 

Joaquim Maia, representante da Aciart, explicou que a ideia é que mais de 3 mil recipientes sejam arrecadados para que possam ser reutilizados ou dada a correta finalidade.

A campanha é realizada uma vez por ano. Entretanto, em novembro de 2019 haverá novamente a arrecadação para que os produtores possam devolver os vasilhames dos agrotóxicos.

A agência de defesa agropecuária do Pará deu apoio à ação. Esse já é o terceiro ano de arrecadação. O produtor que fizer o descarte de forma irregular está sujeito as sansões legais.